Capítulo 40 - Luccas

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Eu estava na merda. Nora ter me enxotado daquele jeito da casa dela, acabou comigo.

Eu não contei a ninguém, exceto ao Montanha o que tinha acontecido, e pela primeira vez, ele não conseguiu me dizer o que fazer. Ele apenas lamentou comigo.

Eu queria muito ir atrás dela e tentar fazê-la ver como eu a amava, mas não sabia como.

Marcus disse que ela não estava falando com ninguém, nem com as meninas, e veio me questionar.

"Cara, o que você fez com a Nora? "

"Já disse que não fiz nada, porra! "

"Mas então, por que ela está agindo assim? Mônica disse que nem o telefone ela atende. Luccas, eu bati na porta dela várias vezes por dois dias e ela nem respondeu. Só manda mensagens de vez em quando. "

"Que saber Marcus. Deixa ela em paz e a mim também. Eu não quero saber mais de vocês se intrometendo nessa história. Só está complicando. "

"Então aconteceu alguma coisa e você não quer me contar. Mas eu vou descobrir, e se a culpa for sua, você vai ter que se ver comigo. "

Ele saiu batendo a porta da minha sala. Eu não sabia o que pensar. Será que a ideia de estar comigo era tão ruim assim, que a deixou deprimida? Meu Deus! O que eu preciso fazer para essa dor no meu peito passar?

Eu continuava no meu sofrimento quando o Marcus voltou, e eu levantei gritando.

"Caralho Marcus, já disse para você me deixar em paz, porra! "

Ele não disse nada, e quando eu olhei para ele, seu rosto já me deixou preocupado. Ele parecia triste e seus olhos estavam vermelhos de choro. Eu engoli em seco.

"Luccas...eu...eu sinto muito. Tia Lucia ligou. É o seu pai. "

"Meu pai? Ele se foi, não é? "

Ele assentiu com a cabeça e eu desabei na cadeira aos prantos.

"Quando foi isso? "

"Foi a uma hora atrás, ela tentou te ligar, mas só dava caixa postal. "

"Merda! Eu esqueci de carregar meu telefone. Caramba Marcus...meu pai... "

Depois de alguns minutos, consegui me recompor e fui para a casa dos meus pais. Deixamos Montanha no comando do clube, já que era domingo e não dava para fechar a casa, Marcus foi seguindo meu carro.

Foi muito triste enterrar meu pai. Ver minha mãe, apesar de conformada, tão triste, me deixou muito mal. Como eu queria que a Nora estivesse aqui comigo. Eu tinha o Marcus, e a Carla também já tinha chegado, mas era ela quem eu precisava naquele momento.

Diante do túmulo do meu pai, eu jurei para mim mesmo que não ia viver outra situação dessas sozinho, sem ela do meu lado. Eu faria qualquer coisa para isso. Eu ia me declarar assim que voltasse.

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