—Quem disse que seria por minhas mãos?
Essas palavras me deixam em uma massa nervosa.
Instável. Preocupada.
—O que diabos isso significa? — Mike rosna e seus olhos estalam em minha direção. Eu posso sentir sua preocupação quando realização lentamente aparece. Então ele diz —Eu.
Não é uma pergunta, e nossa captora não confirma sua suspeita.
Ela não precisa.
Ela quer me machucar.
—Por quê? — Minha voz racha no final e sua mão quente e ligeiramente calejada aperta seu domínio sobre a minha. Um apoio silencioso. Um pequeno lembrete de nossa conversa de ontem à noite.
Ele está aqui.
Ao meu lado.
Pedindo que eu confie nele.
—Porque eu estou pedindo para ele. Você está questionando minhas ordens?
Do que ela está falando?
De qualquer forma, não quero enfurecê-la ainda mais. Se eu tiver que levar uma pelo time, que assim seja.
Jogar bonito e depois fugir. Você pode fazer isso Valu.
—Sinto muito. — Olhando para baixo, eu deslizo meu olhar embaçado para seus pés descalços. Inspire e expire. Tento como o inferno regular a minha respiração e diminuir o medo que faz os meus dentes baterem.
—Como deve ser. — Um gemido aflito ecoa sobre a canção de ninar pavorosa que ficou ligando e desligando. Está abafado, mas alto.
É uma gravação? É outra maneira de nos atormentar? Uma grande parte de mim não quer saber.
Com meus joelhos tremendo, eu desvencilho minha mão das garras de Mike e uso a cadeira como apoio.
—Me machuque. Não a ela. — Ele rosna, seu peito estufou com raiva. Seus olhos estão enlouquecidos, ele está olhando ao redor e calculando as suas opções. Ele nega e luta ou cede e possivelmente me machuca? —Eu vou levar o castigo que você considere conveniente.
—Interessante. Qualquer coisa?
—Sim.
—Mike, por favor, fique calado. — Eu grito. Sua alegria me deixa nervosa. —Você está jogando em tudo o que...
—Espanque ela.
—O quê? — Dissemos em uníssono. Meu rosto está corado. O quarto parece estar com mil graus de calor.
Ela não pode estar falando sério.
—Sobre o seu joelho e vinte palmadas. Contadas. Por ela.
—Não.
—Você prefere que eu peça a meu sócio para fazer? Ele adoraria colocar as mãos nela.
Virando para enfrentar Mike, pego seu rosto em minhas mãos. —Eu vou fazer isso.
—Mas...
—Pare. — Puxando o seu rosto para baixo, eu beijo sua bochecha. —Confio em você para não me machucar.
Ele acena, seu rosto sombrio. —Ok.
—Agora que está resolvido. Mike sente-se. — Ele dá outro beijo na minha bochecha, desta vez bem na borda dos meus lábios e dá alguns passos até a cadeira. Ele senta, suas pernas ligeiramente separadas. Ansioso para acabar com isso.
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Encurralados
RomantikValentina Zenere e Michael Ronda acordam presos em um lugar totalmente estranho, logo eles concluem que foram sequestrados. Valentina Eu acordei em um quarto escuro. De repente, há uma voz que vem através dos alto-falantes, dizendo que nós fomos e...
