Sr. Desespero.

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O Sr. Desespero batia a porta.

Estava aprisionado a anos ou talvez séculos.

Era hora de solta-lo para que pudesse expor ao mundo toda sua indignação e gritar para todos o quanto estava fraco e descontente por toda aquela situação.

Uma xícara de chá não seria o suficiente para acalmar seus nervos a flor da pele, mas a calma viria. A galope, ou talvez vestido de tartaruga, mas levaria tempo até se acostumar com a idéia de que aquilo tudo passaria algum dia, só era necessário calma.

Estava implorando por justiça, e ansiando por vingança, e aquele velho ditado "a vingança é um prato que se come frio" virou a realidade mais quente descendo pela garganta e o rasgando por toda parte.

Era necessário ser encarada de frente, como um chefão na última fase do seu jogo favorito, e para vencer era necessário haver uma luta digna e cruel.

A guerra começou, mas ainda ouviam-se gritos do Sr. Desespero por toda parte, parecia um tipo de socorro ou protesto mas era um tanto desafiador, fascinante, amargo e astuto.

Enganar era seu forte, e ser enganado seria uma rasteira fatal.

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