CAPÍTULO 8

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THEO

—Senhor Santori, é uma honra tê-lo aqui em meu hotel, ficaria muito feliz em ajudá-lo, minha secretária adiantou que você tinha interesse em tratar um assunto comigo. —Apertamos nossas mãos e sentamos em seguida.

—Obrigado por me receber Fábio, sei que é um homem ocupado.

—Não se preocupe, então do que se trata sua presença aqui? -Sorri junto a ele agradecido, minha vida junto com Lis tinha mudado completamente. Eu era dela assim como ela era minha e eu precisava cuidar de tudo, mesmo que tudo pudesse acontecer aos poucos. Minha raiva ainda permanecia sem controle, a história das flores continuava entalada dentro de mim e principalmente, a traição de Alec que tinha sido algo inesperado vindo dele.

—Bom, eu gostaria de falar sobre Lis Amorim, a funcionária que já trabalha há alguns anos aqui.

—Uma ótima funcionária, aliás, aconteceu alguma coisa?

—Quero que seus turnos sejam diminuídos e seu salário aumentado, claro que tanto ela como o hotel receberão benefícios por isso, além do mais, não quero saber que isso saia daqui, estou tratando diretamente com você pelo fato da confiança que tenho e espero ser correspondido Fábio.

—Não tem nada com o que se preocupar Theo, mais ela com toda certeza achará estranho essa mudança, assim como eu. —Ele me olhou desconfiado, esperando que mais sobre nós fosse revelado. Eu não poderia confiar completamente nas pessoas e isso significava meu segredo com Lis. Era um risco alto demais.

—Sei que você pode dar um jeito nisso, agora, eu preciso realmente saber se posso contar com muito mais do que apenas sua amizade Fábio. Quero tudo isso realizado o quanto antes, sem que nada saia ou pareça estranho. —Rapidamente sua mão apertou a minha com força. Ele mais do que ninguém sabia que ter minha amizade no mundo de negócios que vivíamos seria bastante significativo.

—Pode ter certeza disso, mais posso perguntar o porque disso? Desculpe, porém não me comunicou porque tomou esta decisão.

—Não Fábio. Isso passa a ser assunto meu apenas e agradeço se nossa reunião terminar aqui, nesse ponto apenas. —Levantei rapidamente cortando qualquer assunto que viesse a ser minha relação com Lis, ele assentiu sem dizer muito, fazendo o mesmo.

—Com toda certeza. —Eu daria tudo a minha linda rosa, nem que para isso tivesse que lutar muitas batalhas.



** ** **

Não precisei bater, eu apenas entrei o vendo saltar de sua cadeira com o susto, Alec era um grande amigo, mais eu jamais aceitaria sua intromissão em minha vida com Lis. Ninguém poderia me julgar por amar, absolutamente ninguém.

—Que susto cara, porque não bateu?

—Porque foi ameaçar Lis? —Fui direto e logo todo o entendimento ficou claro em seus olhos. A surpresa por minha intromissão em sua sala deu lugar a raiva na qual eu desconhecia. Fixei meus olhos no de Alec, esperando algo que me fizesse entender o porquê de suas decisões contra mim Lis.

—Agora entendi. Bom, eu fiz meu trabalho como advogado da empresa e seu, não fiz mais do que minha obrigação. Seu pai me pediu um parecer e eu fui tentar dar a resposta que ele precisa.

—Obrigação? Eu te disse para não se meter com ela Alec! Falei mil vezes que a história do terreno será resolvida e de uma maneira que nenhum deles fique sem suas casas. Não tinha o direito de intimidá-la, você sabe o que ela significa pra mim.

—Claro que sei, a destruição da sua família. Vai se sujar por alguém muito abaixo de você, acabar com sua vida por algo que não tem tanto valor assim. Acredite, eu nunca me senti tão arrependido de ter te dado àquela ideia. Se existe algo que me faça sentir arrependimento, é ter te jogando nesse poço sem fundo. —Respirei fundo tentando não perder o respeito por quem considerava como um irmão. Nada disso deveria estar acontecendo.

UMA CHANCE PARA AMAROnde histórias criam vida. Descubra agora