Sabe, o amor é algo memorável, algo lindo e único, hoje em dia eu entendo isso, porem antigamente não.
Antigamente eu achava que o amou era se doar totalmente a alguém, fazer tudo pela aquela pessoa, tornar ela um deus em sua vida, porem hoje eu per...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Talvez esse seja o mal da vida: sempre esperar mais das outras pessoas.
A dor ainda reverberava em meu peito, como se um peso invisível estivesse esmagando meu coração. As palavras que eu havia acabado de proferir, tão duras e esmagadoras, ainda ecoavam em minha mente. Sakura e Naruto estavam tendo um caso. A traição, a mentira... tudo aquilo que eu pensava que conhecia, tudo aquilo que eu acreditava ser sólido, estava desmoronando diante de mim.
Contudo, outra coisa me surpreendeu, suas reações não foram exatamente o que eu esperava: não existia surpresa ou choque, somente uma pontada de tristeza. Kiba parecia paralisado, como se a dor dele se amplificasse ainda mais pela minha própria agonia. Temari, ao contrário, se manteve em silêncio, assim como a maioria das pessoas ao nosso redor. Eles esperavam que eu descobrisse. Esperavam que, finalmente, eu enxergasse a verdade que estava diante de mim.
E eu me sentia indignada.
Por que ninguém teve a coragem de me contar? Por que ninguém se atreveu a abrir os olhos para mim, para que eu pudesse ver o que estava escondido nas entrelinhas daquilo que considerava uma relação sólida?
Durante todo esse tempo, no fundo, eu sabia que havia algo estranho. As falhas, as desconfianças que Sakura e Naruto, com suas palavras e gestos, deixaram escapar. Mas ninguém teve coragem de me apontar as brechas. Ninguém se importou o suficiente para me alertar.
Eu acreditaria? Não sei.
A dúvida, como uma sombra, sempre se escondeu dentro de mim. E, agora, ela parecia estar tomando conta de tudo. O que eu sentia e via agora não fazia mais sentido. O que restava era o vazio, e, no fundo, o medo de que a verdade, tão amarga, fosse real.
Às vezes, no silêncio do meu quarto, quando a solidão me envolvia completamente, me pegava pensando em tudo o que tinha acontecido. Eu, perdida em meus próprios pensamentos, não conseguia acreditar em mim mesma. As palavras de dor e os sentimentos confusos tomavam conta de mim, e a única coisa que eu conseguia entender era que algo estava quebrado.
Deixava minha consciência se perder em meio ao coração machucado, que, em silêncio, gritava. Gritava que tudo aquilo não passava de um mal-entendido. Gritava, em uma tentativa desesperada de me convencer de que nada disso era real.
Mas, no fundo, eu sabia. Sabia que as mentiras e os segredos estavam, finalmente, vindo à tona. E a verdade, por mais dolorosa que fosse, não poderia mais ser ignorada, todavia, isso não me impediu de quebrar outra vez.
O silêncio do meu quarto parecia me engolir por completo, tudo sumiu.
Agora, presa na minha própria mente, a escuridão se tornou reconfortante de certa forma. Eu queria acreditar que tudo era uma confusão, que as palavras mal interpretadas e as ações distorcidas não passavam de mal-entendidos. Mas a realidade se impunha, fria e implacável, se infiltrando nas pequenas fissuras que eu havia tentado ignorar por tanto tempo.