Não sei se foi pelo choque de entrar numa casa tão linda ou se foi pela pressão que nos foi colocada em cima dos ombros, mas ao primeiro passo que dei dentro da minha futura casa, fiquei sem ar.
Sei que tudo parecia saído de um filme. Os cômodos decorados com pinturas de animais místicos das histórias de livros famosos, a cozinha digna de reis e uma sala enorme com muitos sofás e almofadas coloridas. Na parte detrás da casa havia um campo de treinos do tamanho de um campo de futebol, e ainda um ginásio novinho em folha.
- Eu não acredito que nós vamos viver aqui! - Disse olhando para a minha irmã.
- Nós não vamos viver aqui Arian, nós só vamos ficar neste sítio até derrotarmos os Vorgen.
A minha irmã pode parecer um pouco insensível mas no fundo ela tem razão. O único motivo pela qual aqui estamos é o facto de a humanidade estar pendurada por um fio entre o fim e a salvação. E a pensar que o futuro de uma civilização está nas mãos de crianças. Podemos ter 19 anos mas isto não é vida para nós.
- Onde achas que os outros estarão? - Pergunto animado e com receio ao mesmo tempo.
- Um está numa espécie de biblioteca no andar de cima e os outros três estão num quarto só. Pelo som que ouço eles já decidiram os quartos em que iam ficar ou seja só sobra o que fica perto da biblioteca e o que fica na outra ponta do corredor perto das escadas que vão dar à sala.
Por vezes eu fico assustado com a minha irmã. A capacidade de ela conseguir ouvir muito melhor que um ser humano normal assusta qualquer pessoa e vai além do que nós podemos algumas vez imaginar.
- Lembra-me de nunca falar mal de ti num raio de 10 Quilômetros. - Gozo com ela provocando-lhe um sorriso no rosto.
- Arian tu tens mesmo muita piada, vê-lá se um dia não ficas em maus lençóis!
- Já fiquei quando fui na casa de um general amigo do Pai. Os lençóis daquela cama eram tão maus que não preguei olho a noite inteira. - disse provocando um ataque de riso pela parte da minha irmã. Uma das melhor coisas desta missão é que posso tê-la comigo para me lembrar que não estou sozinho. - Vamos então até lá cima para conhecer os nossos novos amigos ?
Seguimos então para o piso superior e encontramos um corredor, que como a minha irmã tinha dito, alojava os quartos de onde íamos ficar. Ela aponta para um quarto com uma porta roxa onde deveriam de estar três dos membros e depois aponta para uma porta de madeira trabalhada que deveria de ser a biblioteca.
Antes mesmo que pudéssemos fazer algo, um alarme toca ecoando pela casa e a Voz do General Lux invade os altifalantes.
Todos os portadores da esmeralda devem se dirigir ao campo de treinos
- Algo me diz que isto agora vai ser normal - Disse olhando para a minha irmã que tapava os ouvidos. Ter os cinco sentidos mais apurados que toda a humanidade é mais uma maldição que um super poder, qualquer nota mais alta ou mais aguda é capaz de-lhe furar os tímpanos.
- Estás bem Ares? - Pergunto preocupado.
- Estou Arian, isto já passa, vamos ao campo.
Dirigimo nos ao campo prontos a saber o que o General Lux tem para dizer. Quando lá chegamos vê-mos o General Lux com o nosso Pai, O Capitão Drater. Entretanto os outros chegam e eu noto que apesar de sermos especiais, nós todos somos muito iguais.
- Meus caros amigos, como já sabem eu sou o General Lux. Eu escolhi deliberadamente criar um grupo de Elite capaz de derrotar os Vorgen. Apesar de este ser o vosso primeiro dia, não tolero preguiça nem meninos do papá, então o vosso treino começará agora, e eu espero bons resultados dos melhores dos melhores.
- Eu sou o Capitão Drater - falou o nosso pai com a voz grossa dele - E eu sou o Cabeça por detrás desta resistência. Vi de perto o que o Doutor Galye conseguiu criar e eu sei que vocês seis são a prova viva que humanos podem evoluir face a problemas e criar uma resposta e um contra ataque ao parasita que invadiu este planeta. Como hoje é o primeiro dia eu quero ver e analisar as vossas capacidades como Cadetes do Programa de Elite. Não me interessa de onde vocês vieram nem se os vossos pais estão orgulhosos. Isto não é um jardim infantário, é uma guerra, e nós não estamos aqui para perder por isso, livrem-se do vosso peluche com que dormem e das vossas fotos das vossas mães. O mundo está em perigo e eu não quero soldados com coração, eu quero soldados com força e vontade de vencer. Se algum de vocês não conseguir seguir as minhas normas e as minhas regras então que regresse a casa porque no campo de batalha só vai ser mais um monte de ossos e carne morta. Alguém tem alguma palavra a dizer?
- Eu tenho! - Levanta-se a minha irmã. - Quando começamos?
O Capitão Drater sorri e aponta para o campo onde alguns soldados se posicionam.
- Quero que os derrubem 70 soldados em menos de 2 minutos. - Disse o Comandante - E Quero que comecem agora.
A minha irmã olha para mim e eu vou logo adivinhando os pensamentos dela. A única razão pela qual nós os dois entramos juntos no programa foi pelo facto de que apesar de termos individualidades incríveis, nós temos uma compatibilidade perfeita ao ponto de sermos como uma pessoa só, e a lutar somos invencíveis.
O nosso Pai pode ser o Capitão da Resistência mas a verdade é que nem eu nem a minha irmã somos muito afeiçoados a ele. Fomos criados desde pequenos como armas e não como crianças normais, e graças a isso ficávamos muitas vezes sozinhos e foi essa conexão e solidão que nos fez quem hoje somos.
Nós os doi juntos derrotamos os 70 soldados em menos de 50 segundos.
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Olá a todos eu sou a Azur Brier e sou a escritora deste livro.
Espero que todos estejam a gostar de o ler.
se quiserem deixar ideias futuras para o rumo desta História fiquem á vontade e comentem
muitos beijinhos da vossa autora!!!
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White Emerald
أدب المراهقينHumanos sempre acreditaram que existe vida para além da que nós conhecemos aqui no planeta terra, e com essa sede de conhecimento a humanidade evoluiu para um estado em que já não havia volta atrás. Construímos naves espaciais. Mandamos um cão á Lu...
