Muhtar, meu amigo inconciente

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O paciente do quarto 313 é Muhtar Yautai.

Ele está deitado na cama, os pés pendurados para fora. Tem pernas de mosquito, e o torso ao qual elas estão conectadas é bastante longo também. Já era um homem magro quando chegou, mas emagreceu mais ainda. Se não acordar logo, definhará.

Pego a cadeira do lado da mesa que fica no canto do cômodo e a coloco a alguns centímetros da cama. Sento nela, descansando a cabeça nas mãos.

Sinto uma enxaqueca chegando. Vim conversar sobre Beth, mas é o Greg e a Nence que não consigo tirar da cabeça.

Muhtar é um amigo de Rio. Ele pediu a Beth para cuidar do homem e so em ultimos casos leva-ló para o hospital. Pois bem assim ela fez, ficamos com ele dentro do quarto que o williiam estava usando por um mês, ate beth ter a brilhante ideia de levalo para o hospital e dizer que tinha ' atropelado ele'. 

E não pergunte como alimentamos ele durante este ultimo mês, okay. Foi nojento e traumatizante! 

Muhtar é meu amigo agora, ele pode não saber mas ele é, um amigo com uma bala no abdomen e um traumatismo, segundo o medico assim que desinchar ele terá mais chances de acordar. Ontem me ligaram e falaram que havia desinchado, pediram minha assinatura para poder remover a hemoragia interna no canto esquerdo do seu cerebro, e cá estou eu para assinar. 

- Você não parece quere isto amigão - sorri para ele - você esta pleno e seguro deitado ai, parece ate o Femi! 

Suspirei, aquilo era loucura! 

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Ruby 

 – Que merda é essa, Ruby? Não me acorda a não ser que haja um incêndio.

– Isso é uma empresa de consorcios, não uma hospedaria.

Ela murmura "vaca" enquanto me afasto, mas ignoro. Outra coisa chamou minha atenção. Expiro através dos dentes e vou atrás de Mohammed. Mandei que ele fosse para o terceiro andar há uma hora, e é isso mesmo, ele ainda estava ali, apoiado no esfregão e flertando com Assibi. 

Uma moça de cabelo longo e com permanente, e cílios surpreendentemente espessos, olhos azuis e redondos acompanhados de uma boca carnuda que ate eu beijaria, a mesma era outra faxineira. Ela foge assim que me vê vindo pelo corredor. Mohammed se vira para me encarar.

– Ruby , eu estava só...

– Não me importa. Você lavou as janelas da recepção com água e 1⁄4 de vinagre destilado, como eu pedi?

– Sim, Ruby .

– Ok... me mostre o vinagre – ele muda o peso de um pé para o outro, olhando para o chão e tentando descobrir como sair da mentira que havia contado. Não me surpreende que ele não consiga limpar janelas, consigo cheirá-lo a três metros de distância, e é um odor rançoso e estagnado.

Infelizmente, o cheiro de uma pessoa não é motivo para demissão.

– Eu não ver onde eu vou comprar sou de ...

Dou-lhe instruções para chegar até a loja mais próxima e ele se arrasta até a escada, deixando o balde no meio do corredor. Chamo-o de volta para que limpe a própria sujeira. Quando retorno ao andar térreo, Yinka está dormindo novamente, me impreciona a sua capacidade de dormir de olhos abertos – os olhos fixados no nada, parecidos com os de Femi. Pisco para espantar a imagem da minha mente e viro para Bunmi.

– A Sra. Rotinu já foi?

- Não 

- vai lá e faça-a sair delá, mas educadamente. okay! Temos outros cliente para atender! 

Amor e obsessãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora