Capítulo 11

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Lua

Entrei pra casa me faltava fôlego. Catarina me encarou estranho, ela me conhecia tao bem quanto eu mesma.

Cacati: Ah pronto, a bonita nunca ficou com ninguém no morro, mas quando fica é logo com o dono, agora deu viu?! - encarei ela incrédula.

Lua: Como você sab.. - como eu disse, ela me conhecia muito bem, nem tentei driblar, apenas ignorei - Não vai se repetir, não passou disso, uma ficada! - disse firme.

Apenas um beijo..

Fiz a sopa para Cacati, tia Rosa chegou ainda deu umas broncas pelo ocorrido. Logo Nando apareceu lá em casa com um monte de besteiras para a mesma. Resolvemos ver um filme como nos velhos tempos. Mas minha cabeça não saia de Diego.. tentei afastar e enquanto eles assistiam eu adormeci.

DG

Caralho, que morena gostosa. Ainda provoca, eu não via ela andando por aqui, mas não sei como deixei ela passar despercebida por tanto tempo, na moral.

Fui de volta pra boca, cheguei lá estavam todos os moleques. Vi uma movimentação, me aproximei logo vendo Ian, dono do Complexo da Maré e o Lucas, Alemão, dono do Complexo do Alemão. Estranhei já que os dois não se bicavam muito, eu não tinha inimizade com eles mas não dava confiança não. Por ser novo os cara no começo não me levaram a sério, mas com todo o progresso abaixaram a crista!

DG: Que qui pega? - cruzei os braços ao lado de LN.

LN: Os cara disse que veio dar um alerta aí - já senti a desconfiança dos moleque - deixei passar.

DG: Suave! Bora conversar lá dentro.

Entrei logo eles vieram atrás, dentro da sala ficou apenas eu, LN e o Buiu, Alemão e BN que era seu sub, Ian e GT que era seu sub.

Alemão: Aí DG, o Rato caiu, o cara tinha um x9 na banca, durante muito tempo. O filha da puta tava só de sentinela esperando a fraqueza. Rato balançou e caiu, moleque. Fica esperto! Morro dele tá tomado jão.

Rato era dono do Vidigal, cara era firmeza, mas quando confiava numa pessoa, confiava de olho fechado, na nossa função isso é defeito! Tem que ser ligeiro.

Ian: Pior, não é nem gambé que ficou com o morro do cara, porque quem traiu foi um dos próprios homens dele, e ficou pra ele mesmo. Cara agiu na pilantragem! - passou a mão no rosto em sinal de nervoso - A última pessoa que a gente queria ta, era aqui contigo pedindo ajuda, mas quero saber se vai estar fechado com a gente caso a guerra seja feita, você e seus homens! E ai? - me encarou fixo.

DG: Pra quem duvidava do menor aqui, até que tô com uma moral né?! - sorri debochado.

LN: Calmo Diego, o bagulho é sério mané!

DG: Tranquilo, tamo fechado. Rato tá aonde?

Alemão: Cara sumiu!

GT: Tão dizendo que tá se escondendo, mas não sei não se os cara não deixaram ele escondido pra arrancar informação.

Ficamos discutindo mais um pouco sobre esses bagulho, logo acabamos. Tava cansadão, resolvi passar na casa da minha coroa, dona Lena. Bati na porta e entrei, ela tava cozinhando.

DG: Bença, dona Lena! - estendi a mão pra ela, que beijou e eu beijei de volta - tá tudo bem?

Lena: Tudo sim meu filho, e contigo? - assenti - Hoje a rezadeira vai vir aqui pra rezar em você, ela disse que precisava. - apenas assenti. Não nego nada que venha quanto minha relação com Deus.

Fui em casa, tomei um banho e voltei para casa da minha mãe para que dona Maria pudesse fazer a reza.

Logo me sentei no sofá, ajeitei meu revolver na cintura. Ela começou a rezar, olhou pra mim.

Maria: É filho.. Tantas batalhas já foram passadas por você né? Você não conhece o amor, a não ser o de mãe. Mas logo irá conhecer. E quando tudo parecer estar errado, o crucifixo será a sua resposta!

50 Tons de FavelaOnde histórias criam vida. Descubra agora