Sabe, o amor é algo memorável, algo lindo e único, hoje em dia eu entendo isso, porem antigamente não.
Antigamente eu achava que o amou era se doar totalmente a alguém, fazer tudo pela aquela pessoa, tornar ela um deus em sua vida, porem hoje eu per...
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À medida que avançávamos pelo beco escuro, os rastros no chão se tornavam mais evidentes. Pequenas marcas de pés descalços e algumas pegadas trêmulas indicavam que as crianças, ou pelo menos uma delas, haviam tentado escapar, mas algo as havia contido. Meu coração apertou com a ideia de que talvez já fosse tarde demais para elas.
Sasuke estava à frente, seus sentidos aguçados absorvendo cada detalhe, como se estivesse decodificando o cenário à nossa frente. A tensão entre nós era palpável, como se o ar ao redor estivesse carregado de uma energia perigosa, prestes a explodir. O cheiro de sangue, ainda presente, se intensificava à medida que nos aproximávamos do final do beco. A luz filtrada pela madeira das portas entreabertas projetava sombras longas e ameaçadoras sobre nós.
Quando chegamos a um ponto onde o beco se alargava um pouco, Sasuke fez sinal para que eu parasse. Ele avançou um passo à frente, seus olhos fixos no que estava à sua frente. Eu não conseguia ver de imediato, mas percebi que ele já havia notado algo. O silêncio era absoluto, exceto pelo som abafado de nossos próprios passos e da leve brisa do deserto que passava entre as rachaduras da cidade.
— Fique atrás de mim — Sasuke murmurou, a voz baixa e carregada de alerta.
Eu segui sua instrução, respirando fundo e tentando manter a calma. Meu chakra estava pronto, alertando para qualquer movimento nas proximidades. Não sabíamos o que ou quem nos esperava, mas o que quer que fosse, não seria algo fácil de enfrentar.
Sasuke empurrou a porta com precisão, fazendo um som baixo, mas suficiente para alertar qualquer possível presença dentro do local. Quando a porta se abriu completamente, uma visão perturbadora se revelou diante de nós. O espaço estava vazio, mas as marcas no chão e os móveis espalhados indicavam uma luta recente. O cheiro de sangue agora estava mais forte, quase impossível de ignorar. O ambiente estava carregado de uma tensão silenciosa, como se o próprio ar estivesse esperando o momento certo para se soltar.
Mas não havia ninguém ali. Nenhuma sombra. Nenhuma presença visível.
— Eles sabem que estamos aqui — disse Sasuke, a voz ainda tensa, enquanto seus olhos vasculhavam o local com precisão. — Não é aqui que vamos encontrá-los, mas eles nos querem aqui. Isso foi uma armadilha.
Eu senti um calafrio percorrer minha espinha. Sasuke estava certo. Tudo parecia ter sido armado para nos atrair para aquele local. As crianças, os desaparecimentos... era uma trama mais complexa do que qualquer um de nós imaginava.
— Precisamos voltar e informar Gaara — falei, minha voz carregada de urgência. — O que está acontecendo não é algo simples. Eles estão jogando com a gente.
Sasuke assentiu sem hesitar. Ele estava tão ciente da gravidade da situação quanto eu. O tempo era um inimigo que não podíamos permitir que se arrastasse. A pressão aumentava, e a sensação de que estávamos sendo observados, manipulados, não nos deixava.