- Luke P. O. V. -
No geral, a semana toda não foi difícil. Claro que considerando que nunca tive de dar conta de tantas tarefas sozinho, eu até que me saí muito bem.
No sábado de manhã eu me programei para levar as roupas na lavanderia. Digamos que eu não seja tão organizado assim e tinham peças por toda a casa. Peguei o cesto onde eu geralmente as colocava e fui passando de cômodo em cômodo para verificar.
Ao passar pelo quarto de hóspedes as roupas que usei no sábado passado ainda estavam lá. Recolhi e quando fui olhar no bolso da calça eu encontrei o guardanapo onde Madison havia escrito seu número de telefone.
Eu estive tão ocupado a semana toda que nem me lembrei desse fato. O que será que ela estaria fazendo agora?
Encarei a tinta azul da caneta no pedaço fino de papel criando milhares de teorias até que finalmente resolvi ligar.
Disquei o número no celular e o mesmo chamou diversas vezes, eu estava prestes a desligar quando ela atendeu.
"Alô?" — eu me assustei ao escutar sua voz.
— Ah, oi Madison, é o Luke, se lembra de mim?
"Claro, como eu poderia me esquecer" — ela da risada — "tudo bem com você?"
— Sim, achei seu telefone e resolvi ligar. E você, como tá?
"Estou muito bem" — responde simpática.
— Aquele nosso almoço, ainda tá de pé?
"Com certeza!"
— Que tal hoje?
"Por mim tudo bem"
E assim nós conversamos mais um pouco e combinamos que cada um iria com seu carro até um restaurante que eu já conhecia e sabia que me sentiria confortável lá.
***
Ao chegarmos no locar, eu fui até o banco de traz e peguei Hope no colo juntamente com todas aquelas coisas que eu sou obrigado a carregar quando saio com ela de casa.
Madison chegou logo atrás.
— Oi! A Hope também veio! — ela me cumprimentou com um abraço e apertou as bochechas da pequena.
— Ela não perderia esse almoço por nada.
— Então vamos, eu to morrendo de fome — ela disse depois de rir.
Nós adentramos o estabelecimento e depois de checar minha reserva, nos dirigimos até uma mesa próxima a janela.
- Madison P. O. V. -
Nossas conversas estavam sendo bem agradáveis, em poucos minutos eu já havia contado a ele basicamente a minha vida e as coisas que fizeram me mudar para Los Angeles.
Contei a ele sobre a oferta de emprego que meu namorado recebeu e que acabei vindo pra cá com ele. Contei sobre meu trabalho na boutique do centro, e vários outros detalhes que pareciam adequados para se contar a um "estranho".
VOCÊ ESTÁ LENDO
Ghost Of Past | LRH
FanfictionEssa história é uma continuação de "Ghost Of You". "If I can dream long enough, you'd tell me i'd be just fine. I'll be just fine."
