Number 59

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Pov's Stiles

Dois dias se passaram, Lydia não apareceu na escola e nem deu nenhuma notícia. Até pergunto sobre a mesma para a Allison, mas ela está com raiva de mim e eu sei lá o por quê, não fui eu quem saiu esbofetando os outros sem saber a verdade.

Scott já tentou de todas as formas fazer com que eu vá até a casa de Lydia para pedir desculpas para ela, mas eu não entendo o por quê que eu tenho que ir pedir desculpas se não fiz nada, então eu decido não ir até a casa dela e acabo deixando as pessoas mais revoltadas comigo.

Eu até penso em ir, mas no meio do caminho parece que o orgulho fala mais alto que a minha vontade de ir até la, pedir desculpas e abraçá-la dizendo que está tudo bem, e, então, dou meia volta.

- ☪ -

Chego em casa e vou para o meu quarto. Ao entrar no mesmo, me deparo com Scott sentado na minha cama, olhando para mim como se fosse um daqueles Serial Killers.

- Ah seu filho da mãe! Não faz isso que eu sou cardíaco, véi. Quase tive um mini ataque cardíaco aqui, seu palhaço! - Ponho uma das mãos no peito.

- Você vai ter um super ataque cardíaco quando eu te contar o que foi que a Lydia tentou fazer. - Ele me olha bem sério.

- Conta logo então, Scott! Já tô' ficando preocupado. - Fecho a porta do quarto e encosto as minhas costas na mesma, olhando para Scott.

- Foi assim; ontem eu tava no corredor da escola conversando com a Allison, daí quando você passou pela gente, ela me contou que a Lydia tentou se suicidar.

- O quê? Como assim, Scott? O que ela fez? - Continuo mantendo meu foco nele.

- Mas como "como assim"? Ela estava se sentindo culpada Stiles. A Lydia não fazia outra coisa que não fosse chorar, então ela foi no quarto da mãe, pegou as giletes do pai e se trancou no banheiro.

- Ai meu Deus, velho! O que eu fiz?! - Ponho as mãos no rosto.

- Cala a boca e deixa eu terminar, depois você se lamenta. - Ele arrumou sua postura na cama.

- Tá vai, termina logo. - Voltei a olhá-lo.

- Então, a mãe dela foi até o quarto e achou estranho ela não estar la dentro, por que desde o ocorrido, a Lydia não movia um dedo sequer daquela cama. Então ela achou que a Lydia tinha ficado melhor e tinha saído, deixando a situação de lado. - Escorreguei as costas pela porta e sentei no chão, ainda atencioso em cada palavra que saia dos lábios de Scott. - Um tempo depois, a Sra. Martin foi até o banheiro, mas estava trancado. Ela ate pensou que era o Sr. Martin, mas daí escutou alguém choramingando baixinho e logo deduziu que fosse a Lydia. Ela passou cerca de uns 10 minutos batendo na porta e chamando pelo nome da Lydia, como viu que não tinha respostas, ligou para o Sr. Martin e depois para a Allison, que correram para lá. Ao chegar, Allison tentou fazer de tudo para que ela abrisse a porta, mas nada adiantou, então o pai da Lydia arrombou a porta, e a cena que eles presenciaram, foi bastante desesperadora.

- Cara, para de suspense e diz logo o que eles viram. Eu já tô' começando a ficar com medo e tô' me segurando para não chorar.

- Ué, chorar por quê?

- Por que tudo isso é culpa minha! Eu que deixei ela fazer isso, Scott. - Suspirei e o observei.

- Bom, deixa eu terminar a história logo, então. - Ele limpou a garganta. - Quando eles entraram, a Lydia estava dentro da banheira com cortes profundos no braço e no espelho estava escrito "a culpa é minha!" com batom. Eles correram para tirar ela de dentro da banheira e a levaram para o quarto. Allison ajudou a Sra. Martin a trocar a roupa da Lydia e limpar o sangue que tinha nela. O pai dela, como é medico, deu alguns remédios e fez os curativos.

- E onde ela tá? No hospital? Ela tá bem? Scott, eu preciso ver ela. Eu tenho que ver ela! - Levantei rápido do chão.

