Capítulo XI - A Estrela-Não-Estrela

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— E eu não sei como eu aguentei essa menina por tanto tempo, sabe? Na primeira vez que ela me viu ela riu de mim, eu não gosto de gente que ri da desgraça alheia.

— Mas você ri de desgraça alheia, Chae. — Era outro dia, Sana e Chaeyoung caminhavam tranquilamente até a escola.

— Isso não vem ao caso. O problema aqui, Sana, é que ela riu de mim e na maior cara de pau.

— Mesmo assim você passou a semana com ela, né? Você gostou dela sim, se não nem teria chegado perto. — Sana sorriu, lembrou que conheceu Chaeyoung quando ela riu de Sana ao cair do balanço no parquinho. — Você tem um jeito estranho de fazer amigos.

As duas continuaram conversando sobre a viagem de Chaeyoung e como Mina foi irritante durante toda ela, até que chegaram no colégio. E entraram no prédio após passarem alguns minutos conversando do lado de fora. Sana despediu-se de Chaeyoung na porta da sala dela seguiu para a sua.

Largou sua bolsa ao lado da sua carteira e observou o lado de fora da escola pela janela enquanto esperava as aulas começarem.

— Vejo que hoje resolveu aparecer, senhorita Minatozaki. — a voz grossa e carregada de ironia falou, assustando Sana que endireitou-se na cadeira rapidamente. — Parece que as férias são mais longas para algumas pessoas mesmo.

— Desculpe senhor Park. É que eu não estava me sentindo muito bem. — falou baixo, nervosa por perceber que os outros alunos prestavam atenção na conversa.

— Não preciso de explicações, veja bem, a entrega da atividade que eu passei semana passada foi ontem e eu não vou aceitar sem alguma justificativa plausível. Você tem alguma, senhorita Minatozaki? — os poucos burburinhos que rondavam a sala deixaram Sana envergonhada. Por que esse professor escolheu justo ela para pegar no pé?

— Não, senhor Park. — falou abaixando a cabeça.

— Entendo, então você vai ficar sem a nota do exercício. — virou-se para caminha de volta a sua mesa. — Esses alunos de hoje em dia só querem saber de vagabundear — murmurou irritado e começou sua aula.

Sana suspirou, sabia que essa implicância toda era por causa do desastre que ela era nas matérias de exatas. Um sorriso triste apareceu em seus lábios quando pensou que Dahyun poderia lhe ajudar aquele semestre. "Tenho que parar de pensar nela e seguir em frente" pensou, voltando sua atenção à aula.

§

Mais tarde, Sana andava pelo corredor em direção à sala de Chaeyoung e paralisou ao ver Dahyun. Ela estava encostada em seu armário conversando com suas amigas, parecia séria. Queria ir lá e perguntar o que estava errado, mas sabia que não podia. Na verdade até tinha uma ideia do que estava errado, ela roubou nove dias da vida de Dahyun, era normal a garota estar frustrada.

Balançou a cabeça e continuou a andar. Olhou disfarçadamente para Dahyun ao passar pelo lado das quatro garotas, uma delas percebeu e sorriu cumprimentando Sana levemente com a cabeça, mas logo voltou à conversa. Elas eram populares, era normal as pessoas encararem. Sana tinha que entender que Dahyun estava em um patamar diferente agora. Mas ainda era doloroso.

No fim da aula, ela despediu-se no lugar de sempre e continuou o caminho para sua casa. Ao chegar, procurou a chave em seu bolso e destrancou a porta, tirando seus sapatos na entrada e pendurando o casaco no mancebo como de costume.

Colocou um cup noodles para esquentar no microondas enquanto levava bronca de sua mãe pelo telefone fixo da casa por ter perdido o celular. Logo depois subiu as escadas para seu quarto.

— Oi, cheguei. — falou para a estrela que estava sobre sua cama.

— Olá, Minatozaki Sana. — Sana sentou na cadeira de sua escrivaninha e a estrela começou a flutuar.

Não culpe as estrelas ~ SaidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora