Noah, jovem, bonito,arquiteto, bem sucedido e com a vida do jeito que havia planejado, tem seus planos alterados drasticamente ao ser diagnosticado tardiamente com uma doença autoimune e degenerativa. Acostumado a ter o controle de tudo e de todos e...
Dor. É o que sinto pelo meu corpo todo. Isso deve ser sinal, de que ainda estou vivo. Ou sou tão azarado, que fui direto para o inferno e, aqui realmente é o lugar de choro e lamentações ? Abri meus olhos lentamente, porque até mesmo esse gesto é doloroso. Olhei detidamente ao meu redor e identifiquei um quarto de hospital. Em seguida, minha mãe cochilando sentada em uma poltrona, enquanto Noah e meu pai estavam acomodados em um pequeno sofá. - Mãe ... - chamei tentando fazer com que minha voz soasse alta o suficiente. Não precisei de uma segunda tentativa, assim que percebeu meus movimentos, ela deu um pulo se posicionando ao meu lado. - Meu amor ... meu filho...- me abraçou chorando, me fazendo sentir cada fibra do meu corpo. - Lilian, cuidado com ele.- meu pai disse também se aproximando da cama e retirando minha mãe de cima de mim. Noah sorria, mas seu olhar permanecia sério. - Que susto você nos deu !!!- meu pai falou - Foi muita irresponsabilidade sua, dirigir depois de beber !!! Claro que ele não iria perder a chance de me repreender. Mas poderia ao menos ter me perguntado como me sinto, demonstrar um pouco de carinho. Mas isso seria esperar demais, afinal não sou Noah, o perfeito. - Eu estou bem, papai !!! - provoquei sarcástico, mesmo sabendo que estou errado - Obrigado por perguntar ... - Ora, não se faça de vítima, Colin !!! - retrucou ríspido - Está nessa situação por ... - Pai, basta por favor !!! - Noah o interrompeu firme - Esse não é o momento para repreensões. - Luís, por favor vá chamar o médico. Minha mãe estava estranha, tinha permanecido calada durante essa pequena discussão, nao tinha tomado minha defesa como de hábito. O mundo está girando ao contrário. Só pode. Sem mais uma palavra, meu pai saiu bufando e me vi cercado novamente pelos braços da minha mãe. - Ei, esse comportamento de vocês, está me assustando ... Minha situação é tão grave assim ?!
A entrada do meu pai com o médico, impede que respondam. E também acaba com o clima pesado. - Olá, Colin. Sou o Dr. Fábio e atendi você na emergência ontem. - apresentou - se sorridente - Considere - se um homem de muita sorte, pois se não estivesse de cinto e o airbag do seu carro não fosse tão bom, as consequências do seu acidente teriam sido muito piores. Eu já estava impaciente com tanto rodeio. - Certo !!! Mas o que eu tenho, afinal ?! Além, de parecer que fui moído ... - Bem, você tem diversas contusões pelo corpo, duas costelas luxadas e um tornozelo fraturado. - disse calmamente- Foi necessário reduzirmos a fratura, em um pequeno processo cirúrgico... - Cirurgia ?! - questionei assustado. Sempre temi passar por qualquer tipo de intervenção. Procurei mexer meus pés e logo descobri o lesionado, a dor me fez quase desmaiar. - Quanto tempo de recuperação, doutor ? - questionei depois de recuperar as forças. - Vou mantê- lo internado por mais um dia. Quanto a sua recuperação, temos que levar em consideração que cada organismo é único. Contudo em média, lesões assim, levam ao menos um mês para solidificar, imobilizadas. Depois disso, inicia - se o processo de fisioterapia. - Um mês ?! - Sim e se seguir as recomendações corretamente, nada de se apoiar no pé lesionado, repouso absoluto nos primeiros quinze dias. Quanto às demais contusões, repouso. - Obrigado, doutor. - respondi frustrado com toda a situação. Ele assentiu e se despediu de nós com um menear de cabeça. O silêncio que reinava era tenso. E mais uma vez, achei estranho minha mãe não se manifestar, encher o médico de perguntas. Parecia alheia, ao que estava se passando. - Viu ao que sua imprudência te levou ?! - meu pai disse por fim - Para sua sorte, não aconteceu coisa pior !!! - Estou realmente agradecido aos céus, papai !!! Está satisfeito ?! - retruquei irritado. Tudo o que eu menos preciso nesse momento, é de alguém me condenando. Já me sinto, um imbecil por completo. - Chega !!! Por favor, parem de se atacar !!! - minha mãe explodiu. - Pai leve a mamãe para tomar um café. - Noah mais uma vez intercedeu - Eu fico aqui. Mais uma vez, meu pai virou as costas e saiu do quarto. Minha mãe beijou meu rosto, com lágrimas nos olhos. Depois que eles saíram, falei tentando recuperar um pouco do bom humor, que me caracteriza : - Parece que vou precisar de uma enfermeira ... - Colin !!! Isto é sério, a vida está te parando forçosamente, aproveite para rever suas atitudes !!! Parada forçada ?! É ficar preso à uma cama, se não fosse pata fazer sexo, não me parecia nada atraente.
