16. A juice that isn't juice

2.8K 135 11
                                        

Neymar

Eu apreciava enquanto Bruna sorria dançando feito louca pelo local.

Estávamos no primeiro andar como prometido e ela gargalhava enquanto vibrava no pequeno palco do local.

E não, ela não estava bêbada.

“Preta, você acabou de comer.” insisti e ela gargalhou dando de ombros enquanto deixava o copo de suco na mesa.

“Quem se importa?” perguntou retoricamente e eu quase falei que eu me importava mas fui interrompido. “Isso é um poste de stripper?” ela perguntou fingindo estar chocada com aquele fato.

“Não é um poste de stri...” me auto-interrompi ao vê-la rodopiar devagar em torno do poste referido.

Ela estava de olhos fechados e sorri de forma fraca enquanto murmurava o trecho da canção e se movia devagar de acordo suas batidas.

Todo meu interior estremeceu com aquilo mas eu não podia fazer nada além de observar.

Porta, vou precisar de um banho gelado.

Eu realmente não sabia o que estava se passando com a mulher em minha frente. Ela agia omo se nada tivesse acontecido à minutos atrás e aquilo era bom.

Assim que a música encerrou, ela tornou à abrir os olhos e gargalhou, tornando a pegar o copo no balcão.

“O que tem nesse seu suco?” perguntei por fim ouvindo ela gargalhar enquanto se sentava por cima do mármore do balcão.

”Bom, ele é de uva então acho que... Uva?” ela proferiu sarcástica enquanto eu assistia a barra de seu vestido se levantar lentamente enquanto ela cruzava as pernas.

Puta merda.

“E que tipo de suco é esse que a deixa louca desse jeito?” alfinetei e ela riu mais uma vez.

Como se fosse a piada do século.

“Um suco que não é suco...” ela sussurrou para si mesma. “É vodka, doido.” ela confessou e só aí entendi o que estava acontecendo.

“Você falou que não ia arriscar a sua vida.”

“Eu não ia mas tive que rever os meus conceitos... Porque porra, aquela mesa todinha cheia de bebida pra mim. Não tive como recusar.” ela falou e riu sozinha, descendo finalmente do balcão e voltando para o palco.

“O que vai fazer agora?”

“Te enlouquecer provavelmente?” ela cogitou a hipótese.

Eu acho que você já conseguiu.

“Te fazer implorar por mim e depois...” ela explicou deixando o copo no chão e voltando a agarrar-se no poste. “Recusar você na cara dura.” proferiu devagar.

“Bruna, não faça isso...” murmurei vendo ela passar as costas lentamente contra o metal.

“Não fazer...” ela repetiu rodopiando lentamente em torno do ferro como antes. “Isso?”

“Huh, eu adoraria ver você dançar e dizer o quão senti saudades disso mas não vamos arriscar. Alguém aqui tem que ser sério.” sussurrei e ela assentiu.

“Você sabe que não precisa ser tão sério assim, não sabe?” ela falou se soltando do poste conforme pedido e eu agradeci mentalmente por não ter que endurecer mais com a cena. “Que pena que não pôde acompanhar o meu stripp embora saiba que sente falta dele.” ela falou se aproximando.

Ao chegar perto suficiente, colocou as mãos contra minhas coxas e as apertou, sorrindo de forma divertida.

“Você quer mesmo desistir disso?” ela perguntou aproximando os lábios de meu ouvido.

Caralho.

“Bruna, eu não posso...—”

“Quer, Ney?” ela repetiu.

Antes que pudesse voltar a relutar, ela selou seus lábios nos meus.

Um arrepio percorreu por minha pele assim que se corpo se encaixou entre minhas pernas. Quase que num fração de milésimos, sua língua acionou seus lábios como pedido para aprofundar e eu cedi.

Naquele momento eu estava longe de estar com consciência.

After UsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora