Destino.

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Acordei até animada no outro dia. Ao que me lembrei assim que abri os olhos, Mark tinha me correspondido outra vez. E não tinha sido um sonho meu.

Para minha sorte, ele não estava mais comigo para me ver sorrir feito uma anormal ao olhar pro teto e lembrar disso tudo.

Era tão estranho sentir isso, afinal de contas, éramos como irmãos e escondiamos esse turbilhão de sentimentos um pelo outro por um medo tão bobo, por tanto tempo.

Esperava que Mark tomasse alguma atitude naquele dia, por isso acordei contente.

Me sentei sem pressa em minha cama, absorvendo a claridade que vinha lentamente através da cortina azul que minha mãe tinha trocado por persistência da minha parte. Ela insistia que deixaria meu quarto com cara de quarto de garoto, mas a convenci que de que ficaria bonito. Confuso pensar nisso naquele certo momento.

Então me levantei, indo ao meu closet para pegar minha pantufa, estava um frio muito incomodativo naquela casa. E ouvi barulho na cozinha.

Resolvi descer, para ver se mamãe estava acordada, ouvi barulhos de panelas na cozinha.

– Mãe! – eu gritei esperando que ela me ouvisse – Está aí em baixo?

Fui pulando de degrau para degrau, parecia um dia tão alegre apesar do frio, perfeito para nos sentarmos na varanda do fundos tomando chocolate quente com marshmellows, como sempre fazíamos. E ela tinha prometido que assim que ficasse em casa faríamos outra vez.

– Mãe! – gritei outra vez por conta de não ter resposta alguma, e empurrei o "portão" da cozinha, que era estilo velho oeste – Mark?

Vi Mark virando bacon numa frigideira, e tentando fazer ovos mexidos numa outra panela. Por isso o barulho, ele parecia estar se degladiando com o fogão.

– Mark! – eu o chamei de novo, parando ao seu lado – O que ainda faz aqui?

– Bom dia, baby. – ele me olhou com um olhar estranho, mas sorriu fracamente – É que sua mãe teve que sair urgentemente.

– Ah ok então. – sorrio e me sentei na cadeira esperando ele terminar de preparar a nossa primeira refeição.

– Vai sair para algum lugar hoje?- Mark sentou na cadeira à minha frente começando a comer.

– Na verdade, sim... - eu disse lembrando que BamBam e Yugyeom me chamaram para ir no shopping e depois no fliperama. – Por quê?

– Achei que iria ficar em casa e sofrer por mim.- ele disse brincando e eu revirei os olhos.

– Não sofro todo dia, as vezes eu estudo...- falei da boca pra fora e ele me olhou com os olhos arregalados.

– Você realmente sofre?- Ele disse após engolir a comida que estava na boca.

– Claro, esses dias que ficamos sem nos falar fez eu sofrer... por você ser meu melhor e único amigo... eu não tinha... com quem falar... – logo arrumei uma desculpa, mas sem gaguejar ou senão eu iria perder o argumento.

– Você não disse que estava ajudando uma amiga esses dias?- Ele largou o copo que segura na mesa e me olhou enquanto cruzava os braços. – Haemin você anda escondendo algo de mim?

Ah claro, muitas coisas, a principal é que eu sou perdidamente apaixonada por você. Foi o que pensei em falar, mas apenas saiu um:

– Você fez mais suco? Eu quero mais...- eu me levantei de onde estava sentada e fui abrir a geladeira.

– Haemin, o que está escondendo? Fala, você sabe que pode contar comigo.

– Mark, não é nada, foi o que te falei ok? Agora termina de comer. – Eu falei tentando me manter normal nas coisas que fazia.

[...]

– O que viemos fazer aqui exatamente?- BamBam perguntou lendo meus pensamentos enquanto andávamos atrás de um Yugyeom que olhava para cada loja.

– Silêncio ou não me concentro!- Ele disse eu revirei os olhos logo sendo cutucada pelo BamBam que ao o olhar vi ele apontar para uma das lanchonetes americanas encontrando Mark, Jaebeom e mais duas meninas na fila do caixa.

– Vamos lá neles!- BamBam logo disse e Yugyeom nos olhou tipo "neles? neles quem?". – Mark e Jaebeom com as meninas!

– Se quiser vá sozinho e não diga que estamos aqui!- Yugyeom logo me puxou para o lado dele e eu ouvia apenas tudo com atenção.

BamBam como uma boa criança obediente foi até os mais velhos e Yugyeom me puxou e começamos a correr até entrar em uma loja de roupas.

– Obrigada, Yug.- Sorrio para o mais alto.

– De nada, agora vamos comprar algo!- Ele me puxou para mais a dentro da loja.

Teardrops & Pizza - Mark TuanHistórias para pegar e não largar. Descubra agora