Capítulo VII - Quando Ela Não Está Aqui

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Chaeyoung passou praticamente todos os dias da semana com Mina, foram a templos, tomaram banho no lago que Chayoung caíra no outro dia, quinta-feira elas até subiram em uma montanha e olharam as estrelas, ela eram muito bonitas ali no interior. Sim, os seus dias foram bem agitados, mas Chaeyoung cada vez mais aproveitava seu tempo com Mina. Digamos que passar o tempo com a japonesa a trazia novas sensações, ela não sabia o que eram, mas elas estavam lá.

Mina também começou a sentir coisas por Chaeyoung, no começo achou que era porque a outra era a primeira amiga que tinha feito depois de séculos, mas depois Chaeyoung começou a ficar engraçada demais, fofa demais, bonita demais. Mas nenhuma das duas disse qualquer palavra. Elas eram heterossexuais.

Era sexta-feira e as elas jogavam Uno sentadas no chão do quarto de Mina.

— Eu quero...vermelho. — falou Chaeyoung ao colocar um Coringa por cima das outras cartas. Mina não tinha nenhum vermelho.

— Mais quatro. — Mina deixou a carta no centro, encarando a outra garota. Chaeyoung sorriu malignamente.

— Não vai ser agora, Mina-san. Mais dois! — Mina continuou neutra após Chaeyoung jogar sua carta violentamente contra o chão.

— Mais quatro. — a japonesa calmamente depositou sua carta por cima da de Chaeyoung e arrumou o baralho desorganizado.

— Meu deus?! — Chaeyoung encarou Mina com as sobrancelhas franzidas. — Mais dois. — falou baixinho esperando que a outra entendesse sua ameaça silenciosa e deixou sua última Mais Dois no centro.

Mina sorriu simpática assim que colocou outra carta idêntica as suas duas anteriores no centro do círculo.

— Uno. — disse feliz enquanto Chaeyoung surtava e batia com os braços no chão. — Vai logo, Chae, tem que comprar dezesseis.

— Não quero mais jogar e você não é mais minha amiga, sai daqui. — Chaeyoung cruzou os braços e fechou os olhos, carrancuda. — Anda, sai.

— É meu quarto.

— ... Tô nem aí. — apontou para a porta. Mina encarou-a.

— Você não pode me mandar sair do meu próprio quarto. — Mina sorriu, Chaeyoung era mesmo adorável.

— Posso. — Chaeyoung desviou o olhar para não perder a compostura, descobriu alguns dias atrás que o sorriso de Mina fazia isso com ela.

— Não pode. — retrucou calmamente.

— Vou ter que chutar você pra fora usando a força, então? — a coreana falou, se levantando devagar.

— Quero ver conseguir! — sem dizer mais nada, Chaeyoung avançou para cima de Mina tentando agarrar seus braços e Mina se balançava e chutava o ar. As duas gargalhavam alto e Chaeyoung estava quase sem ar quando conseguiu derrubar Mina, mas esta segurou os braços de Chaeyoung e inverteu as posições, ficando por cima da outra. O riso foi cessando vagarosamente enquanto as duas se encaravam e logo o quarto estava silencioso.

O coração de Chaeyoung começou a bater mais rápido. O que era isso? Por que Mina estava olhando-a tão intensamente e por que diabos ela mesma não conseguia desviar o olhar?

Ficaram assim por alguns segundos antes de Mina aproximar-se lentamente. O desespero de Chaeyoung aumentou, mas ela não fez nada para parar a outra, não conseguia.

Seus lábios quase se tocavam quando o pai de Mina a chamou, ela rapidamente rolou para o lado, levantando-se e Chaeyoung prontamente sentou-se. Após alguns segundos em silêncio, Mina sorriu e falou que ia checar o que seu pai queria e disse que voltaria logo, saindo do quarto.

Não culpe as estrelas ~ SaidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora