Desde os tempos mais primitivos da civilização que objetos encontrados fazem supor a existência de feitiços que buscavam a fertilidade; do paleolítico um destes objetos em particular, encontrado em Isturits, feito numa lâmina de osso, traz em um lado a curiosa figura desenhada de uma mulher com um arpão na coxa, seguida por um homem - enquanto no lado oposto mostra bisõesferidos pelo mesmo tipo de arma - o que leva à interpretação de que se trata de um encantamento de amor.Na Grécia a mitologia traz alguns casos em que o uso de artifícios mágicos era capaz de despertar o amor; assim é que Hera pediu a Afrodite para lhe emprestar seu cinturão com que seduzia aos mortais e imortais, ao pretexto de apaziguar uma briga de seus pais mas, em vez disto, usou-o para seduzir a Zeuse assim favorecer os gregos na Guerra de Troia - como narra o canto catorze da Ilíada.
No mito de Hércules, após este ficar três anos preso como escravo da rainha Onfale, o herói desposa Dejanira; com ela viajava quando, para atravessar um rio, pediu ao centauroNesso que conduzisse a esposa, mas este tentou raptá-la e Hércules o alveja mortalmente; antes de morrer, Nesso disse a Dejanira que recolhesse um pouco de seu sangue, que lhe serviria de feitiço de amor para conservar o marido - quando, na verdade, era um veneno que, ao ser usado numa crise de ciúmes da esposa, levou o herói a um sofrimento excruciante e Dejanira, desesperada pelo que fizera, enforcou-se.
Cleopatra teria se servido de uma poção do amor para seduzir César; esta teria sido preparada com uma planta como o estramônio ou outras da família Solanaceae - ervas cujo poder Homero já havia relatado.
O Sefer ha-Razim, obra judaica conhecida por Livro dos Mistérios e escrita entre os séculos IV e VI, traz em seus textos fórmulas mágicas e conjurações das forças naturais para dominar, entre outras coisas, o amor.
O orvalho era símbolo de fertilidade; na alta Idade Média banhar-se no orvalho era parte de feitiço amoroso.
Quando os conquistadores chegaram às Américas, encontraram em seus povos uma grande experiência cultural na produção de feitiços amorosos, especialmente entre os astecas e incas.
Já no século XVI, a Inquisição identificava entre os cristãos-novos a prática de feitiços de amor, na Bahia - num dos casos, em 20 de Agosto de 1591, Paula de Siqueira denunciou a cristã-nova Beatriz de Sampaio por lhe ensinar magias para que prendesse o marido; em outro caso nesse mesmo ano, que marcou a primeira visitação do Tribunal do Santo Ofício a Salvador, Violante Carneira foi denunciada por fazer um feitiço capaz de fazer um homem amar uma mulher.
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Livro das Bruxas
Paranormal🔘Nesse livro estarei trazendo um pouco sobre o mundo das bruxas e também sobre as feitiçarias e religiões. 🔘Os assuntos estarão divididos por símbolos. 🔘Os números são para indicar a ordem dos assuntos. ⚠Os assuntos tratados nesse livro on-line f...