Tudo por mim
Parte 27
Não fui na delegacia aquele dia, e na terça o Lucas amanheceu com febre, levei ele ao pronto socorro era véspera do feriado de 7 de setembro, Adriano me ligou dizendo que viria pra casa.
Liguei pro Marcos, pra avisar que não iria conseguir ir até a fabrica buscar trabalho e levar os outros.
- Luciana vc foi até a delegacia
- Ainda não, não deu tempo o meu filho não está bem
- Você deveria ter ido ontem
- ontem eu não consegui.
- Você não pode continuar assim. Eiiiiiii vc é uma delícia, não consigo parar de pensar em vc.
- Nem eu
- Perto da minha casa tem uma casa pra alugar, vou falar com o proprietário hoje, dependendo de como for amanhã mesmo vocês já vem.
- Marcos não é tão simples, eu não tenho como pagar aluguel, depósito o dinheiro que eu tenho não é suficiente
- Já disse que te ajudo.
Desliguei o telefone quando depois que dizemos eu te amo um ao outro.
Adriano chegou de noite, não estava bêbado, mas saiu chegou quando quase estava amanhecendo o dia. Com a grosseria de sempre quis fazer sexo eu neguei, ele quis forçar e eu o empurrei, ele veio pra cima de mim e eu movida por uma coragem que nunca tive levantei e fui pra cozinha. Peguei uma faca
- Vem pra cima de mim de novo seu covarde, eu te furo é chamo a polícia
Ele riu...
- quer que eu disque pra polícia sua vagabunda
Tomou a faca da minha mão, ele era mais forte, me acertou um soco que senti o gosto do sangue, tentei revidar em vão, tomei chutes, ainda acertei alguns tapas e arranhões mas ele quando me via revidar batia com mais força.
Por fim me largou no chão.
Não demorou 10 minutos ele estava dormindo no sofá. Peguei as economias, acordei meus filhos devagar e sai às 6 da manhã, apenas com a roupa do corpo e meus filhos. Chamei um Uber e fui até a delegacia.
- Bom dia
O delegado me olhou
- Eu queria registrar uma queixa de agressão
- Quem te bateu
- Meu marido
- O que a senhora fez?
Eu fiquei perplexa com a pergunta. Seja lá o que eu tivesse feito, justificava o inchaço e o sangue no meu rosto?
- Moço... Ele bebe e me bate constantemente... - comecei a chorar.
- Hum.. senta ali Jajá a gente faz.
Todas as pessoas que entravam na delegacia naquele feriado me olhavam, alguns com do outras com desprezo, alguns até riam, a Yasmin estava no meu colo e o Lucas com a pequena bolsa que eu havia trazido. Mas não tinha mais o que ser feito cheguei até ali e não podia voltar atrás.
Só consegui registrar a queixa as 11 da manhã...
Durante todo o tempo que eu estava na delegacia eu tentei falar com o Marcos, não consegui nem pelo telefone nem pelo WhatsApp.
No boletim de ocorrência eu falei pro escrivão tudo o que vinha acontecendo, enquanto eu depunha chorava, uma policial me trouxe água, e segurou na minha mão. Foi a única que me deu apoio.
- Seu marido vai ser chamado pra depor... Ele está em casa?
- Acho que sim
- A senhora vai pra onde agora?
- Eu não sei ainda...
Sai da delegacia com um frio na barriga, tentei mais uma vez ligar pro Marcos, não consegui.
As crianças estavam com fome e eu parei em uma lanchonete próxima.
Tomamos café da manhã.
Já eram quase 4 da tarde e eu não consegui falar com o Marcos, os meninos estavam reclamando de cansaço, eu não sabia o que fazer, estávamos andando paramos algumas vezes pra comer, o Lucas começou a manisfestar febre de novo e eu me desesperei
Ainda me lembrava mais ou menos o endereço de Marcos, pedi um Uber novamente e decidi arriscar.
Fui guiando o motorista pelo caminho que me lembrava e achei a casa. Chemei no portão, toquei a campainha. Em vão....
Decidi sair dali e quando estava entrando novamente no Uber... Vi o Marcos chegando de carro... Com a Paloma
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Tudo por mim
RomanceUma mulher abandona a carreira promissora de enfermeira para se dedicar a família. Em troca apanha diariamente do marido que um dia lhe jurou amor. Luciana decide então dar a volta por cima.
