Capítulo 8 - Mais jogos

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Há uma semana atrás.


Que droga! Esta noite ainda não acabou?

Seco minhas mãos e saio do banheiro de volta para o corredor. Delfina, a colega de trabalho de Ámbar, é irritante. É uma garota legal, engraçada, bondosa, mas intrometida às vezes.

Quando Ámbar me convidou para a festa de inauguração da casa dela, eu não podia dizer não. E não é porque eu sou um tolo que iria a qualquer lugar que Ámbar me pedisse para ir, claro que não.

Mas, porra, cara. Ámbar tinha que querer vir? Claro que sim. Ela é sua colega de trabalho.

A sala está cheia de pessoas. Alguns sorriem para mim quando eu passo. E apesar do meu humor estar perversamente escuro, tento dar o meu melhor sorriso de volta. Estou sendo um idiota, eu sei, mas não posso me ajudar.

Ver outros idiotas dando em cima da minha garota tende a me colocar em um quadro mental distorcido.

Especialmente um, que a deixou escapar por entre os dedos. Seu maldito ex, Marcos, está em toda parte. Não posso escapar dele.

Não importa que Ámbar não esteja pronta para admitir o que há entre nós. Não posso me ajudar, a vejo como minha. Sempre verei.

Acho minha pequena dor na bunda na sala de estar embalada no canto do sofá, a cabeça jogada para trás em gargalhadas.

Aquele longo cabelo loiro e aqueles olhos azuis, e aquele corpo pin up... ela tira o meu fôlego.

Todo. Maldito. Tempo.

Marcos, o idiota bajulador, sempre presente ao lado dela. Ele está na namoradeira, na frente dela, seu rosto iluminado com seu próprio sorriso. Ele está comendo ela com os olhos.

Maldito desgraçado.

Internamente quase explodindo de raiva, me aproximo e fico contente por ver que Ámbar guardou o meu lugar. Eu sento nele, como se eu possuísse o maldito lugar. Em seguida, pela milionésima vez na nossa amizade, eu faço o que nenhum melhor amigo deve ser permitido fazer. Eu ultrapasso as fronteiras.

Eu deslizo meu braço em volta do ombro de Ámbar, puxando ela para o meu lado. Minha boneca embriagada ri quando percebe que sou eu. — Aí está você, Simón!

Meu coração acelera no meu peito com a forma como ela sorri para mim. Não perdi também que ela não se afastou. Por uma questão de fato, ela se aconchega mais perto, sua cabeça inclinada para trás no meu ombro, seus olhos brilhando para mim.

Contando-me tudo que ela própria não pode admitir.

Meu pau endurece instantaneamente. Quantas vezes eu me neguei os seus lábios? Muitas para contar. Estou chegando a um ponto onde minha força de vontade está em pedaços. Cinco anos estando apaixonado por esta mulher tem tomado seu preço.

A maioria das pessoas me pergunta por que eu ainda não confessei. Por que não contei a ela.

Mas Ámbar não está pronta para isso. Ela sente o que sinto, já tive demasiadas provas para sequer duvidar disso, então eu decidi que eu deixaria isso fácil para ela. Tomar seu tempo.

Tomar seu tempo. Certo. Se passaram cinco-sangrentos-anos.

A contagem regressiva está chegando ao fim. Ela ainda não sabe, mas em breve eu vou perder o controle. Em breve estarei jogando toda a precaução ao vento e vou fazer essa mulher minha.

Eu toco seu maxilar e o acaricio. —Como você se sente, amor?

Ela ri novamente e aconchega-se mais perto. —Eu não devia ter bebido todo aquele champanhe.

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