DG
Resolvi com as duas lacraia brigando e fui me sentar, passei o olho e não vi Lua. Ja levantei na fúria.
LN: Ela foi embora zé.
DG: Quem deixou a filha da puta ir embora? Não era pra deixar! - bati na mesa.
LN: Entende a mina, Diego! Ela viu você quase agredir a outra lá. - me levantei - Vai pra onde?
DG: Vou embora, amanhã quero todo mundo na boca cedo, tem bastante coisa pra fazer! Quero vocês fazendo as cobrança cedo. - falei alto e todos assentiram, fiz um toque com LN - Fé!
(...)
Cheguei em casa ja fui tirando a roupa, subi pro quarto e vi a blusa da Lua no chão.
DG: Maldita! - peguei a blusa do chão - Ainda bem que você vai ter que vir buscar. - guardei e fui pro banho.
LN
Caralho, ainda não tinha caído a ficha que a mina que foi aquela fixa da adolescência inteira tava aqui na minha frente, depois de tanto tempo jão, na moral. Sarah e eu éramos mó putaria da porra, mas a gente se dava bem. Ela morou aqui no morro e passou a adolescência aqui, começamos a ficar desde que a gente tinha 13 anos, a mina era responsa. Lembro que fiquei boladão quando ela teve que ir pra Bahia cuidar da avó dela que tava doente. E agora, depois de 6 anos ela voltou. E estava aqui.. Carai mané, que loucura!
Sarah: Alan??? - disse passando a mão na minha frente - Acorda! - ela olhou assustada.
LN: Caraio, e ai! Quanto tempo mano, o que você ta fazendo aqui? - analisei ela dos pés a cabeça.
Sarah: Voltei pra ficar! - sorri fraco e a mesma percebeu - Ah, me desculpa chegar assim ja te beijando, é que.. você... você ta namorando ou algo assim? - falou sem jeito.
LN: Claro que não, louca. - vi ela suspirar aliviada - Bandido não namora! - ela me encarou.
Sarah: Ainda esta no movimento, Alan?
LN: Tô ué. Inclusive como sub do morro. - ela abriu a boca mas não falou nada - DG é o dono disso aqui.
Sarah: Diego sempre foi surtado, é a cara dele. Imagino como ele não deve ser.. - a mesma começou a rir e eu apenas encarei - Ah, qual foi? Vai dizer que não é verdade? - ignorei e fui andando enquanto a mesma foi me seguindo - Vai me levar em casa? - assenti.
Fomos conversando o caminho e ela me contando como foi esse tempo na Bahia, mas sempre dava um jeito de colocar a gente como um casal. Todo tempo eu cortava, meus pensamentos foram pra ruiva, querendo ou não a gente ja se pega a um tempinho, e mesmo com toda a palhaça da Patati Patata la, eu sei que tanto eu ia ficar bolado em ver ela com outro, assim como ela ia me dar uns murro em ver eu com outra. Deixei Sarah em casa e fui pra minha. Subi pra varanda e acendi um verde, puxando o maximo que pude, prendi e logo soltei. Só assim meus pensamentos foram se acalmando.
(...)
Acordeid e ja fui direto pra boca, voltei era mais ou menos 12:00, como a coroa tava viajando, então eu pagava pra uma dona aqui dar aquela geral no barraco. Estacionei a moto na frente da casa dela e entreguei a chave.
LN: Ja sai de casa, dona Maria! A hora qu a senhora quiser encostar la, pode pa ta? -ela sorriu e assentiu pegando a chave. Fui saindo a aquela voz conhecida me chamou.
Sarah: Ai Alan, você pode me levar ali na vendinha?
To com cara de uber pra essas porra, só pode!
LN: A que é perto da boca? - ela assentiu - Sobe ai! - ela subiu e eu arranquei, como era pertinho ja cheguei e ela foi se despedir com um selinho em frente a boca com os moleque olhando. Desviei e a mesma me fuzilou.
Sarah: O que foi? - disse enquanto pegava na minha mão.
Vi os cara olhando pro outro lado da rua e quando olhei vi a Catarina subindo com a Lua. Catarina cumprimentou os moleques, assim como Lua, que tinha os olhos de DG sob ela, então os moleques cumprimentaram apenas com aperto de mão, de menos Igor, cara tava pedindo pra morrer mano. Assim que os olhos de Catarina bateram nas nossas mãos juntas, seu sorriso virou cara de cu, e eu larguei a mão de Sarah e cocei a cabeça vendo a ruivinha subir na frente enquanto Lua tentava alcançar ela.
Sarah: Me responde Alan! - ela virou meu rosto.
LN: Ai, é LN! - disse tirando sua mão - Tu me pediu uma carona até aqui, aqui estamos, segue teu rumo ai. - desci da moto e vi a mesma bufar indo até a vendinha. Os moleques ficaram me zoando lá, falando besteira, mas nem dei corda.
Eu ia atrás da Catarina? Ate pensei, não vou mentir, mas ai mané, a gente ja fica nessa putaria a uma cota, tudo bem que não ficamos com outras pessoas na frente um do outro, mas mesmo assim, isso nunca foi nem conversado, tem nem sentido ela ficar pá por esses bagulho.
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50 Tons de Favela
Romance+18| A vida é um sopro, hoje você está aqui, com essas pessoas, amanhã você já pode não estar mais, muito menos com os mesmos. Enquanto alguns ainda procuram entender isso, Lua vive isso desde seus 7 anos de idade. Mudar é necessário. Conceitos? Alg...