- Calma cara, a Lydia tá bem agora. Foi levada para o hospital por que alguns dos cortes foram bem profundos e não tinha como serem cuidados em casa. Mas eu te levo até lá. Vocês precisam conversar. - Scott sorri e levanta.

- Então vamos logo, cara! Eu tô' louco para ver a Lydia, dizer que eu amo ela e dizer também que eu desculpo ela por tudo o que fez. E também vou pedir desculpas por ter sido um escroto e não ter cuidado dela como eu prometi.

- Ainda bem que você sabe que foi um escroto. - Scott bate em minhas costas e ri fraco.

- Ah, vai se danar Scott!- Tiro a mão dele do meu ombro. - Não enscosta em mim, palhaço! - Scott me abraça de lado e vamos para o meu carro.

Pov's Lydia

Ali estava eu, acordada a tempos apenas olhando o teto do hospital. Minha maior vontade era sair dali, eu não queria visita, estava com vergonha; com vergonha de mim, do que fiz, dos últimos erros que eu cometi.

Meu único pensamento era em Stiles.

O que será que ele deve estar pensando sobre mim? Será que um dia, ele poderia me perdoar por tudo o que eu fiz? Será que um dia tudo poderia voltar ao normal? Será que ele acabaria voltando a me ignorar? Será que ele esqueceria tudo o que passamos?

Eu não sabia de nenhuma resposta, só tinha certeza das lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Meu peito estava apertado, minha visão então, ficou embaçada, senti uma vontade imensa de gritar, mas minha voz não saia, então só percebi a enfermeira entrar no quarto antes de desmaiar.

Pov's Stiles

Quando eu cheguei no hospital, estava uma movimentação estranha perto do quarto de Lydia. Me aproximei da enfermeira que saía do local.

- Com licença, o que aconteceu? Ela está bem? - Pergunto receoso da resposta que poderia me ser dada.

- Ela teve um ataque de pânico, depois de tudo o que aconteceu, provavelmente isso será normal de acontecer. - A moça respondeu, gentil. - Depois de um grande susto e um grande problema como o dela, uma síndrome do pânico pode ser desenvolvida, ela vai ter que ficar sendo observada por algum tempo. - Pude sentir meu coração apertar.

- Será que eu posso vê-la? - Pergunto ainda apreensivo e ela confirma. - Obrigado.

Após ver a enfermeira se distanciando, entro rapidamente no quarto. Minha Lydia estava ali, totalmente diferente: seu cabelo que sempre estava bem arrumado, agora estava bagunçado, o rosto estava pálido como nunca foi e eu conseguia ver algumas lágrimas escorrendo no próprio.

Me aproximei devagar dela e me sentei em seu lado, passando a mão em sua testa delicadamente.

- Eu não sei se você está escutando, mas eu espero que sim. Eu realmente me culpo por tudo isso, por não ter te procurado quando devia, por não ter tentado descobrir o seu lado da história, por não ter cuidado de você como prometi. - Senti meus olhos arderem pela presença das lágrimas e respirei fundo. - Poxa, eu demorei tanto para finalmente saber quem era a moça que fazia meu coração palpitar mesmo sem eu ver o rosto, e quando eu finalmente descubro eu me afasto dela por babaquice minha. - Uma lágrima escorre no rosto dela e então percebi que ela estava me escutando. - Eu sei que pode parecer cedo, na verdade, eu acho que até passou da hora - seguro as mãos frias dela -, mas eu amo você, Lydia. E gostaria muito que você acordasse para que eu possa olhar nos seus olhos e dizer que eu quero passar o resto da minha vida com você.

Foi então que consigui ver ela abrindo os olhos devagar e me observando. Meus lábios se curvaram num sorriso, seus olhos brilhavam, e seu sorriso, mesmo que mínimo e pálido, era a coisa mais linda que já havia visto na minha vida. Agora sim, ela parecia ser a minha Lydia.

- Eu amo você, Lydia Camille-Grace Martin. E peço mil perdões por tudo o que aconteceu. - Com cuidado, deixo um rápido selar em seus lábios e volto a acariciar seu rosto.

- ☪-

©NudesStydia

eka, xoxo.

Nudes; Stydia [Revisando]Onde histórias criam vida. Descubra agora