Uma ideia louca

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A

Rolei na cama a noite inteira pensando no que havia acontecido hoje. Já havia sonhado com esse momento. Tê-la desse jeito. Inúmeras vezes, mas a realidade era tão melhor. Foi uma perfeição. Callie era perfeita. Eu a amava. Amanhã era meu ultimo dia em Santa Monica. Depois disso voltaria a Boston. Eu a queria comigo. Eu a ofereceria minha casa e minha vida toda a ela e a Sofia se assim ela quisesse. Era tão certo como dois mais dois são quatro. Quando finalmente acordei no dia seguinte já pronta para ir pegar o meu voo. Callie já havia marcado comigo ontem de me buscar depois do café. O café da manhã foi silencioso, mas percebi o clima brincalhão de minha família. Que sabia ao certo que a mulher que me fizera gritar de prazer ontem no fim da tarde era Calliope Torres. Minha melhor amiga a 12 anos. E amor da minha vida.  Só ela me tinha daquela maneira. Com aquela intensidade e desejo. O que eu sentia por Callie era inexplicável. Quando terminei o café e meu irmão buscou minhas bagagens me despedi de minha família. Toda despedida era difícil e o coração sempre apertava. Quando Tim veio me abraçar ouvi o mesmo sussurrar no meu ouvido.

- Se cuida maninha! E vê se dessa vez você a segura. Eu sempre soube que vocês se amavam. Vocês finalmente tem a chance de estarem juntas. Não sejam cabeças duras. Qualquer coisa me chama para eu te dar uns cascudos! Te amo! – Assim que o mesmo desvencilhou de nosso abraço. Sorri para o mesmo. E assenti. Dei um ultimo abraços em meus pais. E assim que abri a porta vi uma Callie sorridente do lado de fora. Acenei para todos e Callie me ajudou com as bagagens. O inicio da viagem foi silencioso. Só a música do rádio. –

- Callie, eu estive pensando. Talvez você devia achar um emprego em Boston.

- E porque disso? Se eu moro aqui?

- Bem...você e Sofia poderiam mudar-se comigo. Para um apartamento. Nada muito luxuoso. Eu pago aluguel até você conseguir um emprego.

- Não acho uma boa ideia.

- Mas Calliope...imagina só como seria incrível. Nós três juntas. Cuidando uma da outra.

- Olha Ari...por favor não me leve a mal, mas...isso não muda nada entre nós.

- Você gostou Callie. Eu pensei que talvez se só eu fizesse em você talvez visse que não sentia nada e não fizesse nada de volta, mas você gostou. Eu sei que me quer o tanto quanto eu te quero.

- Eu não disse que não... Só acho que foi um erro. Eu acho que devíamos deixar as coisas como estão. Porque amigos podem durar para sempre, já relacionamentos são frágeis e eu te amo muito Arizona não posso perder sua amizade. – Apenas assenti. Sentia um nó na garganta se formar por segurar o choro que estava por vir. Quando chegamos no aeroporto de LA, Callie estacionou e me levou ao portão de embarque depois de despacharmos as bagagens e fazer o checkin. Tudo isso em silêncio. Não um silêncio confortável. Após um longo e doloroso abraço fui embora. Soltei as lágrimas que eu segurava assim que sentei na poltrona. Até eu adormecer e chegar em Boston. Quando cheguei em meu dormitório April gritou toda animada tagarelando e perguntando como tinha ido a viagem e coisas sobre Callie. Eu chorei novamente. April me olhava desesperada.

- O que foi que eu disse? Oh Deus! Me perdoe por favor...

- Não April...por favor você não tem culpa. Sou só eu mesmo.

- Mas pode me dizer o que aconteceu? Você e Callie brigaram?

- Esse é o problema...tudo foi tão...perfeito. Nós transamos, April

- Ah não! Foi o horrível? Ela disse que odeia mulheres?

- Foi...perfeito, mas ela não achou. Ela achou um erro. Deu a ridícula desculpa de que era melhor deixar como estão as coisas, pois não quer estragar  a amizade.

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