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- Rever minhas atitudes. Você pode ser mais objetivo, Noah ? Ele é tão parecido com meu pai. - Posso sim !!! Que tal parar de agir por impulso e de maneira imprudente ?! - disse enfático - Nós ficamos desesperados, quando soubemos do acidente ... - Por nós, eu entendo a mamãe e você ... - disse irônico. - O papai também, Colin !!! Nunca tinha visto ele tão fora de si. Só sossegou, depois que o médico veio falar conosco. - afirmou sério. - Eu vacilei, sei disso. Mas ... - Não há justificativa !!! - me interrompeu cortante- Você colocou sua vida e a de outras pessoas em risco, quando sentou atrás daquele volante, completamente alcoolizado. - Eu sei ... - admiti arrasado - Mais uma vez, sou a decepção da família. - Colin, a questão não é essa !!! Será que não percebe, o quanto é amado e importante, pata nós ?! Que se te perdessemos ... - parou de falar com o choro que tentava conter a todo custo. - Desculpe... - foi o que consegui dizer, antes do abraço de urso que ganhei. - Só me diz, porquê fez isso ? - questionou assim que se afastou. Respirei fundo e o encarei : - Eli e eu terminamos ... - O que ?! Como assim ?! O que aconteceu ?! Ergui a mão, pedindo silêncio e para que se acalmasse, antes de responder : - Na verdade, acho que ela terminou comigo. - Como acha, Colin ?! - percebi a irritação começando a despontar. - Acho, não tenho certeza !!! Nós discutimos feio e ela me disse certas coisas, que me levam a crer, que não quer me ver nem pintado de ouro. Ele passou as mãos pelo cabelo igualzinho ao nosso pai, o que me provocou um sorriso. - Ok . Vocês tiveram uma briga e, por isso você tentou se matar ?! - Eu não tentei me matar !!! Foi um acidente, porra !!! - explodi - O maldito cachorro cruzou a pista e eu não iria atropela - lo !!! - Colin ... - Eu só bebi demais e fiz a merda de dirigir !!! Errei sim e ponto. Agora, vou ficar preso à uma cama, cheio de dores e abandonado. - Você pode me ouvir ... Ignorei sua tentativa de argumentar e desabafei todo meu ressentimento : - Desculpe, senhor filho perfeito, orgulho do papai, se eu só faço merda !!! Mas o do que menos preciso, é de um sermão !!! Agora, você pode me deixar sozinho ?! Ficamos nos encarando por alguns instantes, até que ele assentiu : - Tudo bem. - bateu de leve a mão em minha perna - Descanse. Saiu do quarto e me vi sozinho, como queria. Imediatamente, a imagem de Eli veio a minha mente e as palavras duras e ácidas, me feriram novamente. E aparentemente, ela também não se preocupou comigo, já que não está aqui no hospital. Realmente, está deixando claro que não me ama e, vou ter que aprender a lidar com isso. Senti meus olhos marejarem e engoli a seco, o que eu vou fazer com todo esse sentimento e ... - Colin !!! A porta foi aberta com ímpeto e a responsável pelo meu desequilíbrio psicológico, adentrou o quarto.
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Agora é a hora da verdade.
Olá pessoal !!! Quero agradecer as visualizações e votos 😍. Beijos no coração de vocês 💋💋💋 Ah, me contém o que estão achando do nosso Colin, senhor do drama 😉😂😂