Vanessa riu e continuei enchendo seu rosto de beijinhos, na expectativa de que a preguiçosa abrisse os olhos. Estávamos ainda na minha cama, e o ponto era que nem deixava para abrir os olhos a preguiça. Beijei a bochecha dela e depois a testa repetidas vezes até chegar no queixo.
- Cha-cha... acorda...- Ela riu baixinho, agarrando mais meu corpo ao que eu roubava selinhos, na sua boca dessa vez.
- Eu estou acordada... Mads..
- Então abre os olhos...- Ela sorriu.
- Não posso.
- E por que não?
- O brilho da luz incomoda...
- Ah... quer que eu saia, então? - Vanessa gargalhou e acabei rindo junto, enquanto voltava a deixar beijos pelo rosto dela.
- O brilho da luz na janela, Madelaine. Não o seu. - Assenti e desci os beijos, até parar no pescoço dela.
- Como você está?
- Eu estou bem. - Movi minha língua pela sua pele morena e ela riu baixinho, ao que levava a mão até minha nuca. Vanessa começou acariciar a região, enquanto eu me concentrava no seu pescoço.
- Que bom que está...- Mordi lentamente e Vanessa arfou.
- O que você está fazendo...? - Perguntou. Ri baixinho e me deitei em cima dela, fazendo Vanessa rir. Ela passou as pernas ao redor da minha cintura, e decidi usar meus braços para segurar a mim mesma ali. Fui subindo os beijos até parar na boca dela, onde mordi fraco, e logo percebi seu sorriso. - Você está excitada? - Engoli em seco e neguei.
- Eu... hm... não. É xixi. - Vanessa gargalhou, porém não abriu os olhos ainda.
- Eu percebi quando você levantou mais cedo e foi ao banheiro, sabia? - Corei e calei a boca dela, a beijando lentamente,
- Não importa... quero que você abra os olhos. - Ela gargalhou.
- Mudou de assunto. Hey, eu não me importo sobre te ajudar com isso. - Sorri e voltei a encaixar nossos lábios, movendo minha cabeça lentamente, enquanto Vanessa sorria e respondia. Passei minha língua pelo lábio inferior dela e suguei o mesmo, logo Vanessa deixou a boca entreaberta, permitindo que minha língua fosse de encontro a sua.
Começamos uma breve batalha, que de forma alguma me ajudava lá em baixo. Vanessa acabou ganhando, e ao invés de continuar me beijando, ela parou meio que de imediato, pela primeira vez abrindo os olhos naquela manhã.
- O que houve? - Perguntei, acariciando seu queixo lentamente. Ela pareceu pensar por alguns segundos e então negou.
- Nada...- Tentou voltar a me beijar, porém me afastei.
- Não foi nada, Mads... eu só...
- Vanessa, você sabe que eu me preocupo com você e-"
- Eu estava pensando se deveríamos transar agora. Era isso. Mas eu não sei se quero... se... estou pronta...
- Oh... Eu... te machuquei ontem?
- Não... não foi por querer...- Arregalei meus olhos e ela sorriu. - Você só tem que entender que é grande de mais, e que... eu não estava acostumada.
- Oh meu Deus, me desculpa. - Ela gargalhou. - Mas eu gostei. De verdade.
- E sobre o que aconteceu depois. - Seu polegar foi até meu lábio inferior, fazendo o contorno do mesmo, ao que um simples sorriso surgia.
- Não vai mais repetir. Eu não pensei na hipótese... apenas achei que seria legal comprar algumas besteiras para a gente comer assistindo alguma coisa hoje...- Ela assentiu e levantou cabeça, me roubando um selinho.
- No fim acabamos com tudo pela madrugada...
- Mas te fez se sentir melhor? - Vanessa assentiu outra vez. - Então valeu a pena. - Ela sorriu e puxou minha nuca, selando nossos lábios outra vez, até eu me jogar para o lado e puxar a coberta. - AGORA ACOOOOOOOOORDA MARIA JOSÉ!! - Ela gargalhou e agarrou meu corpo.
- Vagabunda! Você ligou o ar condicionado?! Está frio pra caralho, Madelaine!
- Eu amo frio. Olha como você me agarrou! Para que se não eu gozo, que pegada hein?! - Vanessa gargalhou e soltou meu corpo, logo sentou na cama.
- Você é tão boa em estragar o clima... literalmente.
- Duh..- A porta foi aberta com força e minha mãe entrou no quarto, indo até mim e me dando um tapa.
- Para de fazer barulho...- Deu outro tapa. -... desgraça. - Gargalhei e acariciei meu braço, vendo Vanessa gargalhar enquanto levantava da cama. - E bom dia para as duas, porque eu, com a filha que tenho, sossego e um dia bom é o que nunca vou ter.
- Bom dia, tia Nathalie! - Vanessa exclamou, caminhando até minha mãe e a abraçando.
- Madelaine, tu podia ser tipo a Vanessa né? Olha que menina amorosa. - Vanessa riu. - Ela também é bonita. Deus me deu uma filha errada pra castigar as coisas que eu adoro vender, só pode.
- Puxando saco da sogra, baby? - Perguntei. Vanessa arregalou os olhos e minha mãe a fitou, tendo um olhar incrédulo. Eu juro que quis gargalhar.
- Não, vou te largar e fugir com a sua mãe, ela é mais legal. - Respondeu, me fazendo emburrar a cara.
- Viu, Madelaine?! Essa menina sim é esperta. Vanessa, você só tá perdendo tempo com ela. - Minha mãe disse. Vanessa gargalhou. - Mas vocês estão namorando?
- Sim. - Falei, sentindo minhas bochechas corarem.
- Oh. - Minha mãe fitou minha namorada, mesmo que ainda estivessem uma abraçada na outra, e então Vanessa devolveu o olhar. - Tenho uns álbuns da Madelaine lá em baixo, então quando quiser nudes é só pedir pra mim. Ela era um bebê bem flexível, e adorava ficar com pepeca de fora. - Vanessa gargalhou e senti minhas bochechas corarem.
- Okay, eu gostaria de ver isso. - Vanessa exclamou. Nathalie assentiu.
- Vou fazer almoço, e então podemos ver depois, enquanto minha amada filha lava meu carro. - Minha namorada riu e assentiu.
- Você vai fazer almoço?! Vanessa, pelo amor de Deus, ajuda ela.
- Cala a boca, desgraçada. - Gargalhei e minha mãe revirou os olhos. Vanessa a soltou e Nathalie foi até a porta. - Agora falando sério, controlem seus hormônios perto de mim. Obrigada.
[...]
Cruzei meus braços e Vanessa riu, ao que eu outra vez fazia birra. Minha mãe colocou a lasanha na mesa, e minha barriga roncou. Era assim, minha mãe fazia lasanha - meu ponto fraco -, para me convencer de que ela sabia cozinhar. Acontece que aquele era o melhor prato de Nathalie, e eu nunca resistia.
Mas como ela mesma dizia, eu não iria dar a raba a comer.
Servi meu prato e logo sentei de volta.
- Para de ser mau educada e sirva sua mãe e sua namorada, escrota. - Nathalie falou. Vanessa estava apenas em risos ao meu lado.
Fiz o que minha mãe pediu e logo voltei para meu lugar, começando a comer. Quase tive um orgasmo com o gosto daquilo, e percebi que minha mãe estava com o peito estufado, se achando já a bocetuda.
Eu não daria a raba a comer.
- Está sem sal. - Cruzei os braços e Vanessa levantou a sobrancelha.
- Você gemeu quando comeu, Mads...
- Madelaine, a única coisa sem sal aqui é você, Madelaine. Então, Madelaine, se está achando o gosto ruim, Madelaine, pega droga do seu prato e joga a comida no lixo, Madelaine.
- Eu estava brincando olha isso tá maravilhoso. Tô comendo, mãe. Seus olhos são lindos. - Vanessa gargalhou e me concentrei no garfo, enquanto Nathalie sorria triunfante.
- Bocetuda não se discute, Madelaine. Sou eu e ponto.
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𝐰𝐢𝐬𝐡𝐞𝐬 • 𝐦𝐚𝐝𝐧𝐞𝐬𝐬𝐚 [𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐥]
Fanfiction"Cuidado com o que deseja. Nem sempre uma ironia é compreendida pelo próprio destino. " INTERSEXUAL ADAPTAÇÃO. História original "camren" by @Yolandally.
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