Capítulo 16

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— Não, não pode! — disse, tirando minhas roupas, e entrando no box para tomar um banho rápido.

— Qual é, baby? Eu... — não escutei o resto, pois eu liguei o chuveiro, e o som da água caindo abafou sua fala.

É claro que eu tive que começar a me masturbar, o que era constrangedor, pois eu estava desse jeito por causa de John! Tudo bem, tudo bem, ele é meu namorado, tudo bem o fato de que seja normal eu ficar excitado por ele e ele por mim, mas tinha que ser agora? Estava tudo tão romântico, mas o "safado", tinha que estragar tudo como sempre faz! Um puta estraga prazeres!
Escutei batidas na porta, mas ignorei, só queria dar um jeito no meu "problema", logo. Por isso permiti aumentar os movimentos, e gemi um pouco, mas eu queria conter meus gemidos.

. . .

Eu consegui dar um jeito, mas apareceu outro problema — apesar desse não ser constrangedor.
John está com raiva de mim, está deitado, e me ignorando, não responde nem um A sobre as coisas que eu digo.

— Se for pra continuar de cu doce então dê o fora da minha casa, John Shelton! — anunciei, irritado, e fiquei surpreso pelo resultado.
John simplesmente levantou-se da cama e jogou as palavras na minha cara: "Céus! Por que não pediu logo? Não aguento ficar mais um segundo do teu lado!"

— Não, John, eu não quero que você vá embora! — segurei seu braço esquerdo, impedindo que ele saísse da cama. — Me desculpe se eu te chateei, mas eu ainda não estou preparado pra sexo! Você já transou com várias garotas, talvez já tenha pegado todas da escola! Mas eu não perdi a virgindade, e isso me assusta de alguma forma. Mas isso não significa que eu te despreze, seu corpo me dá prazer, e eu quero transar com você, mas não hoje, só quando eu estiver pronto. Por favor, tente me entender.

Uau! — foi o que ele disse, antes de virar o rosto pra mim e sentar do meu lado. — Amor, eu só estava brincando, eu só quero fazer sexo quando você estiver pronto também, não era pra você ter levado isso tão a sério.

— Então você não estava com raiva de mim?

— Não, não estava, e nem estou agora! Desculpe.

— Me desculpe também. — disse, e comecei a gargalhar, e ele também. Confusão nos define de qualquer jeito, mas pelo menos chegamos sempre em um final feliz.

Eu me deitei na cama, me aconchegando nos lençóis, e John fez o mesmo, deitando sua cabeça no meu peito. Então comecei a acariciar seu cabelo loiro, e ele sorria com os olhos fechados.

— No que está pensando? — perguntei.

— No que você esta pensando? — ele rebateu, e corei.

— Estou pensando no que você deve estar pensando.

— E eu estou pensando como sou feliz do seu lado.

Um rápido silêncio correu pelo quarto, e senti a respiração de John ficar cada vez mais pesada sobre mim.

— Eu te amo. — falei, mas não fui correspondido com um "eu também te amo", porque ele pegou no sono, e automaticamente eu também peguei.

. . .

"Bom dia, amor da minha vida!" acompanhado de um beijo longo e exagerado no topo da cabeça, e mais um pouco de carinho em minha bochecha.
Foi assim que eu acordei hoje.
John já tinha ido embora, para se arrumar e ir à escola, depois de fazer questão de preparar o café da manhã, mesmo eu tendo repetido diversas vezes: "Pode deixar que eu mesmo faço!" mas ele fez mesmo assim, nem se quer deu ouvidos à mim. Porém, não posso negar, a comida que ele faz é muito melhor do que a minha.

Eu acabei de chegar na escola, estou caminhando sozinho e em silêncio como nos velhos tempo, em direção ao meu armário, esperando que do nada uma figura loura apareça atrás de mim, e me deseje bom dia pela segunda vez com um grande abraço ou super beijo.

Caminhei até o meu armário, mas sem sucesso! Por que estou dizendo isso? Eu caminhei realmente até o local onde fica o meu armário, mas os garotos, que costumava ser amigos de John antes dele se assumir, estavam lá na frente, e suas expressões de raiva são de arrepiar!
O que eles estão fazendo aqui? Boa pergunta! Mas eu prefiro não saber, por isso virei-me de costas, e comecei a sair imediatamente. Pelo amor do Universo, que eles não tenha me visto! Algo me diz que eles querem algo comigo para estarem em frente ao meu armário com tanta raiva.
Caminhando com pensamentos confuso e me sentindo cada vez mais preso e perdido, nem percebei que tinha uma pessoa muito especial a minha frente, que me segurou, assim que esbarrei nela, para não caímos juntos no chão.

— Bom dia, meu amor! — exclamou, John. — Estava pensando no que?

— Nada.

Hm. — eu sabia que ele estava desconfiando, alguém por favor me diz por que é impossível esconder algo dele? Ele me conhece tanto assim? — Cadê seus livros, meu príncipe?

— Príncipe? — tentei mudar de assunto, fazendo o mesmo tipo de "birra" de sempre.

— É, príncipe, ou você prefere princesa?

— Eu sinceramente não prefiro nada!

O sinal tocou.

— Quando vai pegar seus livros? — perguntou, tocando no assunto de novo. — Aconteceu algo? Por que não pegou seus livros ainda? Será que eu estou de tornando irresponsável?

— Idiota, eu nunca serei como você!

— Olha, dizem que ficar muito tempo com alguém te torna igual a ela.

— Bem, isso não vai acontecer entre nós, John Shelton!

— Opa, opa, John Shelton não! É amor da sua vida!

— Bem, isso não vai acontecer entre nós, amor da minha vida! — corrigi, sarcasticamente.

— Então, vai me falar o que aconteceu?

— Por que você não vai pra aula? Eu tenho que ir também!

— Sem os livros?

— Eu te odeio, por que não dá pra esconder nada de você?! — me entreguei — Quer saber? A porra dos seus amiguinhos estão em frente do meu armário, com fogo ardendo nos olhos! Eu não vou arriscar perde minha vida de jeito nenhum!

— Primeiro, eles não são meus amigos. — disse ele, fechando a expressão, me dando medo. — E seja lá o que eles estejam fazendo, vão parar agora!

— John, espera!

Tarde demais!
John estava andando na direção deles, com os punhos cerrados, já se preparando para uma possível briga, e é tudo culpa minha!

— John, sem confusões! — tentei de novo, enquanto corria atrás dele, mas é claro que ele não me escutou, ele nunca me escuta, quando decidi que quer fazer algo ele simplesmente faz, e nunca me escuta!

— Vem cá, seus bandos de idiota. — disse John, assim que chegou, e infelizmente chegou primeiro, e eu infelizmente logo depois, sem conseguir fazer nada. — O que querem com meu namorado?

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