Capítulo 48 - Luccas

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Vi quando ela entrou no taxi e corri atrás chamando por ela, mas não consegui alcançá-lo.

Fiquei na calçada, andando de um lado para o outro igual a um louco, quase arrancando meus cabelos, sem saber o que fazer. Pela reação dela, escutou minha conversa com Carla e deve ter entendido tudo errado. Bem, quase tudo. Nossa história acabou, no momento que percebi que amava a Nora.

Eu estava desesperado, quando Marcus e Carla chegaram perto de mim.

"Luccas! Se acalma meu irmão. "

"Como Marcus. Eu vou perdê-la. Você não viu como ela saiu daqui. Estava arrasada. Deve estar pensando que eu sou o pior dos canalhas. "

"Carla me contou. Você precisa esfriar a cabeça antes de fazer qualquer coisa. Vem, vamos entrar. "

Eu os segui de volta ao clube, e da minha sala comecei a ligar, mas ela não atendia. Tentei mais de dez vezes e nada. Por último já dava caixa postal direto. Ela deve ter desligado para não falar comigo.

Marcus pegou o número da casa dela com a Mônica, mas ela também não atendeu.

"Luccas, ela está chateada. Dê um tempo a ela. "

"Não cara. Quanto mais eu esperar pior. Preciso explicar tudo a ela. "

"Mas o que você vai fazer? Talvez ela não tenha ido para casa. "

"Então eu vou pressionar suas amigas. Elas devem saber onde ela pode estar. "

"Pode parar. Você não vai pressionar ninguém. Faz o seguinte, vai para casa dela e se ela não estiver, me liga. Eu vou falar com a meninas e tentar saber de algum lugar que ela possa ter ido. "

"Mas e o clube? Vamos abrir em meia hora. "

"Não se preocupe. Eu e o Montanha, tomamos conta de tudo Luccas. E se precisar de mim para falar com ela, é só me chamar que eu saio voando daqui. "

"Obrigado Carla. "

"É o mínimo que posso fazer, afinal também sou culpada. Eu sei o quanto ela é importante para você Luccas, e se para te ver feliz, eu tiver que me afastar, eu farei. "

Peguei minhas chaves e desci correndo para a garagem. Devo ter levado uma dezena de multas, mas o que me importava, era chegar até ela o mais rápido possível.

Quarenta minutos depois eu estava estacionando na frente da casa dela. Bati várias vezes na porta e nada. As luzes estavam acesas, sinal que ela estava em casa. Dei a volta e olhei pela janela da cozinha. Pude ver suas pernas no sofá. Ela estava deitada. Voltei para a porta da frente e comecei a esmurrar e chamar por ela.

"Nora, eu sei que você está aí. Abre a porta, por favor. Eu não vou sair até você me ouvir. "

Bati tanto na porta que ela abriu. Estava destrancada e eu entrei. Quando a vi jogada no sofá, o braço caído para fora e a boca aberta, entrei em pânico. Corri até ela e me abaixei perto. Ela estava apagada. Senti cheiro de álcool em sua boca, e quando olhei em volta, vi a garrafa de vodca vazia. Quanto será que ele tomou, meu Deus?

Tentei acordá-la, sacudindo seu corpo, chamando seu nome e até batendo em seu rosto, mas nada adiantou. Então, a peguei no colo e levei para o quarto, liguei o chuveiro, tirei minhas roupas e as dela deixando só minhas cuecas e sua lingerie, e a enfiei embaixo da água fria. Ela começou a se debater e engasgar com a água em sua boca.

"Calma anjo, sou eu. "

"Luccas? O quê...? Como você entrou aqui. "

"Você não atendia o telefone e eu vim. A porta estava aberta, te encontrei apagada no sofá. "

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