Sabe, o amor é algo memorável, algo lindo e único, hoje em dia eu entendo isso, porem antigamente não.
Antigamente eu achava que o amou era se doar totalmente a alguém, fazer tudo pela aquela pessoa, tornar ela um deus em sua vida, porem hoje eu per...
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Sasuke não respondeu de imediato. Ele parecia ponderar minhas palavras, seus olhos se estreitando ligeiramente enquanto analisava o movimento ao nosso redor. O silêncio que se seguiu foi mais pesado do que qualquer resposta poderia ser, como se ele estivesse tentando juntar as peças de um quebra-cabeça incompleto, sem sequer saber se as peças estavam todas ali.
— Não é apenas incompetência — ele disse, finalmente, a voz baixa, quase um sussurro. — É deliberado.
Eu o olhei com atenção, tentando ler além de suas palavras, mas como sempre, Sasuke mantinha aquela barreira de frieza impenetrável.
— Deliberado? Você quer dizer... que alguém de dentro está envolvido? — perguntei, a hesitação transparecendo na minha voz, já temendo a resposta.
— Não acho. Eu sei. — Ele desviou o olhar para um grupo de crianças que brincavam despreocupadas na beira da praça, rindo e correndo, tão alheias ao perigo quanto o vento quente que soprava ao nosso redor. — Alguém está manipulando tudo isso, e não está fazendo isso sozinho. Essas crianças não desapareceram por descuido. Existe um padrão aqui, e eles têm um plano.
Cruciante, a revelação começava a fazer sentido. Mas a ideia de que alguém dentro da própria vila poderia estar facilitando, ou até orquestrando, esses desaparecimentos era revoltante. A realidade começava a se desdobrar diante de mim, como uma verdade amarga que não se podia mais ignorar. Uma cidade tão monitorada quanto Suna não permitiria que algo assim acontecesse sem a conivência de alguém com poder.
— E aquele lugar... — comecei, minha voz mais grave do que o esperado. — As marcas, os móveis deslocados, tudo indicava uma luta, mas... parecia encenado. Como se quisessem que encontrássemos aquilo.
Sasuke assentiu lentamente, seus olhos ainda fixos no movimento ao redor, como se absorvesse cada detalhe da cena à nossa frente, enquanto processava minhas palavras. A expressão impassível em seu rosto, como sempre, contrastava com a tensão crescente no ar. O silêncio entre nós parecia denso, como se o peso da conversa e da situação o envolvesse ainda mais.
— Exatamente. Eles não estão apenas escondendo algo. Estão brincando conosco. Querem que sigamos as pistas que deixam, mas nos mantêm afastados da verdade. E, pelo que vimos, eles têm experiência nisso. — Sua voz soou firme, mas havia algo mais, um tom de preocupação disfarçado na frieza. Sasuke nunca se deixava enganar facilmente, e ele sabia que estávamos lidando com algo muito mais complexo do que qualquer desaparecimento isolado.
Foi então que, como um estalo que quebrava a tensão no ar, uma percepção repentina se formou em minha mente, uma conexão que havia escapado antes.
— Eles não estão mais aqui. — Minha voz saiu baixa, quase como um sussurro, mas carregada de firmeza, como se, pela primeira vez, tivesse visto claramente algo que antes estava oculto. O impacto da ideia reverberou em mim, e, mesmo sabendo que a situação ainda era incerta, algo dentro de mim se acendeu com a urgência da revelação.