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                                                           [Taehyung]

                                    Bonjour, chéris. •10:25 Eu... Queria falar com você sobre ontem      
Mas você não apareceu na faculdade... Eu realmente sinto muito se agi estranho. •10:26

                                                           [Taehyung]
       
Você não falta. Aconteceu algo? •10:59

                                                         [Taehyung]
               
                         Podemos conversar? • 11:34

5 chamadas perdidas de Taehyung.

Jogo o celular em algum lugar da cama  ignorando as mensagens e ligações perdidas, mantenho o foco nas duas últimas peças de roupa que faltavam na mala. Verifico mais uma vez para ver se não havia esquecido de nada, antes de finalmente a fechar, afinal não podia esquecer nada. Respiro fundo vendo as cenas de ontem como um loop em minha mente, tudo parecia se repetir de forma exagerada, fazendo meu coração acelerar demais — e não era de uma forma boa.

Por que Taehyung agiu tão estranho?

Sim, o certo seria o ouvir, ver qual seria sua explicação, mas não queria o ver, não agora. Afinal, não tínhamos nada além de uma amizade, então... Não sei.

Balanço a cabeça a fim de fazer os pensamentos irem embora, caminho até o banheiro observando como minha aparência deixava claro a noite de sono mal dormida, e o quanto eu parecia exausta. Devia dá um jeito nisso se não quisesse ter meus pais em cima de mim, mais preocupados do que normalmente eram.

— Você vai fazer uma viagem com amigos, Sophie. Se anime. — digo pra mim mesma forçando um sorriso. — Tudo bem que não é uma colônia de férias em Dubai, mas...

Acabo rindo da minha própria fala enquanto passava um pouco de base e corretivo para disfarçar as olheiras. Antes mesmo que eu possa terminar, ouço batidas na porta, e meu corpo por inteiro congela.

E se for o Taehyung? Céus, eu não sei se conseguiria o mandar embora, o que eu devia fazer?

Ando até a porta com passos pesados, enquanto parecia ser difícil respirar, para me certificar de quem se trata atrás do outro lado daquela porta de madeira, dou uma espiada pelo olho mágico respirando mais tranquila por ver Jackson arrumando o cabelo e o óculos escuros em frente a tela do seu celular.

— Obrigado — é a primeira coisa que ele diz assim que abro a porta.

— Hãn? — franzo a testa.

— Não seja tão modesta, So. — ele sorri grande me abraçando de lado. — Pode dizer que eu sou bonito.

— Você é tão convencido — o empurro de lado.

— O que foi? Um homem não pode ser bonito? Ora, sua bonitofobica! — sorrio voltando para o quarto — Ei, você parece meio apática, aconteceu algo? — ele me segue.

— Não, tá tudo bem. — pego a mala para levar para a sala.

— Nunca nada é nada para Sophie Dufour —  ele pega a mala da minha mão, e me puxa até minha cama —  Sente aqui e me conte o que está te deixando assim.

— Realmente não é nada, Jackson. — digo ao me sentar

— Somos amigos, So. Sabe que pode me contar tudo, não sabe? — ele faz carinho em minhas costas.

ONE NIGHT IN PARIS || KTH [EM REVISÃO]Onde histórias criam vida. Descubra agora