Está tudo bem ?

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Colin

Nunca as horas pareceram tão demoradas para passar.
Mesmo tendo me divertido com Andrezão, não conseguia parar de pensar na minha morena e, no que fez com que ela, me dispensasse.
Que havia algo acontecendo e que não era de agora, estava óbvio. E por mais que eu tenha tentado ignorar, chegou o momento de encarar a situação.

No final da tarde, liguei para ela, questionando se poderia ir para a casa dela:- Claro que sim, Colin

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No final da tarde, liguei para ela, questionando se poderia ir para a casa dela:
- Claro que sim, Colin. - respondeu exasperada - Por que está fazendo essa pergunta e agindo assim ?
- Agindo como ?! - falei aborrecido - Como quem não sabe o que esperar ?! Preciso me certificar, de que você ainda quer minha companhia ...
- Ai meu Deus do céu !!! Quanto drama, só porque eu quis ficar uma noite sozinha. - retrucou irritada.
- Bem, estou indo para aí. Daqui a pouco nos falamos. Beijo.
- Ok.
Desligou seca e isso me irritou  ainda mais.
O que raios, estava acontecendo, para que ela me tratasse ora com condescendência, ora com essa impaciência ?!
Não me recordo de ter feito nada, para receber esses tipos de tratamento.
Como meus pais não estavam, saí sem ter que enfrentar o interrogatório de D. Lilian e o olhar de reprovação do meu pai.
Até estranhei isso.
Dirigi tenso até a casa dela, com uma sensação de perda iminente, me dominando.


Ela me atendeu séria, me deixando mais apreensivo ainda

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Ela me atendeu séria, me deixando mais apreensivo ainda.
- Oi ... - disse entrando no apartamento, fechando a porta atrás de mim.
Ela me deu as costas e se jogou no sofá, sem que eu tivesse a chance de abraça -la.
- Oi, Colin. - respondeu fria.
- Ainda está de mal humor ?! Pelo jeito, parece que sim ...
- Eu não estava. Mas você conseguiu me irritar.
- Posso saber como ?! - inquiri sentindo minha irritação crescer diante da maneira como ela estava me tratando -  Eu só liguei para saber se podia vir à sua casa ...
- Nós já tínhamos combinado isso ontem !!!
- Mas eu precisava saber, se não tinha mudado de ideia. Vai que precisasse de mais tempo sozinha ...- respondi ironicamente.
Eu sei que estou provocando a onça com vara curta. Porém , quero que ela sinta um pouco da frustração que senti com a atitude dela.
- Eu não acredito que você vai insistir nesse assunto !!! - explodiu - Só queria um momento para mim, nunca imaginei que você faria disso um problema !!!
- É um problema para mim !!! Principalmente, quando não sei a razão de você estar me afastando !!!
- Eu não estou te afastando, só ...
- Só o que Eliane ?! - interrompi impaciente - Não é de hoje que você está diferente, na verdade desde que começou esse bendito curso de Psicologia, tem se mostrado cada vez mais distante.
Ela não negou que estava diferente, só partiu para o ataque:
- E você mais mimado e intransigente !!! Sabe o quanto é importante para mim essa graduação e que preciso me dedicar ...
- Sua dedicação é só ao curso ou a algo/ alguém a mais ?! - deixei que meu ciúme suplantasse a razão.
- Não estou acreditando no que estou ouvindo ...
- Por que não me responde ?! Estou certo ?! - pressionei.
À essa altura, estávamos em pé no meio da sala, nos enfretando como dois adversários.
- Porque está agindo como um idiota ciumento e, eu me recuso a participar desse circo que está criando.
- Então é assim que me vê ?! Como um idiota ciumento ?! - meu sangue fervia, pela falta de respostas e também pelas ofensas.
- Sim !!! Nesse exato, momento é assim que está se comportando !!! - falou me encarando com raiva e decepção.
- Eu queria ver se fosse ao contrário, como você reagiria ... - falei frustrado - Como se sentiria, se eu passasse a te deixar em segundo plano. E nem mesmo, ficar perto de você, quisesse ...
- Pelo amor de Deus !!! Foi uma noite só !!! Como você pode ser tão mimado ?! - ela não entendia meu ponto de vista.
- Quer saber Eliane, eu não devia ter vindo ...
- Não mesmo !!! - senti como se ela tivesse me atingido fisicamente com essa afirmação e recuei alguns passos - Se era para agir dessa forma, era melhor ter ficado na sua casa, quem sabe tentando aprender a lidar com os revezes da vida.
Olhei para ela, perplexo com o comentário cruel.
- Eliane é melhor medir suas próximas palavras ...
- Por que ?! Vou ferir sua exacerbada sensibilidade ?! - ela estava deliberadamente me provocando - Caia na real, o mundo não gira ao seu redor. E é feito de mais não, do que sim !!!
- Chega !!! Eu não tenho que ouvir isso ...
Me dirigi para a porta e olhei para ela com os olhos ardendo, garganta apertada.
- Nem mesmo uma briga decente conseguimos ter, porque você foge do embate !!! - continuou despejando sua raiva - Agora, tenho certeza, que vai correr para o colo da mamãe ...
- Chega, Eliane !!! - ela ultrapassou os limites - Não fiz nada para merecer suas agressões gratuitas e não vou permitir, que continue me desrespeitando. Vamos parar por aqui ...
- Vamos mesmo !!! Antes que verdades dolorosas, sejam ditas. - a expressão de condescendência tinha tomado seu rosto novamente-   E sei que você não está preparado para lidar com as mesmas .

