14° Capítulo

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Los Maestros -
Capítulo 014 -

- Eu assustei vocês não foi? - indaga Lisa as olhando
- Como você está?
- Estou bem, mesmo não aparentando. - diz
- O que foi isso Lisa? Quem fez isso com você? - indaga Norma - Podiam ter te matado.
- Por um momento eu pensei que isso iria acontecer. - diz chorando - Foi horrível, Norma. Eu tive tanto medo. - conta
- Posso imaginar. - concorda Norma lhe pegando a mão
- Há que se deve isso, Lisa? Foi assalto? - indaga Laura
- Não! Antes fosse. - diz - Eu estava saindo com um cara há algum tempo, tudo era as mil maravilhas, mas, de repente, ele ficou agressivo comigo, e quando eu me negava a fazer alguma coisa, ele me batia, porém, pensei que não passaria disso, simples tapas, porém, de umas semanas para cá, ele começou a me bater de verdade, já não eram tapas, passaram a serem murros e chutes. Eu não sei mais o que fazer, eu tentei terminar o que não temos, mas, quando foi hoje, ele disse que só terminamos quando ele quiser e decidir, e junto com um amigo, fez isso comigo. - conta chorando - Estou com tanto medo.
- Calma, estamos com você. - diz - Ele não fará mais nada contra você. - diz Laura tentando tranquiliza-la
- Iremos te proteger. - diz Norma lhe fazendo carinho
- Como? Ele sabe onde moro e aonde trabalho. Ele vai me perseguir, e não vai desistir. - diz tenebrosa
- Você passará um tempo lá em casa comigo. - diz Laura - Estou morando sozinha mesmo, tem espaço de sobra. - diz
- Claro que não. Você precisa da sua privacidade. Você tem um namorado, Laura.
- O que fazemos, fazemos em um quarto, Lisa, sua presença não irá atrapalhar. Sem contar que, temos a casa dele, e o que não falta aqui é motel, por favor. - diz a olhando
- Você está assanhada hein? - brinca Lisa
- Você cheia das brincadeiras não é? - indaga - Estou falando sério, Lisa. Por um tempo você fica lá em casa, até ele descolar do seu pé.
- E se isso não acontecer?
- Vai acontecer. Uma hora ele vai ter que desistir. - diz - Você irá denuncia-lo?
- O certo seria. - diz Norma a olhando
- Não! Se ele fez o que fez por nenhum motivo, imagina se eu o denuncio? Ele me mata.
- Você não poderá viver assim, Lisa.
- Por favor, não vamos denuncia-lo. - pede - Eu tenho medo do que ele é capaz de fazer se a polícia chega a bater na porta dele. Vamos deixar como está, e pedir a Deus para que ele me esqueça.
- Se você quer assim, então assim faremos. - concorda Laura a olhando
- Desculpa ter acabado com a sua viagem. - a olha
- Outras virão. - sorrir levemente - Não se preocupa com isso, o importante agora é você.
- Quem foi que me encontrou? Está aí fora?
- O Júlio, amigo do César. E sim, ele está aqui.
- Uau! Que mundo pequeno. - diz a olhando
- Ele disse a mesma coisa. - sorrir
- Gostaria de agradecer a ele. Poderia pedir para ele vir? - indaga
- Claro! - diz Norma - Eu vou chama-lo. - sai
- Enquanto a Norma foi lá chamar o Júlio, me deixa perguntar. - pede Laura
- O quê?
- Quando eu liguei para você avisando que iria viajar, você estava chorando não foi? Você tinha apanhando nesse dia? - indaga
- Sim. Ele estava lá em casa, e só me deixou atender ao telefone por que eu implorei para que ninguém suspeitasse.
- Ah Lisa, você vem sofrendo esse tempo todo calada.
- Não podia dizer, ele me ameaçava, mas, espero que agora ele me deixe em paz.
- Assim ele fará. Tenhamos fé. - sorrir segurando sua mão
Nesse momento, Norma toca a porta, e entra junto com Júlio.
- Vamos deixa-los a sós. - avisa
Laura e Norma regressam a recepção e deixam Lisa e Júlio sozinhos.
- Em que situação a gente foi se conhecer. - diz Lisa o olhando sem graça - Muito prazer, eu me chamo Lisa.
- Coisas da vida. - sorrir - Eu me chamo Júlio, o prazer é meu.
- Muito obrigada, Júlio. Se não fosse por você, sabe Deus se eu ainda estaria lá, e ainda mais, se estaria viva.
- Não precisa agradecer, teria feito por qualquer pessoa, mas, ao vê-la naquele estado, eu fiquei em choque. Você estava encharcada de sangue, o mínimo que eu poderia fazer era chamar uma ambulância e ligar para alguém conhecido seu.
- Serei eternamente grata a você por ter salvado a minha vida.
- Não precisa agradecer. - sorrir lhe pegando a mão.
Lisa e Júlio se olham e sorriem.
Na recepção, Laura e Alberto conversam.
- Por favor, não diga nada a ninguém sobre o César, principalmente ao Bruno. - pede
- Por quê? - indaga
- Eu tenho medo da reação dele ao saber que estou com outro homem. Eu lhe contei por que você nos viu, e eu não poderia negar já que estava óbvio, não poderia dizer que o César é um amigo se ele me acompanha em uma madrugada a um hospital. - diz sem graça - Confio em você e por isso abri o jogo.
- Não me peça para esconder do Rafael. - pede - Do Bruno até posso esconder, pois não temos todo esse contato, mas, do Rafael, é algo impossível. - diz - Você me colocaria em uma situação difícil se me pedir isso.
- Se você quiser contar, tudo bem, mas, peça que também não comente com o Bruno.
- Não se preocupe, saberemos manter segredo. - diz
- Obrigada! - agradece
Alberto sorrir e lhe beija a mão.
- Irei falar com o médico e saber sobre a Lisa. Com licença.
Laura sai e deixa César, Norma e Alberto.
Minutos mais tarde, ela regressa e já encontra todos.
- Ela passará a noite aqui, e amanhã, se estiver tudo bem, terá alta.
- Você ficará com ela? - indaga César
- Não pode ficar ninguém. - diz - Teremos que irmos todos para casa e voltar amanhã.
- Isso é perigoso. - diz Norma a olhando
- Eu sei, mas, não podemos fazer nada. - diz - E acho que não seria capaz de regressar, pelo menos, não aqui e nesse momento.
- Você tem razão. - diz
- Estou com as chaves da casa dela, amanhã de manhã eu vou buscar algumas roupas, levarei lá para casa, e logo virei busca-la. O doutor disse que à tarde ela já deve ter alta. - diz
- Que assim seja.
- Já me despedi dela. Podemos ir. - diz Laura olhando César
- Então vamos. - diz
- Estão de carro? - indaga Alberto
- Não! Viemos de táxi. - responde Laura
- Então eu os levo. - diz
- Obrigada! - agradece Laura
- Leva minhas malas para a sua casa, amanhã eu as pego. - pede César a Júlio
- Tudo bem.
- Júlio. - chama Laura - Obrigada, mais uma vez.
- Não precisa agradecer. - sorrir - Tenha uma boa noite, e prazer em conhecê-la.
- O prazer foi meu. - sorrir - Boa noite!
César entrega suas malas a Júlio, e em seguida Alberto deixa ele e Laura em casa.
- Quando você for amanhã buscar a Lisa, me chama, quero ir junto. - pede Norma
- Eu te ligo. - avisa - Obrigada por tudo, e boa noite.
- De nada. - sorrir - Descansa!
- Boa noite, Laura. - cumprimenta Alberto
- Boa noite, Alberto.
Alberto e Norma vão embora, e Laura junto a César entram em casa.
- Que noite! - exclama enfadada - Jamais pensei que iria terminar assim.
- Não vamos pensar assim, o importante é que tudo terminou bem.
- Assim espero César. - diz o olhando
- Se eu não estiver sendo muito indiscreto, poderia perguntar o que houve com a Lisa? - indaga
- Acho que você já pode imaginar. - diz - Com a vida que a Lisa leva isso demorou muito a acontecer.
- Já imaginava que poderia ser isso. O Júlio disse que não roubaram nada, tudo estava na bolsa, dinheiro, documentos, talão de cheque, tudo. - diz
- Espero que ela tenha aprendido a lição, e que mude esse jeito dela, assim como aconteceu uma vez, pode repetir.
- Você e a Norma podem conversar com ela, acho que ela vai escutar vocês.
- Faremos isso. Vamos deixar a poeira abaixar um pouco e conversaremos seriamente com ela.
- Tenho certeza que ela irá ouvir.
- Assim espero. - diz - Agora vamos dormir que eu estou exausta.
Eles sobem para o quarto, e após tomarem um rápido banho, eles se deitam e rapidamente adormecem.

Dia seguinte -

O celular de Laura toca, e César desperta. Ao constar que se trata de Norma, ele decide atender.

Ligação on -

- Bom dia, Norma.
- Bom dia César. Fico feliz que você tenha atendido. Pensei em ligar para o telefone da casa, mas você poderia não atender. Cadê a Laura?
- Eu não iria, poderia ser o filho dela. Está aqui, ainda dormindo.
- Ainda bem. Ligo para dizer que estou indo ao hospital, caso ela acorde para ir, não a deixe, peça que descanse mais um pouco.
- Está bem, assim farei. Obrigado por avisar.
- Perdão por tê-lo também despertado.
- Eu já estava acordado. Não se preocupe.
- Está bem. Até logo. Tchau!

Ligação off -

César põe o celular na banca ao lado e se abraça a Laura, que se mexe, porém não desperta.
Algumas horas depois, Laura desperta e ao se mexer, desperta César.
- Bom dia. - lhe beija levemente
- Bom dia, meu bem. - sorrir - Como dormiu?
- Perto de você, eu sempre durmo muito bem. - a olha - A Norma ligou.
- Aconteceu alguma coisa? - indaga preocupada
- Não! Fique calma. Ela ligou apenas para dizer que estava indo para o hospital, e pediu para você descansar um pouco.
- A Norma é um anjo na minha vida. - sorrir - Se preocupa como ninguém. É a irmã de outra mãe.
- Eu vejo, e o mesmo passa com você e a Lisa.
Laura sorrir e se levanta.
- Vou tomar um banho.
- Enquanto o faz, eu preparo o café. - diz
Laura concorda e segue para o banheiro. César vai para cozinha e prepara o café da manhã de ambos.
Minutos mais tarde eles se encontram na cozinha e comem. Após, César toma banho e eles seguem para a casa de Lisa, onde buscam algumas roupas, inclusive a que ela sairá do hospital. Ao fim, eles seguem para o hospital.

Hospital Cruz Roja -

Após falarem com a recepcionista, eles seguem para o quarto de Lisa.
- Bom dia! - cumprimenta Laura e César
- Bom dia! - respondem Lisa e Norma sorrindo
- Como se sente meu bem? - indaga
- Melhor, e louca para sair daqui.
- Já recebeu alta?
- O doutor foi assinar. - diz
- Que susto hein galega. - brinca César a olhando - Não faz mais isso. - pede
- Faz parte da vida. - sorrir - Prometo não fazer. - o olha - Como está?
- Estou bem, melhor agora, lhe vendo bem.
- Agradeço de coração o apoio de vocês.
- Estamos aqui para o que dê e vier. - diz Norma segurando sua mão
- Conte com a gente sempre, pois somos a sua família. - sorrir Laura - O que o médico disse sobre ela, Norma? - indaga
- Disse que a fratura não foi grave, que não perfurou nada, e que a recuperação é de 30 a 90 dias. - diz - E pediu repouso, pelo menos pelas primeiras semanas, e nada de esforço ou pegar peso por um bom tempo. - diz olhando Lisa
- Ouviu e está ouvindo de novo não é? - indaga Laura
- Sim, mamãe. - diz
Eles conversam por mais alguns minutos, e em seguida a enfermeira ajuda Lisa a tomar banho e trocar de roupa. Após, o doutor entrega a alta a Lisa e eles seguem para a casa de Laura.

Casa de Laura -

- Já trouxe algumas roupas suas, mas, pelo tempo que você ficará aqui, iremos precisar de mais, porém, deixemos para pegar com o passar dos dias.
- Desculpa está dando tanto trabalho.
- Nada de trabalho. - diz - Tenho certeza que se fosse comigo ou com a Norma, você faria a mesma coisa.
- Claro que sim.
- Então? Deixa de drama e vamos para o quarto. Você precisa descansar.
César e Laura a ajudam a ir para o quarto e rapidamente Lisa deita.
- Vou preparar algo para você comer. - diz - Regresso logo. - sai
Lisa fica com César, e Norma ajuda Laura na cozinha.

Quarto de Lisa -

- Estou feliz em saber que você mudou, e que faz a minha amiga feliz.
- Ela é quem me faz feliz. E você deveria mudar também.
- Então a Laura te contou?
- Não precisou galega. - a olha - Está óbvio.
- Eu prometo que irei mudar. Essa surra me ensinou, e nunca mais irei brincar dessa forma.
- Nem todos os homens são iguais, por mais que vocês mulheres achem isso.
- Eu tive que passar por tudo isso para aprender.
- É como diz o ditado, se não vem por bem, vem por mal.
- O meu tinha que ser pelo mal, por que eu só aprendo assim.
- Cada um tem sua maneira, mas o importante é aprender.
- Você tem toda razão. - diz - Obrigada por tudo, por ser esse amigo incrível. - sorrir
- Quero que você seja feliz, você merece.
Lisa sorrir e César lhe beija as mãos.
Os minutos passam e Norma junto a Laura chegam ao quarto.
- Preciso ir à casa do Júlio. - diz - Minhas malas estão lá, preciso busca-las.
- Você volta? - indaga
- Talvez não. Vou dá uma geral lá no apartamento, mas, te ligo avisando. - diz
- Está bem. - sorrir
César se despede de Norma e Lisa, e em seguida vai embora.

- #Continua -

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