Sabe, o amor é algo memorável, algo lindo e único, hoje em dia eu entendo isso, porem antigamente não.
Antigamente eu achava que o amou era se doar totalmente a alguém, fazer tudo pela aquela pessoa, tornar ela um deus em sua vida, porem hoje eu per...
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O dia passou lentamente, como se o tempo tivesse se esticado, tentando me dar mais espaço para processar o que acabara de acontecer. Mas as horas não traziam respostas, nem alívio para o peso que apertava meu peito. Eu me perdi nas ruas de Konoha, sem rumo, sem um destino claro. A cidade que um dia parecia cheia de vida e significado agora parecia um labirinto vazio, onde tudo o que eu tocava se desmoronava.
Naquele momento, eu só queria que a dor parasse. Queria voltar a ser quem eu era, quem eu acreditava ser. Mas isso não era mais possível.
Eu sabia que precisava de uma solução, de um caminho a seguir, mas estava tão perdida dentro de mim mesma que não sabia por onde começar. O que fazer quando o que você acreditava ser a verdade, sua verdade, desmorona diante dos seus olhos?
Voltei para a minha casa ao entardecer, sentindo o peso de cada passo. A luz suave do sol poente penetrava pela janela, espalhando sombras longas pelo chão. Fui até o banheiro, olhei para o reflexo no espelho e quase não reconheci a pessoa que me encarava. A mulher que antes se via cheia de esperanças e certezas agora estava quebrada, com os olhos opacos, sem brilho.
Quem era eu, afinal? E quem eram eles? Naruto, Sakura... Será que alguma vez fui capaz de ver a verdade por trás das suas palavras e ações? Tudo o que eu acreditava agora parecia uma mentira, um teatro montado que eu não sabia como interpretar.
Sentei na beira da cama, tentando controlar minha respiração, enquanto uma sensação de vazio me tomava por completo. Eu já não sabia o que sentir, se raiva, tristeza ou, quem sabe, ambas. Não havia mais espaço para respostas fáceis. O que havia se quebrado era algo que não podia ser consertado com palavras ou gestos.
A porta do meu quarto se abriu com um estalo, e eu levantei os olhos lentamente, esperando encontrar Hanabi. Mas, para minha surpresa, era meu pai quem entrava, com o semblante sério e preocupado. Ele sempre soubera ser mais reservado, mas algo em seus olhos demonstrava que ele estava prestes a dizer algo importante.
— Hinata... — Ele começou, sua voz suave, mas firme. Ele sempre teve a habilidade de falar sem rodeios, e nesse momento, a franqueza dele parecia uma faca afiada.
— Eu sei o que aconteceu. — Ele disse, de forma direta. Seus olhos estavam mais pesados do que o normal, e parecia que ele estava segurando algo dentro de si. Algo que ele também precisaria processar.
Eu não disse nada. Não havia palavras. Eu o olhei, e ele me observou de volta, silencioso, esperando que eu reagisse.
— Não era minha intenção te fazer sofrer mais — ele continuou. — Mas o que você descobriu é algo que todos sabiam, inclusive eu. Não me orgulho disso, mas sabia que, eventualmente, a verdade viria à tona.
As palavras de meu pai me atingiram como uma onda fria. Como ele podia ser tão calmo diante disso? Como ele podia ser tão racional, enquanto eu me sentia consumida pela dor?