Capítulo 4 - Ataques

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"Eu não acho que tenham avisos, apesar de ter forte desrespeito com Louis, o que poderia ser considerado como séria misoginia se ele fosse uma mulher. Há também ferimento muito sério nesse capítulo, nada muito detalhado, mas isso ainda poderia ser desconfortável. Leia a seu próprio risco."  - Nota da autora.

...

Um semana inteira se passou nem mais nenhuma conversa como a daquela noite e Louis estava quase convencido de que aquela havia sido a primeira e última que ele teria com Harry. Louis ficou um pouco desapontado, porque por um momento, ele pensou que talvez estivesse se aproximando do capitão.

Porém Harry não tinha mais tocado no assunto. Ele conversava com Louis apenas quando precisava que ele escrevesse ou lesse alguma coisa ou então fosse para o porão checar a carga e escrever um relatório. Saber que Harry o estava ignorando fez Louis se sentir mal pra cacete, não havia outro jeito de interpretar a situação.

Harry estava evitando Louis tanto quanto era possível e Louis sabia porquê: Harry se sentiu desconfortável durante a última conversa deles no tombadilho. Talvez até mesmo envergonhado. Harry decidiu que havia compartilhado demais, mesmo que tivesse dito bem pouco.

Louis se sentiu feito de bobo, porque ele achou que Harry tinha realmente tentado se aproximar dele, apenas para desistir tão rápido quanto era possível. Louis se sentiu feito de fogo e Harry tinha se queimado nele.

O fato de Harry tê-lo ignorado e apenas falado com Louis quando absolutamente necessário, fez com que ele não soubesse de como Louis estava sendo tratado pela tripulação do navio. Louis não esperava que as pessoas fossem gostar dele imediatamente. Mas ele esperava o que havia sido ensinado a esperar: que as pessoas o respeitassem. Ele era da realeza, o que por si só já era motivo o suficiente.

Ninguém no navio, tirando Niall, o respeitava. Nem mesmo um pouco, como fariam com uma pessoa normal.

Durante seu primeiro jantar pra valer no navio, junto com toda a tripulação, alguém tinha o empurrado forte o suficiente para que virasse sua comida e manchasse suas roupas, forçando-o a usar algo que foi descartado no navio por alguém muito tempo antes. Era muito grande e o cheiro era repulsivo.

Apenas um dia depois ele foi humilhado por um membro da tripulação que pensou ser engraçado rasgar sua camiseta aberta e jogar rum em todo seu peito exposto, o que fez seus amigos bêbados rirem junto. Ele também havia sido forçado a sentar no colo de homens incontáveis vezes, que então cheiravam sua glândula de perfume e se gabavam de como eles iriam marcá-lo, apenas para serem avisados por outros membros da equipe que ele era propriedade de Harry:

— Ele é o ômega do capitão, não é, mate. Marcar ele é como pedir por tua morte.

E então era empurrado novamente. Ele estava sendo tratado como um verdadeiro escravo sexual, a única coisa faltando era na verdade o sexo. Não que Louis quisesse ter sexo com qualquer um no navio, Deus não.

No entanto, não importava o desrespeito, Louis não esperava que isso levasse para outro membro da tripulação o ameaçando com uma adaga enquanto ele já estava sangrando incontrolavelmente.

Mas ele estava se adiantando.

O jantar era essencialmente exaustivo. Louis estava sentado com Niall e Zayn à mesa num canto isolado na intensão de evitar ser puxado para o colo de outro homem, comendo o que Louis reconheceu ser algo como a comida que ele dava aos cães no palácio. Mas ele sabia que essa era a comida que ele iria comer de agora em diante, e sabia que era melhor ele se acostumar com isso rápido, então ele a forçou garganta abaixo e forçou a si mesmo a gostar mesmo que um pouco.

A sea without water, a compass without directionOnde histórias criam vida. Descubra agora