O Começo da Jornada

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Na manhã seguinte, a luz fraca do sol filtrava pelas janelas da minha casa, refletindo nas superfícies de madeira envelhecida e criando sombras suaves no chão

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Na manhã seguinte, a luz fraca do sol filtrava pelas janelas da minha casa, refletindo nas superfícies de madeira envelhecida e criando sombras suaves no chão. O silêncio da manhã parecia ainda mais denso, como se a própria natureza estivesse em pausa, esperando que eu tomasse uma decisão. Eu sabia que era hora de me preparar. O Hokage havia me convocado.

Embora a missão em si não parecesse grande, havia algo nas palavras de meu pai, algo na maneira como ele me entregou aquele papel, que me dizia que Suna não era apenas um destino geográfico. Era algo mais profundo, algo que eu ainda não conseguia entender. Um destino que eu ainda teria que descobrir.

A casa estava silenciosa, exceto pelo som do vento que sussurrava pelas frestas das janelas. Meus passos ecoaram pelo corredor enquanto eu me dirigia para o escritório do Hokage. Aquela sensação de incerteza me acompanhava, um nó apertado no peito, misturado com a responsabilidade que sempre senti.

Quando entrei, o Hokage estava debruçado sobre a mesa, os olhos fixos nos documentos que ele analisava, seu rosto grave e concentrado. A luz da manhã iluminava seu rosto com uma intensidade suave, mas não podia esconder a seriedade que emanava dele. Ele estava tenso, quase como se soubesse que essa missão não era apenas mais uma; era uma chave. Talvez a chave para algo dentro de mim que eu ainda não compreendia.

- Hinata, fico feliz que tenha aceitado a missão - disse ele, sem levantar os olhos. Sua voz era firme, mas havia algo nela que parecia tentar me tranquilizar, como se ele soubesse do peso que carregava. - Sei que você está passando por um momento difícil, mas essa missão é mais importante do que você imagina.

Sua voz tentava ser suave, mas eu podia perceber que, por trás das palavras, havia uma urgência oculta. Suna não era apenas uma viagem. Era um teste. Um teste de tudo o que eu acreditava ser, e talvez algo ainda mais complexo do que eu podia compreender no momento.

- O que exatamente eu vou fazer lá? - Perguntei, tentando manter a calma, mas sentindo uma inquietação crescente.

Ele se inclinou para frente, seus olhos finalmente se encontrando com os meus. Aqueles olhos, tão penetrantes, pareciam ver mais do que apenas minha expressão. Eles viam cada canto oculto da minha alma.

- Algumas crianças de Suna sumiram. Inicialmente, achamos que era um caso isolado, mas o país do Rio entrou em contato, relatando o mesmo problema. A situação se agravou ainda mais quando o número de mulheres desaparecidas também aumentou, todas com idades entre 11 e 18 anos.

Eu senti um frio correr pela espinha, uma sensação desconfortável que se espalhou rapidamente. A possibilidade de algo tão horrível acontecendo tão perto era quase incompreensível.

- Tráfico humano? - Minha voz saiu trêmula, mais por um instinto de tentar compreender o que estava acontecendo do que por qualquer outra coisa.

O Hokage respirou fundo antes de responder. Ele parecia pesar suas palavras, como se estivesse tentando me dar a verdade sem sobrecarregar ainda mais minha mente já cheia de dúvidas.

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