Capítulo 16 - Levaram ela

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Mike


—É ela... é Luna.

A aprovação do nosso desempenho quase engole as palavras que Valu diz. Seu sussurro consegue atravessar o nevoeiro da ira que atravessa meu córtex mental.

Tudo o que eu quero fazer nesse momento é gritar. Destruir.

Matar aquela puta.

Meu corpo vibra em cima de Valu.

Não consigo conter o tremor em meu corpo, nem a maneira que eu seguro ela com uma fúria maníaca. Cada célula do meu corpo se contrai, meus braços a envolve mais apertado enquanto minha mente processa a verdade muito difícil de admitir.

—É ela... é Luna.

A risada. A resposta negativa automática para tudo o que minha boneca faz.

Um desdém tão palpável que sufoca tudo em seu caminho.

—É ela... é Luna.

Deveria ser simples: ela sempre odiou Valu.

—Sinto muito. — Eu sussurro mais uma vez em seu cabelo. Ela está tremendo. Mais uma vez foi reduzida a temperatura do ambiente. A maldita cadela fará qualquer coisa para nos ver sofrer.

—Muito frio. — Os dentes de Valu estão batendo enquanto eu a pego e nós andamos de volta para a cama. Não espero por permissão. Em vez disso, tomo conta da minha menina da melhor forma que posso. Ela deita com cuidado, e eu pego o cobertor descartado e enrolo em volta do seu corpo agitado. Deitando ao lado dela, eu tento deixar o calor que irradia do meu corpo escoar em seus ossos.

—Eu dei a você...

—Recompensa. Recompensa. Recompensa.

É um cântico. Uma demanda daqueles idiotas depravados que assistiram eu machucar minha boneca. Que gemeram ao ver eu tomar a bunda virgem de Valu.

Retumbando, eles começam a pisar no chão debaixo dos seus pés, batendo palmas em intervalos de três antes de cantar mais uma vez recompensa.

Uma parte de mim quer rir. Eu posso imaginá-la agora, rangendo os dentes com raiva e nos encarando através das câmeras. Com um ódio sangrento porque seu amado público parece gostar de nós.

Eles não estão prontos para nos ver morrer. Nós somos o entretenimento, seu sujo e pequeno prazer, e eu não estou descartando usar isso para o nosso benefício.

Vou ganhar tempo.

Isso me ajudará a formular um plano melhor e sair.

E matar aquela fodida puta.

—O que eles merecem? — Luna ri, o som agudo irritante batendo em meus ouvidos. É forçado e tão falso como ela sempre foi. Me lembra do seu patético discurso cada vez que eu ia visitar minha boneca na agência.

Merda, como eu não coloquei isso junto antes?

Raiva autodepreciativa desliza pelas minhas veias e Valu se encolhe, estou segurando ela muito apertado. —Sinto muito. — É a única coisa que eu disse a ela desde que tirei meu pau da sua bunda. Involuntariamente, meu pau empurra na lembrança do céu que deixei para abraçar o inferno em que nós estamos.

—Estou bem. — Ela sussurra. Os olhos dela, arregalados e cheios de amor, olham para mim. —Apenas me abrace.

—Nunca peça ou implore por conforto, amor. É meu trabalho cuidar de você.

—Eu amo você. — Valu desloca-se no meu peito, pressionando-se mais perto, ao mesmo tempo ignorando meu pau semiduro se contorcer contra seu quadril. Mesmo enquanto sente o desconforto, ela ainda tenta aliviar minha crescente culpa.

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