Os segredos do universo

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Mergulhei na água gelada e deixei que ela esfriasse minha cabeça e meu corpo...

Brinquei um pouco com as crianças e fiz guerra de água com o Tómas.

- Trouxemos sanduíche!

Maya veio gritando com um pote na mão e Lara ao lado com uma garrafa de suco.

Algo me diz que esse é o nosso almoço, eles pensaram em tudo mesmo.

Depois de nadar, brincar e comer.

Me sentei um pouco para descansar ao lado de Collin, uma brisa meio gelada passou e fez com que eu me encolhesse.

Collin percebendo que estremeci, se aproximou e jogou as toalhas dele em cima dos meus ombros.

Quando ele se aproxima percebo suas bochechas levemente coradas de sol, por mais que ele tenha ficado em baixo do guarda-sol o tempo todo.

Sua regata em V, me permite ter o vislumbre de suas omoplatas, meio marcadas, perfeitas, como dois pontos no corpo.

Sinto uma vontade gigantesca de chegar mais perto, toca-las e beija-las. Levanto os olhos de suas omoplatas para seu rosto e o encaro. Ele evita me olhar diretamente e me embrulha mais na toalha, de um jeito que minha pele fique totalmente coberta. Então, quase que com pesar ele se afasta. Tenho a sensação de que ele está tentando se controlar.

Mas não quero que ele faça isso.

- Ei, fica aqui. Que eu vou buscar uma coisa e já volto. Tá bom?

Ele disse levantando de repente.

- Tá bom...

- Eu estou falando sério. Não sai daqui.

Ele disse encarando no fundo dos meus olhos. Meu deus, o que deve ser? eu já estou curiosa.

- Tá Collin, vai logo.

Assim que eu disse, ele virou e foi correndo até a casa do lago.

Eu em, quanto mais eu tento entender o Collin menos eu entendo.

Estava quase cochilando na cadeira, quando ouvi barulhos de pneu.

Será que minha mãe mudou de ideia?

Levantei e o sol cegou minha visão por uns segundos, mas rapidamente eu pude reconhecer quem saia do carro.

- Lukeeee!

Eu gritei enquanto corria na direção dele.

- Meu deus, como você cresceu sulinha. Nem parece mais aquela menininha que corria atrás de mim no lago. E ralava o joelho toda vez que caia. Sua banana podre.

Ele disse entre uma gargalhada. Ele continua o mesmo sempre me zoando, nesse sentido não mudou nada.

- Você também, olha só - Eu disse me aproximando - agora você tem até barba.

Dei um passo para trás, conseguindo ter uma visão geral dele. Ele sempre foi bonito, mas agora estava mais do que isso. Com uma barba cheia, mais corpo e até o verde dos seus olhos pareciam mais polidos. Agora ele é um homem...

Que estranho ver assim a pessoa que eu vi comer terra e fazer competição de quem quicava mais pedrinhas no lago. Repentinamente me senti melancólica em lembrar da minha infância aqui.

- hahaha, você continua sendo engraçada.

A quanto tempo eu não ouvia essa risada. Luke e eu somos amigos de infância, a pesar da diferença de três anos de idade. A família dele morava ao lado e eu passava todos os verões aqui, nós sempre ficávamos grudados. Mas depois de alguns anos perdemos o contanto, infelizmente. Ele é como um irmão mais velho que eu não tive, ele estava sempre cuidando de mim.

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