The key is what we don't know

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Base secreta da Antártica

(Luta contra os Vorgen)

[ponto de vista de Arian Drater]

Se alguém me perguntasse se as esmeraldas e se todo o esforço que fizeram para levar 6 crianças para a guerra valeria a pena a minha resposta teria sido que sim, que nem todo o esforço e toda a esperança eram tempo perdido, mas agora depois da luta contra os Vorgen, eu perdi a esperança de qualquer coisa. Eles não são simples monstros, eles são muito mais fortes do que aquilo que todos estávamos à espera.

- Estás a pensar em que? - perguntou-me a Selene ao entrar no quarto - Estás melhor? Precisas de algo?

- Não mas obrigada Selene.

- Estavas a pensar em que? Quando entrei aqui tu estavas muito sério a olhar para uma parede vazia, por isso vou supor que estavas a pensar em algo muito importante.

A Selene sorri para mim como se fosse um anjo, um anjo muito doce que desde que a batalha acabou ela tem andado de quarto em quarto a ver se algum soldado ou algum dos outros miúdos precisam de alguma coisa das enfermeiras.

A batalha foi difícil e muita gente ficou ferida, principalmente a minha irmã, ela foi a que ficou pior.

- Arian, estás outra vez a olhar para a parede vazia!

- Desculpa Selene, mas já se passaram 5 dias desde que perdemos contra os Vorgen e a minha irmã ainda não acordou do coma. Eu nunca a vi lutar como ela lutou.

- Eu já não posso dizer nada sobre isso visto que só a vi lutar 2 vezes, mas se foi impressionante foi e acho que o Dominic teve algo a ver com o comportamento dela em batalha - Diz a Selene olhando para a mesma parede branca que eu tanto olhava. Ela deitou a cabeça dela em cima das minhas pernas e ficou a olhar para mim com uns olhos roxos e lindos.

- Estás a olhar o que Selene?

- Nada de nada. Não achas que devíamos pintar a parede já que vais ficar nesta cama em repouso até as tuas feridas passarem?

- Não sei se tenho jeito para tal coisa Selene!

Mal começamos a rir quando a porta do quarto se abrir e o as cabeças do Sonroc e da Khloé foram vistas. Depois de lhes dar sinal para entrarem ele vieram para a minha cama e se sentaram nas pontas fazem uma mini rodinha no qual puseram um cobertor no centro e espalharam comida e algumas bebidas.

- Picnic na cama para todos! - exclama a Khloé - Só não contem à enfermeira Matilda ou ela ainda nos expulsa a todos com uma injeção de sei lá o que.

- Eu até gosto dela! - Disse a Selene com a maior serenidade de sempre.

- Alguém por favor que vá chamar alguém porque esta miúda deve de ter batido com a cabeça em algum lugar. - Gozou o Sonroc a rir-se dela.

- Não gozes desmiolado, a Ares ainda está em coma e esta foi a luta mais vergonhosa que tivemos - Disse a Khloé dando um estalo na cabeça do Sonroc.

A Khloé tem razão, a nossa primeira luta era para ser uma vitória mas acabou por ser uma vergonha. O Capião Drater se fechou numa sala com o Comandante Lux. O Sargento Apollo ficou ferido depois de um Vorgen ter entrado na base. Ele e a Quimera estão a catalogar os estragos que ele fez junto do Dominic que se recusa a estar em repouso por causa das feridas.

Muitos morreram e muitos ainda irão morrer, e eu já não consigo imaginar e ver um fim para esta guerra.

Continuo a olhar para a parede sem prestar muita atenção à discussão dos que estão à minha volta, à procura de respostas sobre a razão de a humanidade ter chegado aonde chegou ainda pra mais depois de ter descoberto que a Selene só tem 15 anos , e foi posta num campo de batalha. A que ponto nós estamos dispostos a sacrificar a nova geração para apagar os erros da velha, ninguém merece viver os melhor anos da vida numa guerra, nem ela nem ninguém que faz parte deste grupo de revolucionários.

Mais vale eu continuar a olhar para a parede, pelo menos ela continua intacta sem uma única fenda.

(Noutra ponta da base)

[visão Dominic]

- Porque raio é que ele veio para aqui se aqui não existe nada de nada? - O Sargento Apollo fala olhando para o estrago causado pelo Vorgen.

