Capítulo 22

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Lua

DG foi se levantando e pegando a arma da camisa, mas LN segurou e cochichou algo no ouvido do mesmo que sentou bufando. No mesmo instante eu me virei abraçando o Nando, que retribuiu. DG apenas me fitava, logo uma menina chegou, olhou pro Nando e me encarou com desaprovação fazendo ele sair atrás da mesma. Coloquei meu melhor amigo numa treta com os gados dele hein?!

Ja estava cansada de ficar ali sentada, Cacati ja tinha ido pra roda de samba cantarolar, eu sempre fui fã de um pagode, de sambar então, so precisava de um empurrão, assim que o Igor se levantou e veio em minha direção, eu sai fingindo que nem tinha visto o mesmo.

A roda estava aberta bem pra mesa que a gente estava, eu ja fui chegando samabando de vagar, mas eles foram aumentando o ritmo, quando eu vi ja estava me sentindo uma passista.

Cati se juntou a mim, e ficamos nos duas, a roda foi so aumentando e os meninos nao paravam, ate que eu ja não estava mais aguentando, entao fui saindo de fininho, puxando uma cadeira proxima de DG que era o mais proximo, e me sentando. Ele ia me falar algo, mas os neninos do grupo de pagode começaram.

Xxxx1: Poxa morena, vem dar a graça pra nossa batucada!

Xxxx2: Você roubou a atenção, até o meu coração.. - eu apenas sorri de lado.

DG se levantou e saiu, eu não entendi nada, apenas fiquei encarando assim como o resto dos meninos.

Buiu: Ai - riu - patrão ta nervosão mané! - tomou sua cerveja.

LN: Ai morena, se eu fosse você ia ver o que pega. - disse cochichando no meu ouvido - Eu falo com a ruivinha, com ela eu me entendo! - sorriu malicioso. Eu apenas revirei os olhos e rimos.

Sai com pressa quase tropecei levando umas cadeiras e pude ouvir a risada dos meninos, apenas dei dedo.

Logo eu vi DG encostado em seu carro, fumando maconha. Como ele estava de costas nao percebeu eu chegando. Eu apenas queria abraça-lo. E assim o fiz, no começo ele se assustou ao meu toque, mas logo relaxou a perceber que era eu.

DG: Você gosta de ter esses pau no cu em cima de você né Lua? - ainda continuávamos na mesma posição.

Me desprendi do abraço. Encostei de lado no carro e o encarei.

Lua: Claro que não! - suspirei - Mas não da pra sair dando um tiro em cada cara que mexer comigo.

DG: Da sim.. - ele riu e eu dei um tapa nele. - Vem comigo, a gente tem um assunto pendente.

Entramos no carro e paramos na mesma casa da noite anterior. Ela era linda, apenas desci e fui seguindo ele. Era enorme e minha língua tava coçando pra perguntar com quem ele morava.

Lua: Essa casa é enorme - observei cada detalhe com cuidado - Voce mora só?

DG: As mesmas perguntas de ontem. - ele riu.

Sentei no sofa e ele foi ate a cozinha, pegou uma cerveja e voltou se sentando, eu queria estar ali e com ele, entao aproveitei. Comecei a provoca-lo. Entao me sentei em seu colo e passei minha mão pela sua nuca.

DG: Lua, Lua... Não provoca! - ele falou em um tom baixo em meu ouvido. Sua voz rouca arrepiava meu corpo inteiro.

Ele pegou minha mão e me dirigiu aos quartos, meu corpo ja estremecia. Paramos no maior quarto, deduzi ser o dele.

DG: Ae.. - ele fechou a porta e encarou meus olhos - preciso disso, e preciso que você se lembre de cada minuto. - colocou uma mecha do meu cabelo atras da orelha - Eu prometo ser carinhoso, pelo menos hoje.

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