Saí puto da vida, batendo a porta.
Coração acelerado e um mal estar.
Que merda tinha sido essa ?!
Nesse tempo de relacionamento, essa foi nossa primeira discussão. E bem reveladora, por sinal.
Ela me considera um babaca.

Com as palavras ferinas reverberando em minha mente, parei em um pub que costumava ir, antes de começar a namorar com ela.
Precisava beber, abstrair dessa porcaria toda.
Depois de algumas doses de uísque e de ter a garrafa pela metade na mesa como minha companhia, decidi ir embora.
Minhas pernas tropegas não queriam colaborar , mas depois de duas tentativas de ficar em pé sozinho, aceitei a ajuda da garçonete solidária.
- Senhor, vou chamar um táxi ... - começou a falar.
- Não, preciso de táxi. - interrompi - Estou de carro ...
- Mas não pode dirigir assim !!! - insistiu - Não importa o que tenha acontecido, se colocar em perigo, não é a solução.
A encarei e constatei como é bonita. Se fosse em outros tempos, não hesitaria em dar uma investida.
Contudo, só conseguia pensar na minha morena e no quanto eu a amo. Apesar de ter descoberto, que a recíproca não é a mesma.
Ao lembrar disso, peguei minha garrafa e depois de um bom rolê no gargalo, respondi para a garçonete, me aprumando:
- Estou ótimo e já dirigi em condições bem piores. Obrigado por sua preocupação ... Júlia. - completei olhando o seu nome no crachá - Agora só preciso que feche minha comanda, ok ?!
Ela assentiu em silêncio e passou a digitar em seu tablet.
Paguei a conta e já fora do estabelecimento, respirei fundo, conferindo as horas.
Nove horas de um sábado, cedo para voltar para casa, principalmente, nesse estado.
Pensei em ligar para alguém, para conversar ... Mas eu só queria estar com ela.
Merda !!!
Isso de gostar dói pra caramba.
Sem alternativa, decidi ir para casa mesmo. Estava próximo de casa, quando uma de nossas músicas começou a tocar e me tirou do eixo, em definitivo.
Eli é meu trevo de quatro folhas, minha manhã à toa de domingo ...
Lágrimas escorriam pelo meu rosto, atrapalhando ainda mais minha visão turva pelo álcool, quando um cachorro cruzou a pista.
Tive o reflexo apenas de desviar, depois tudo se tornou um borrão. Um barulho ensurdecedor, dor e por fim, a escuridão.

 Um barulho ensurdecedor, dor e por fim, a escuridão

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Oi pessoas 😍😍😍 !!!
Feriado rendendo, está mais um capítulo.
Pobre do nosso Colin ...
Beijos no coração 😚

Uma nova chance para amarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora