Lua
Levantei as mãos, mas logo que o mesmo viu que era eu seu semblante sinalizou e deu lugar a um olhar de dúvida. Colocou a arma na cintura e veio me ajudar a levantar. Senti uma ardencia no braço, olhei e tava saindo um pouco de sangue.
Lua: Tranca a porta da salinha! - ele foi ate a mesma e trancou e voltou ainda me olhando sem entender - Não quero que ninguem saiba que eu to aqui! - ele revirou os olhos.
Nando: Ta tudo bem ai o zé buceta? - disse batendo na porta - ouvi mó barulhão.
DG: Ta tranquilo, foi só um rato passando por aqui, ai tava tentando matar, mas o bichão era gordo demais, e ainda conseguiu fugir. - olhei com cara de tédio pro mesmo que ria junto a Nando.
Nando: E por que a porta ta trancada? Ta batendo uma né? - arregalei os olhos.
DG: Tem trabalho não o filha da puta? Pica mula e me deixa em paz. - Ouvi a risada de Nando.
Nando: Ta comendo mulher né? - o mesmo gargalhava e foi ficando longe a risada, soubemos que o mesmo havia saído e DG voltou a atenção a mim, olhando meu braço.
Me levantei e DG me direcionou a salinha, me sentei na cadeira e meu braço ainda ardia.
DG: Você é doida? Por que nao entrou pela porta? - ele tirou um pedaço de pano de uma gaveta, foi ate la fora e trouxe um alcool, arregalei os olhos e encolhi o braço - Deixa de ser fresca! - ele despejou um pouco de alcool, logo limpando o rasgo que eu tinha feito no braço. Pegou outro pano limpo e amarrou - Tem que fazer um curativo nisso, bora no postinho, mas antes tu vai me responde. - se encostou na mesa.
Lua: Ja disse! Não queria que ninguém me visse entrando aqui, principalmente o Nando, não contei nada pra ele, e o que ele ia achar que eu tava fazendo aqui? - o mesmo me encarou.
DG: Que bom que tu veio então! Precisava bater um lero contigo mesmo.. - antes que ele terminasse eu o interrompi.
Lua: Não tenho nada pra falar contigo DG, vim apenas trazer sua camisa e pegar meu body que deixei na sua casa.
DG: Como não tem nada pra falar comigo? Tu sumiu da porra do pagode.
Lua: Claro! Acha que ia ficar admirando o que você faz quando suas amantes não te obedecem? Me desculpa, mas eu não sou mais uma.
DG: Ta chapando tio? - ele passou a mão no rosto em tom de nervosismo.
Lua: Eu to falando sério!
DG: Tá, tá! Que se foda! - ele foi saindo - Bora buscar o seu negócio la em casa. Mas antes a gente vai no postinho ver isso.
Convenci o mesmo que nao precisava. Ele fez o Nando fazer alguma coisa pra ele, e quando o mesmo saiu eu sai correndo e entrei no carro de DG, que fez o mesmo.
Durante o caminho DG encarava minhas pernas e eu virei pra janela e pude ver o mesmo bufar. Chegamos na casa dele e descemos do carro, ja desci na frente, ele abriu a porta.
DG: Pega lá em cima! - se jogou no sofá - Ta dentro do guarda-roupa.
Subi correndo e fui abrindo as portas do guarda roupa, vi meu body, e me abaixei pra pegar, então pude ver uma caixa, a curiosidade falou mais alto, eu peguei a caixa e abri, me deparei com uma arma, uma bala, uma corrente de ouro, e um monte de fotos, comecei a olhar algumas, uma criança e um cara, logo apos uma criança e uma mulher, entre muitas outras, perdi a noção do quanto estava demorando e quando olhei pra porta DG estava me encarando com raiva.
DG: Ta mexendo ai por que, porra? - ele veio pra cima tomando da minha mão e guardando - Eu disse só pra você pegar sua roupa tio, não pra ficar fuçando. Você é louca? - fiquei assustada com a maneira que ele falou comigo, afinal o mesmo nunca havia sido dessa forma comigo.
Lua: Me desculpa, eu... - abaixei a cabeça - Eu só quero saber mais de você, você é tão fechado. - ele me encarou sem expressão, me levantei e fui saindo. Ele segurou meu braço.
DG: Desculpa pela ignorância doida, mas na minha função a gente não pode dar moral nem liberdade pra ninguém. - me encarou.
Lua: Eu sei.. Sei la o que eu tava pensando, ja to indo! - tirei a blusa dele da sacola e entreguei pra ele - Obrigada viu! - ele se aproximou. - E agora você pode voltar para as suas amantes. - ouvi sua gargalhada.
DG: Como pode?! - olhei confusa - Eu nao queria me enrolar, mas a real é que eu ja to enroladasso. - brotou um sorriso bobo no meu rosto.
Ele atacou meus labios com vontade, me pegando no colo com facilidade e me conduzindo até a cama, não paramos o beijo em nenhum minuto, larguei o body no chão e quando eu vi, toda a minha roupa ja estava no chão, enquanto ele brincava com a borda da minha calcinha, massageando minha intimidade ainda por cima da mesma. Fitei o mesmo com os olhos pra que ele arranquasse logo e pude ouvir sua gargalhada ecoar o quarto. Obdeceu e tirou a calcinha, caindo de boca, ele sugava tudo, com força, fazendo com que eu me contorcer na cama, mas logo fazia suavemente, me levando ao orgasmo, sugando tudo, logo se posicionou entre as minhas pernas, colocou a camisinha e me penetrou profundamente, diferente da primeira vez, mas com certeza o prazer foi triplicado enquanto ele fazia esses movimentos. A todo momento DG ficou me olhando, me passando total confiança, e não tinha outro lugar que eu nao quisesse estar mais que aqui e agora.
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50 Tons de Favela
Roman d'amour+18| A vida é um sopro, hoje você está aqui, com essas pessoas, amanhã você já pode não estar mais, muito menos com os mesmos. Enquanto alguns ainda procuram entender isso, Lua vive isso desde seus 7 anos de idade. Mudar é necessário. Conceitos? Alg...
