Depois que saí da casa de Carla estava me sentindo um pouco melhor, mas deitado em minha cama, olhando para o teto, meus pensamentos voltaram-se para Nora.
Eu a conheci através desses aplicativos de namoro, que era onde eu caçava. Fiquei lembrando do nosso primeiro encontro, quando ela tomou a iniciativa e me beijou, senti um arrepio. Algo que eu nunca tinha sentido antes. Ali eu vi que estaria perdido para aquela mulher.
Eu até tentei fugir disso e desmarquei de vê-la uma segunda vez. Saí com outras mulheres, mas quando as beijava não sentia absolutamente nada e terminava os encontros com uma desculpa qualquer.
Eu precisava experimentar mais dela e estava disposto a ver onde isso ia dar.
Tinha marcado com ela no meu antigo apartamento. Ela veio direto do trabalho. Saiu até mais cedo do trabalho para isso. Estava tão elegante de calça e blazer, e quando o clima esquentou e a vi de lingerie, fiquei louco. Ela usava renda rosa choque que contrastou com seu tom de pele morena, e ficou um pouco tímida. Disse que era a primeira vez que saia com alguém dessa forma. Eu acreditei nela e estava tenso com o que ela estava provocando em mim.
Quando finalmente a tinha sob mim, fiquei tão assustado que não sabia o que fazer. Não toquei nela o suficiente. Deveria ter aproveitado mais, mas ela era tão quente que quando comecei a afundar nela foi mágico. Ela estava tão molhada e apertada que eu até perguntei se era virgem, mas ela falou que já fazia um bom tempo que não estava com ninguém.
Eu estava tão louco para senti-la sem nada. A princípio ela não queria mais acabei convencendo-a de que não tinha perigo. Eu estava limpo e tinha feito vasectomia. Foi simplesmente fantástico e eu precisei me concentrar para não gozar antes dela. Nora era gostosa para caralho. Quando ela disse que estava perto, acelerei meus movimentos, mas me segurei para não ir junto, pois queria apreciar seu orgasmo até o fim.
O olhar dela e o sorriso em seu rosto, foi a coisa mais linda que eu já tinha visto. Me atingiu profundamente. E foi aí que a coisa desandou.
Eu me apavorei com a força do que eu estava sentindo. Fui tomar um banho e a deixei sozinha no quarto. Vesti minha boxer, peguei uma cerveja e fiquei rindo como um idiota de algo na TV, enquanto ela estava sentada na beirada da cama quieta.
Depois e alguns minutos, ela começou a se vestir, e nem assim eu fiz nada. Parecia que ela estava esperando uma atitude minha, mas mesmo assim eu não me mexi.
Então, ela se desculpou, mas disse que ia embora pois o clima ficou estranho, e ela estava se sentindo mal por isso. E eu sendo um idiota, em vez falar para ela ficar, me senti usado e comecei a me arrumar dizendo que tinha um compromisso também. Nem acompanhei ela até o taxi. Um verdadeiro babaca, hoje eu sei.
O orgulho só fez eu querer dar o troco e ser totalmente frio com ela. Combinei de encontrá-la e desmarquei no momento que sabia que ela já estava chegando. Ainda assim, algum tempo depois ela fez contato comigo e disse que queria me ver, só que mais uma vez, fui um imbecil e deixei passar muito tempo sem marcar nada.
Quando eu decidi finalmente, que não ia mais fugir do que eu sentia, mandei uma mensagem para ela. Ainda tenho o áudio com sua resposta no meu telefone...
O É sério isso? Cara, eu te procurei depois do papelão que você fez, disse que queria te ver. Aí, depois de dez dias, quase dez horas da noite de uma terça-feira, você pergunta se eu tô livre? Eu não sou um taxi para estar livre. Desculpa Luccas, mas desse jeito não dá para mim não.
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Segunda Chance
RomanceAos 41 anos, Nora Ribeiro ainda solteira, já havia se acostumado com a ideia que ficaria sozinha. Muitos relacionamentos problemáticos a deixaram cética quanto ao amor. O último encontro que teve, foi a quase um ano com um cara que ela conheceu num...
