Felicidade ... até quando ?

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Colin

Após a conversa tranquilizadora que tive com Noah, consegui organizar meus pensamentos e abrandar minhas emoções desencontradas.
Ele tem razão ao afirmar que preciso resolver de uma vez por todas meu passado.
Não posso e não quero, continuar carregando esse peso, essa dor que me paralisa.

Eu não mereço, tão pouco Eli ou nosso filho que está a caminho, merecem essa angústia que me domina.
Decidido, peguei o contato de Cíntia e mandei uma mensagem, pedindo para encontra- la.
Ela visualizou, mas demorou o que me pareceu uma eternidade, para responder.
Por fim, concordou e nos encontramos em uma cafeteria, que costumávamos frequentar quando namorávamos.

A ansiedade pelo encontro, me fez passar mal na noite anterior e tive que inventar uma desculpa para minha morena.
Afinal, nem mesmo quando fiquei de cama com o pé imobilizado, perdi o apetite ou o sono.
E na noite anterior ao encontro, eu estava uma pilha de nervos, tanto que cheguei a vomitar de tanto nervosismo.

Vi o dia amanhecer e saí de casa, antes da sete da manhã. Deixando Eli, ainda adormecida.

Passei na empresa antes de ir ao encontro dela e Íris se surpreendeu por me ver por lá, antes das nove.
Fiz um pouco de hora, pois não consegui me concentrar no trabalho e pouco antes das oito, saí em direção ao café.

Ao vê- la me senti, voltar no tempo. Ela não tinha mudado em nada, permanecia muito bonita.

Me aproximei e o olhar gélido que recebi, me preveniu de que nossa conversa não seria fácil

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Me aproximei e o olhar gélido que recebi, me preveniu de que nossa conversa não seria fácil.
Eu só desejava que pudesse ser amigável.
- Bom dia, Cíntia. Como vai ? - a cumprimentei formal, extremamente nervoso.
- Bom dia. Vou muito bem, obrigada. - indicou a cadeira à sua frente e sentou novamente - Na verdade , estava bem melhor antes desse seu contato.

Hum ... iniciamos o primeiro round.
- Bem, eu vou direto ao ponto, para evitar que seu dia piore.- retribui a alfinetada - Quero te pedir perdão, por ter sido um babaca ...
- Em qual ocasião, especificamente ?! - me interrompeu ácida.
- Eu ... Bem, em todas. - engoli a seco - Principalmente, em relação ao nosso filho.
- Meu filho !!! E não posso acreditar que após todos esses anos de silêncio, você quer remexer nessa história.
Seu tom foi enfático.
- Eu preciso que me perdoe !!! Que saiba que também sofri e sofro ...
- Ora, Colin !!! Você sofreu ?! - me cortou rispidamente- Sofreu nos braços de uma vagabunda qualquer, enquanto eu estava destroçada !!!
- Não, eu ...
- Afinal, o que pretende com essa conversa ?! Aplacar sua consciência pesada ?!- despejou sua ira sem complacência - O novo amor te fez criar consciência, é isso ?! Porém, é muito tarde para arrependimentos !!!
- Cíntia, me deixe explicar ...
-Explicar que foi um irresponsável ?! Que me virou as costas, quando mais precisei de você ?! Isso tudo eu já sei !!! Vivi intensamente as consequências das suas ações ...
- Pelo amor de Deus, me escute !!! - a essa altura as lágrimas já corriam pelo meu rosto.
- Nada do que venha a dizer, vai reparar o mal que me fez, Colin !!! Eu perdi meu filho, no mesmo dia que o vi e ouvi seu coraçãozinho, pela primeira vez. Justo, quando ele tinha se tornado mais real que nunca ...
- Eu também sofro por ele ...
- Sofre ?! Assim como sofreu, vivendo em baladas, trocando de namoradas ?!- sua atitude hostil me deixou sem reação.

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