Tristeza faz parte da vida

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A

As vezes quando pensamos que a vida irá finalmente no dar a estabilidade que tanto precisamos não irmos a loucura, ela também nos derruba. Estava junto de Carina viajando para Santa Monica nesta manhã de sábado, quem me dera fosse apenas uma visita rotineira a meus pais, quem me dera. Desde ontem tenho vivido o pior inferno que eu pude viver. Carina estava sendo muito compreensiva a tudo que me aconteceu nas últimas horas.

Flashback on

Estava um dia cheio no hospital e passei o dia todo na emergência, pois tinha tido um horrível tiroteio em massa numa escola. Toda vez que se ouvia falar dessas notícias meu coração se partia, muitas crianças tinham se ferido e algumas morreram. Era realmente muito irresponsável o fato dos governantes deste país não fazer nada para controlar essa situação que a muitos anos saia do totalmente do controle. Estava tratando dos ferimentos de uma menina de 12 anos. Com crianças e adolescentes era sempre muito difícil lidar em situações estressantes e dolorosas, quanto mais novas menos entendiam. Nicole particularmente estava em estado de choque, viu a colega de sala morrer diante de seus olhos e teve de se fingir de morta para que o atirador não a matasse também, mas levou um tiro também. Ela me contava seu relato com lágrimas nos olhos. Tive uma cirurgia que terminou por volta das 15h quando recebi um telefonema de papai.

- Ei, coronel! Como está tudo por aí? O senhor deu sorte de eu ter dado uma parada agora, estou exausta pai. Teve um tiroteio em massa numa escola e nossa se o senhor visse a quantidade de crianças que tinham nessa emergência, me partiu o coração, isso me lembrou que tenho que ligar para Sofia, deus me livre algo aconteça com minha pequena. Callie tem levado ela para vocês a verem?

- Querida...respire fundo.

- O que foi pai?

- Você precisa vir para Santa Monica, Arizona.

- O que aconteceu?

- Filha...é sobre seu irmão. - Um nó se formou em minha garganta quando meu pai mencionou Tim. -

- O que tem ele?

- Seu irmão...ele morreu Arizona. O Tim morreu esta tarde. Clara nos ligou avisando e eles estão mandando o corpo dele num avião. Chegará amanhã cedo, venha o mais rápido que puder filha. - Cai sentada no primeiro assento que vi e senti lágrimas sorrateiramente invadirem meu rosto sem cessar. O nó em minha garganta só aumentou e eu sentia minha respiração ficar irregular. - Eu...sinto muito filha. Sua mãe...ela está muito mal. Nós precisamos de você aqui filha. Venha o mais rápido possível.

- Vou falar com meu chefe pai, estou indo agora mesmo. Vou comprar a passagem e passar em casa para fazer as malas e sair daqui.

- Eu te amo muito querida. - A voz de meu pai saiu embargada quando disse essas palavras. Eu nunca na vida tinha visto Coronel Robbins chorar, ele sempre teve costume de se fazer de forte assim como eu, Tim sempre foi mais sensível do que eu. Eu sempre guardava minhas dores no lugar mais obscuro dentro de mim e nunca as deixava sair. Ah não ser quando eu falava com Callie. Callie, eu precisava falar com ela. Será que ela já sabia? Peguei o meu celular enquanto ia em direção ao escritório de Derek Shepherd para tratar de uma licença. Não voltaria logo para cá, minha mãe e meu pai precisavam de mim nesse momento. Assim que ouvi a voz calma de Callie tentei controlar minha voz para que eu não desabasse em lágrimas novamente não a assustasse. -

- Arizona?

- Ei, Calliope! Como está?

- Estou bem...eu estava numa reunião, aconteceu alguma coisa?

- Ah Calliope...

-  Você me chamou de Calliope. Isso acontece frequentemente, mas o tom de sua voz me diz que não está bem. E que a senhorita andou chorando. Acertei?

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