CAPÍTULO 48- ÚLTIMO

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Meu nome é Liana Heleonora de Florence, e hoje eu completo dezoito anos. A dois anos atrás eu era uma menina muito determinada em provar a todos o meu valor e capacidade, porém, havia me esquecido que eu não precisava provar nada a ninguém, bastava ser eu mesma, e foi quando isso aconteceu que tudo mudou. Um diário, rosas negras, a menina de cabelos pretos e curtos, o príncipe perdido a procura de um toallet, bom em arco e flecha com suas lindas janelas da alma, segredos, brigas, um passado muito presente, o homem misterioso, pai da mãe, pai da filha, uma arma, a menina mulher, a surpresa, um vilão, o inverno, ELAS. 

O espaço de quatro estações foi pouco para contar a história. E, por fim, a história sou eu, ela é Selena, Ezeque, Mathew, vovô Francees, Peter, Astra, Áurea... A Lia de antes, menina, agora é uma mulher, prestes a assumir a maior nação dos doze reinos, a nação sobrevivente, que se reinventou durante séculos e séculos, que faz jus ao nome e floresce a cada manhã. Com certeza cometi muitos erros até chegar aqui, e os erros são necessários, pois é deles que tiramos as maiores lições da vida. Um aprendizado que tirei do maior erro que já cometi até aqui é, aproveite ao máximo quem está ao seu lado, não julgue, você não sabe o que o próximo está passando, e viva sem nunca perder suas esperanças, seja, fale, faça. 

-FELIZ ANIVERSÁRIO! 

O grito de Selena me faz olhar para a porta, ela, mamãe, papai, Sebastian, as meninas, Peter, Eloah, Ezeque, Miranda e Mathew entram no quarto, batendo balma e em suas mãos, El carrega um bolo. Sebastian, Astra e Áurea pulam na minha cama, enquanto os outros ficam em pé. 

-Bom dia, meu amor, feliz dezoito anos.

Matt diz, dando um beijo na minha testa.

Após isso, recebo vários abraços e palavras de carinho de toda a minha família.

-Te acordamos filha?

Minha mãe pergunta.

-Não mãe, já estava acordada, só não havia levantado. 

Falo sorrindo e estendo minha mão para ela, que retribui o gesto.

-Finalmente dezoito anos! Agora poderei ir passar sessenta dias no sul, sem ninguém no meu pé. O trono já é seu filha, acabo de te coroar, vá pegar as malas Diana.

Meu pai fala em tom de brincadeira e todos rimos.

-Feliz aniversáuro titia, quelo bolo.

Áurea diz me dando um beijo bem babado, na bochecha. 

-Eu também quelo bolo, palabéns titia.

Astra diz se jogando em meus braços. Pego as duas meninas e como uma tia bem coruja, dou vários beijos em suas bochechinhas gordas e fofas.

Minha mãe reparte o bolo e todos pegamos um pedaço. Ficamos conversando por pouco tempo, nosso dia será extremamente agitado. E as meninas são as mais empolgadas.
O momento ''café da manhã'' com a família acaba, e todos vão se arrumar para o momento da coroação, que irá acontecer no almoço. Miranda e sua equipe de arrumação chegam para me preparar, e durante o processo de transformação, vou recebendo flores, enviadas de todos lugares, algumas até de criados que me desejam um feliz aniversário. 

-Vossa magestade irá ficar ainda mais incrível no dia de hoje, e para lhe presentear neste mais novo ano de vida, gostaria de lhe dar esta pulseira de pétalas brancas, que eu mesma fiz. A senhorita não precisa usa-la, mas só de aceita-la ficaria muito feliz.

Solária, uma das minhas criadas, que estão me ajudando e que já substituiu Miranda, quando a mesma não podia estar, me diz, e entrega uma caixinha. Ao abrir eu sorrio vendo a pulseira, com as pétalas de rosas brancas.

"O Trono e a Espada"Onde histórias criam vida. Descubra agora