Reencontro

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C.

Era uma tarde de domingo e lá estava eu me despedindo de minha irmã, minha pequena e Addison. Meu coração partiu-se quando meu bebê agarrou minha perna esquerda não querendo me deixar ir embora. Seria eu uma péssima mãe por querer um tempinho longe de minha filha? Eu fiquei longas horas discutindo isso com minha irmã, Addie  e Mark durante a noite de ontem. E depois deles repetirem milhões de vezes que eu não era uma mãe ruim e sim um ser humano além de ser mãe. Tive de repetir isso para mim mesma quando entrei pelo portão de embarque. E vi uma Sofia chorosa acenando para mim. Eu não a culpava. Nunca na vida curtinha de minha filha nos separamos por mais de horas. Essa era a primeira folga que eu tinha do meu trabalho principal a 7 anos. Após um voo tranquilo em que pude fechar os olhos e descansar o tempo inteiro. Um frio na barriga pairou quando pisei nos solos de Boston. Ali em algum lugar daquele aeroporto Arizona Robbins, minha melhor amiga, me esperava estaria ela tão ansiosa quanto eu estou? O nosso ultimo encontro foi de longe o mais intenso e pela primeira vez aqueles mesmos olhos azuis que me olharam a 7 anos atrás com tanto desejo e luxuria, estariam ali tão próximos a mim novamente. Só de pensar em seu toque de novo meu coração acelerou. Repreendi meus próprios pensamentos relembrando a mim mesma que ela tinha namorada e que eu neguei qualquer tipo de relação sem ser de amizade que pudéssemos ter. Eu não seria cuzona e simplesmente traria isso a tona novamente. Provavelmente ela esqueceu a tempos. Isso que da você ser uma grande covarde Calliope. É por esse motivo que está sozinha. Todos os homens ou mulheres em que tentei me relacionar todos esses anos não eram o bastante. Eu sempre achava um motivo de achar alguma coisa errada. Não havia nada de errado com eles acredite. O problema era comigo mesma. Todos esses anos e eu não conseguia não pensar em Arizona daquela forma. Aquilo despertou um lado em que eu não conhecia em mim. Meu interesse em mulheres. E isso gerou uma confusão tão grande e o pior de tudo é que era ela. Então tentei reprimir os sentimentos, mas não durou tanto tempo. Quando uma mulher que sempre ia no bar anotou seu numero na nota de um dólar eu então resolvi mais uma vez explorar o fruto proibido. Até chegar a conclusão de que eu realmente gostava. E que o fato de eu me reprimir era por conta de minha querida mãe que fez sua lavagem cerebral afetar meu discernimento do que era real ou enfiado goela a baixo por ela. Claro que a mulher do dólar, Heather Brooks não durou muito, mas foi o bastante para não parar por ali. E assim segui por muitas outras e outros. Me descobri bissexual. Claro que nunca tive coragem de dizer isso a Arizona. Para ela eu apenas me arrependi do que fizemos em seu quarto. Eu vi a decepção em seu olhar. Acho que soei convincente ao dizer que foi um erro. Era como se eu dissesse que a usei para uma experiência estúpida. A melhor da minha vida. Quando percorri os olhos pelo aeroporto enquanto descia a escada rolante. Finalmente vi uma Arizona sorridente com uma placa escrito meu nome e uma foto constrangedora minha, é claro, para devolver o que eu aprontei a ela a alguns anos que nos levou a um sermão sobre bons modos de um casal de velhinhos. Sorri e andei ao seu encontro. Fui recebida com um abraço forte. E longo. Seu cheiro me deixou  tonta. Sentia tanto sua falta. Após o abraços nos encaramos de perto por alguns minutos. Talvez tentando ver se nossas presenças não era uma ilusão ou algo parecido.

- Ei! – a mesma disse sorrindo. –

- Olá! – sorri de volta. A mesma segurou minha mão indicando que fossemos embora. –

- Está com fome? – Apenas assenti. Após a mesma me levar num restaurante e conversarmos sobre diversas coisas chegamos a seu pequeno apartamento silencioso. A mesma levou minha bagagem para o quarto de hóspedes. Enquanto eu esperava olhando os diversos porta retratos com fotos de Arizona com sua família ou fotos dela beijando uma mulher magra de cabelos castanhos. Carina. A tão famosa. A maldita era linda com seus vestidos colados e o corpo magro com peitos duros. Ela provavelmente nem precisaria usar um sutiã naquele vestido. Como competir com esse corpo? Não competindo, Callie vocês são apenas amigas. Tinha que repetir isso a mim mesma para eu não esquecer. Acordei de meus pensamentos quando Arizona voltou a sala. – Você está cansada?

Love is patientHistórias para pegar e não largar. Descubra agora