Capítulo 1

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Lua

Desci correndo antes que Catarina acordasse o morro inteiro. Não encontrei tia Rosa, mas logo me lembrei que hoje era sexta-feira, dia dela fazer a feira aqui de casa.

Lua: Achei que ia acordar o morro inteiro! - me virei para Catarina enquanto trancava a porta.

Cacati: Um ano pra descer daquele quarto, tava tocando siririca né sua porca? - encarei a mesma incrédula.

Fomos o caminho da escola inteiro conversando. Estudamos na mesma sala durante anos, mas agora que estamos no 2° do ensino médio, caimos em salas separadas.

Ouvi Cacati ficar reclamando de fome mais um pouco e logo bateu o sinal, cada uma foi pra sua sala.

(...)

Cacati: Por favor Lua, vai ser de boa, eu prometo! - olhei desconfiada pra ela.

Me lembrei da última vez que ela disse que seria de boa e a gente quase foi parar na Turquia.

Lua: Já disse que não! - levantei do sofá indo ate a cozinha - O Nando agora trabalha na boca, acha que vai estar quem na casa dele? Patati e Patata? - ela me olhou com cara de tédio.

Cacati: Você é tão chata! Eles não vão te comer viva não. Aliás, se você quiser eu acho que sim... - joguei uma laranja fazendo a mesma desviar.

Fui lavando a louça, olhei pela bancada e vi a mesma quieta demais mexendo no celular. Logo ela me olha com a cara mais cínica do mundo.

Catarina

Desde que me entendo por gente conheço Fernando, conhecido como Nando. Fomos melhores amigos, sempre, um dividindo a dificuldade com o outro, mesmo no veneno sempre foi um menino de ouro.

Quando Lua chegou, viramos os 3 mosqueteiros, eu não tinha muito amor em casa, mas eles completavam isso.

A 2 anos Nando entrou pro movimento, trabalhando na boca, eu nunca tive problema com isso, principalmente por conversar com os moleques que trabalhavam la, já a Lua implicava.

Eu não falava apenas com DG, dono do morro, que sempre foi bem fechado. Mas ainda sim trombava o mesmo nos bailes, os quais Lua nunca quis ir. Ele era realmente um Deus grego, mas fazia apenas as meninas de "tapa buraco".

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