Simpson Desert SA 5734 - Austrália
(Visão Dominic)
A minha vontade de matar alguém nunca foi tanta na minha vida inteira. Dentro daquela casa havia sim a porta que nós procurávamos, mas quando a abrimos foi como se alguém estivesse a brincar connosco. Dentro daquela porta só havia um poço gigante e uma escadaria. Usando finalmente chegamos ao fundo do poço reparamos que existia pelo menos 4 entras de túneis diferentes. Entramos no caminha mais largo e mais sombrio.
Tínhamos encontrado um labirinto por debaixo do deserto e agora além de advinhar o caminho certo também tínhamos de tentar sair daqui vivos.
- Sabes que podes falar alguma coisa Ouriço! - digo me desviando de uma pedra no meio do caminho e tentando ao mesmo tempo segurar na tocha improvisada que fizemos a partir da minha camisola é claro.
- Falar o que? Que me dói os pés? Prefiro não te ouvir reclamar que eu sou chata, os meus ouvidos são sensíveis e a tua voz é irritante. - diz ela atrás de mim dando ênfase à ultima parte.
- Se os teus ouvidos são assim tão sensíveis e tão a menina me faça o favor de os usar para nós sairmos daqui. Andamos às voltas e eu já estou farto, mas se não quiseres usar a tua famosa audição eu posso simplesmente falar e gritar o resto do caminho.
Mas quem raio ela pensa que é para reclamar da minha voz, eu não reclamo com a dela. Isto é o que dá ser uma criança mimada, além de ser irritante pensa que o mundo é dela e nada está bem. É por isso que eu prefiro trabalhar sozinho e estar sozinho. Mas por alguma razão o universo ou outra coisa qualquer, não quer que eu esteja sozinho, por isso agora tenho de cuidar desta peste.
- Porque tens um braço tapado com ligaduras? - pergunta ela sem mais nem menos. De tanta coisa que ela podia dizer a boca dela só decide abrir para falar merda.
- Não te interressa. - voltona puxar a capa para cima do meu braço.
Para que tivéssemos tochas eu tive de sacrificar a minha camisa deixando me só com a porra da capa. Andar de troco nu numa caverna não é seguro.
- Tu reclamas te do silêncio e agora quando te faço uma pergunta tu só sabes reclamar ainda mais. - logo quando eu pensei que a ouriço ia se calar ela fala isto.
- Queres assim tanto saber o porquê das minhas ligaduras? - pergunto parando de andar e me virando para trás.
- Bem sim. Porque não, pelo menos assim temos tema de conversa. - diz ela olhando nos meus olhos e fazendo o típico sorriso gozo.
Para ela se calar eu puxo as ligaduras e as tiro do braço mostrando assim a minha pela preta.
- A esmeralda deu-me isto de presente. O meu braço é tóxico se tocares nele e não fores tratada com um antídoto podes vir a morrer.
- Isso até que é bem fixe. Não sabias ter já feito isso contra os Vorgen e nos poupar a uma batalha nojenta? - Disse ela enquanto fazia cara de nojo e dava dois passos atrás. Desta vez ela não escapa. Ela vai pagar caro por ter uma língua afiada.
- Olha aqui ouriço - agarro lhe no braço com força e a puxo para mim - Eu não usei esta porra de veneno no meu braço com o Vorgen porque simplesmente não faz efeito neles. Mas nós humanos pelo contrário faz efeito. Por isso a não ser que queiras morrer toma atenção à tua lingua!
Ela simplesmente empurra-me e se liberta do meu aperto no braço dela. Com isso ela passa à minha frente e lidera o caminho.
Ouriço imprestavel, agora a ficou zangada por eu ser grosso com ela. Bem feita.
Não sou obrigado a aturar ninguém. Da próxima vez dividimos é cada um vai por um caminha diferente.
Maldito túnel.
Maldita Kasaki.
- Cuidado - Fala o ouriço na minha frente - o túnel a partir daqui abre e a ravina parece bem funda.
- Disseste bem "parece". Não queres ir experimentar ver se é fundo ou não ouriço? - ela simplesmente ignora me e continua a andar à minha frente.
Agora ela ignora me. Mulheres, realmente ninguém as percebe. Se ela soubesse o quão difícil é ser chamado de fantasma e monstro ela não falava comigo assim. A minha morreu mesmo antes de me ter. Sei que a Ares também não tem mãe mas mesmo assim a invejo pois ela não tem um braço capaz de matar alguém só pelo toque e também ela não está sozinha.
- DOMINIC CUIDADO! - sou retirado dos meus pensamentos com alguém a empurrar me.
Tento me equilibrar e ao mesmo tempo perceber o que raio acabou de acontecer quando de repente o chão abaixo de mim se abre.
A primeira coisa que penso é em me segurar agarrando me a uma abertura nas paredes do túnel , é nesse instante que sinto alguém a segurar me no braço tóxico. Isto não pode estar a acontecer.
- A-Ares? - olho para baixo e a vejo a segurar se ao meu braço e a tentar arranjar forma de se) sair daquela situação, mas a parede aonde ela está pendurada é demasiado escorregadia e lisa.
A única forma de ela ter alguma chance é se ela trespasse até ao meu nível e arranjar onde se prender com a maos.
- Ares tens de tentar trepar e largar o meu braço. Eu estou sem as ligaduras e tu podes não aguentar mais, o teu braço vai ficar envenenado por isso LARGA! - grito enquanto olho para ela e tento puxa la, mas eu sei que isto não vai chegar a lado nenhum, a mão dela está a escorregar e a ficar roxa.
- Dominic! - ela chama me tirando me dos meus pensamentos mesmo no exato momento em que eu estou a sentir que não consigo me segurar muito mais tempo. Eu mesmo estou a escorregar também.
- Ares se cairmos agarra te a mim e fica por cima, eu faço de colchão quando bater-nos no fundo desta coisa - digo olhando nos olhos dela e vendo que ela......
Ela
Ela está a chorar
- A-Ares?
- Dominic isto nao é boa ideia, podíamos morrer os dois, nunhum de nós sabe a profundidade disto. Eu não consigo ver o fundo e eu tenho uma visão quase perfeita muito melhor que a tua. Por isso desculpa okay. Tens de descobrir o porquê do teu irmão ter estado aqui... - dito isto ela larga o meu braço e eu só a vejo cair
- ARRRRREEEEESSSS!
Enquanto isso, em Paris
(Visão Sonroc)
Eu estava a conversar com o Arian enquanto comia algumas frutas que uma rapariga me deu. Eu suspeito que estás frutas em algum medicamento misturado mas prefiro ficar calado e não reclamar.
Em questões de segundos tanto estou a rir-me com o Arian como no segundo seguinte ele desmaia sem mais nem menos no meu colo.
- ARIAN?! Oi Arian acorda rapaz?! - tento abana lo mas ele apagou mesmo.
Pego no meu copo de água e o despejo em cima da cara dele e em seguida dou-lhe alguns estalos, até que ele começa a abrir os olhos
mas
ele abre os olhos
e
e começa a chorar
- Arian?
- Temos de encontrar a minha irmã Sonroc. E tem de ser agora
- Porque Arian?
Porque eu senti, senti a dor dela. O que um gémeo sente o outro também sente, e eu senti que algo está errado com ela...... Acho que ela poderá....... Ela poderá..........
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White Emerald
JugendliteraturHumanos sempre acreditaram que existe vida para além da que nós conhecemos aqui no planeta terra, e com essa sede de conhecimento a humanidade evoluiu para um estado em que já não havia volta atrás. Construímos naves espaciais. Mandamos um cão á Lu...
