Décimo nono Capítulo. - A aldeia.

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Richard pareceu me evitar nos últimos três dias. E quem eu realmente queria que me evitasse nem que fosse um pouquinho só, era o Joe.

"Amy tem certeza que está bem?"

Era uma hora da manhã, e ele estava novamente no meu quarto perguntando se estou bem.

"Joe eu estou super bem!" - ironizei.

Ele parecia chiclete. Quando pensei que ele iria grudar em outra coisa -Lara - ele desgrudava e voltava pro meu pé.

Você deve estar querendo saber o que aconteceu nos dias anteriores a hoje. Nossa Amélia de onde você tirou isso? Bem foi praticamente isso que aconteceu:

°Joe perguntando se estou bem;

°Lara fazendo perguntas sobre o Richard;

°Angel me fazendo beber uns comprimidos com diversos gostos. Um pior que o outro;

°Travor perguntando o que eu tenho na cabeça, e como pude ir para a super prisão dos Airnstens sem o consultar;

°Eu me contorcendo feito cobra de tanta dor no corpo, e minha bunda dormente o tempo todo de tanto ficar sentada ou deitada;

°Joe novamente perguntando se estou bem, enquanto comia as frutas ridículas que tinham no meu prato de café da manhã;

Foi mais ou menos isso que aconteceu nesses últimos três dias. E sim, Richard não veio me visitar nem uma vez sequer.

**********************

Meu corpo não está mais doendo tanto, graças aos remédios de mal cheiro, mas milagrosos que existem nesse lugar. Só não entendi porque Angel não os usou antes.

Tudo estava realmente calmo no castelo como de costume. Aliás eram apenas cinco da manhã.

Me levantei de minha cama e segui para o cubículo denominado banheiro. Tomei um banho, com a água bem quente, e com todo o cuidado para não molhar o curativo que ainda estava em meu ombro. Fiz minha higiene pessoal e vesti minha farda estilo exército americano, desci as escadas e pela primeira vez eu sai do castelo sozinha.

Estava um ar gelado do lado de fora, ventava muito. O céu estava escuro, mais até que o normal desse lugar. Quase não se via a Lua/Terra. Poucas estrelas iluminavam o céu, devido que o sol já estava saindo.

Não havia quase ninguém aqui fora a essa hora. Passei pelo salão de treinamento, o refeitório, um lugar onde estava escrito acetoilbib o que é biblioteca de trás para frente. Acho que o dono disso não tinha muita criatividade.

Continuei caminhando, devagar passo por passo. Minhas costelas não mais doíam, eu podia respirar normalmente. Eu queria curtir o vento em minha face, e ver minha pele arrepiar com o ar gélido.

Parei em frente ao enorme portão vermelho. Ele estava fechado, e ainda havia guardas ao seu lado, com lanças, que se cruzaram em "X" da última vez que estive do lado de fora. Encarei os guardas, mas eles pareciam não me ver. Continuei rumo ao portão, toquei uma enorme maçaneta e girei, depois de alguns segundos o portão se abriu. Sai, e do lado de fora estava mais escuro e mais frio que dentro.

Curti a brisa. O ar gélido e os poucos raios de sol que atingiam minha pele. Respirei fundo aliviada, isso tudo era relaxante.

Fui atingida com uma pequena bolinha de areia molhada. Virei para ver quem me atingira.

"Me desculpe não te vi!" - Um garoto, moreno de olhos Austin.

"Tudo bem. O que faz aqui fora?"

A Maldição da Lua.Onde histórias criam vida. Descubra agora