Não sei como, mas um dos Vorgen consegui passar a linha de defesa e penetrar na base fundo o suficiente para arranhar o muro de proteção da cidade que fica soterrada bem no fundo debaixo de camadas e camadas de gelo e pedra. Mas o que impressionou mais foi o facto de ele só ter se dirigido para este local, sendo que a entrada principal da base ficava 100 metros mais à frente.

- O que é que descobriste rapaz? - Pergunta-me a Quimera olhando para mim. Nos braços dela existiam milhares de peças de algum dispositivo que ficou despedaçado. De maneira a descobrir o porquê de terem atacado este local eu, a Quimera e o Sargento Apollo nos dedicamos a limpar o lugar de uma ponta à outra.

- Só acho estranho de facto de terem vindo aqui sendo que a entrada estava desprotegida e eles podiam entrar mais facilmente. - Digo olhando à minha volta. - Existe qualquer coisa sobre este lugar que não bate certo Quimera.

- È isso que a tua intuição diz Dominic? Se for, eu sugiro que esqueças tudo aquilo que o palerma do Capitão Drater disse, nem sempre a razão está certa e resolve os problemas. - Disse ela se agachando ao meu lado e começando a apanhar algumas peças de metal - Antes de terem sequer começado esta vida de heróis, o Arian e a Ares vinham muitas vezes para aqui. Foi nesta base que eles nasceram Dominic, e foi nesta sala que agora está destruída que eles e a mãe deles construíram um ninho longe do Drater. Eles costumavam se esconder aqui por longas horas.

- Isso não faz sentido Quimera. Sendo assim esta sala não tinha valor nenhum, nesse caso ,ou os Vorgen são burros ou ..

- Ou a Kasaki sabia alguma coisa relevante para os Vorgen capaz de os fazer expor assim tão abertamente. - Terminou o Sargento Apollo o meu raciocínio - Rapaz! Eu era capaz de apostar esta guerra toda de como a Kasaki descobriu algo muito importante tanto para humanos como para Vorgens e que de certeza que o Vorgen de à 5 dias atrás vinha atrás desse segredo misterioso. A Kasaki sabia como o Drater era, por isso guardou tudo só para ela e morreu por causa disso. Se quiseres tentar descobrir algo sugiro que comeces a limpar, mas não fiques chateado se não conseguires desvendar a solução para este mistério, eu e a Quimera não conseguimos descobrir como a Kasaki supostamente morreu e nunca encontramos o corpo dela.

- Como é que ela supostamente morreu? Nunca me contaram essa história! - Digo olhando a sala destruída e para o enorme buraco que o Vorgen deixou atrás de si.

- Isso fica para outra altura. Agora vamos só nos concentrar em limpar isto okay! - Falou a Quimera se afastando junto do Apollo.

Então a família Drater tem mais segredos que os próprios Vorgen. Se existe alguma explicação para o Vorgen se dirigir aqui em vez de atacar a entrada principal então é porque este local não é só uma simples sala.

Começo a levantar alguns ferros velhos e alguns cobertores rasgados para limpar tudo quando uma única pena cai no chão. Não existe muito mistério numa pena encontrada numa sala destruída a não ser que essa pena comece a se mexer sozinha numa corrente finíssima de ar o que já é estranho porque o local onde me encontro não existe corrente de ar.

Olho para a parede à minha frente e reparo que por detrás de uma placa de metal está gravado na parede três nomes na parede

Kasaki, Arian, Ares

e mesmo por debaixo da parede existia um buraco de onde provinha a corrente de ar. Normalmente paredes de betão com 1 metro de espessura não provocam correntes de ar assim do nada a não ser que a parede não fosse assim tão espessa e que houvesse alguma sala por detrás.

Levantei-me e saí para o corredor também destruído e segui a parede à procura da porta que leva à outra sala, mas tudo foi em vão.

- Não existe porta, ou seja existe uma sala secreta - Volto a correr para a parede onde vi as inscrições e a observo - Se existe uma sala existe uma entrada e eu tenho de descobrir onde ela fica, nem que eu tenha de acordar a Ares para me ajudar.

Kasaki eu vou descobrir o teu segredo, e vou acabar com esta guerra de uma vez por todas.

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