Bônus

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Leiam as notas finais

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Hope on

Já tinha passado um mês desde a morte da minha irmã. Tudo ficou meio esquisito nas primeiras duas semanas. Na terceira, meu pai finalmente saiu de casa e eu pude enfrentar a escola com as gêmeas.

Minha mãe ia visitar Ayla todas as segundas, quartas e sextas. Eu ia quando possível e meu pai ia somente nos domingos sempre sozinho. Tio Kol e Tio Elijah tentavam sempre acompanhar a minha mãe.

- Hope? - meu pai bateu na porta e entrou. - Filha, Eu vou visitar a Ayla, você que ir comigo?

Eu fecho o meu caderno que estava em cima da mesa e olho para ele. Faço que sim com a cabeça e calço uma sapatilha, que era da Ayla.

Entramos no quarto e até a metade do caminho, nós não tínhamos trocado uma palavra. Olho para o retrovisor e fico pensando no que eu estaria fazendo agora se ela não tivesse morrido.

Provavelmente, ela ia estar brigando com o meu pai por alguma coisa boba, e depois ela ligaria para a Clary, que agora virou uma amiga nossa, falando para ela o que aconteceu. Ela ia bater na minha porta depois e falar alguma coisa tipo 'mano, ele enche o saco as vezes, não?' e eu ia rir da cara dela.

- No que você está pensando, princesa? - meu pai perguntou olhando para mim e depois para frente de novo.

- No que estaria acontecendo se ela estivesse aqui - eu respondi e suspirei - Mas, enfim, só isso.

- Entendi - ele falou - Sabe, querida, você deve falar com alguém, já faz um mês, e eu sei que é pouco tempo ainda, e que nós temos que nos adaptar com a falta dela, mas também, você precisa voltar a ser a Hope, a menina alegre e falante, eu sei que era isso que a Ayla queria.

Quando meu pai falou o nome dela, eu pude sentir que o coração dele e o meu se apertou um pouco, pois o silêncio que se instalou falou mais alto.

- Eu sei que você ouve a mensagem que ela te deixou - ele comentou - Eu faço a mesma coisa, mas eu sei que ela iria que nós continuássemos indo para frente e não ficar parados no meio do caminho.

- Pai, para - eu falei olhando para frente e já sentindo as lágrimas - por favor.

- Ta bom, querida - ele disse e estacionou o carro - Chegamos.

Tiramos o cinto e saímos do carro. Falamos 'bom dia' para o segurança que estava na porta do cemitério e entramos.

Passamos pelo mesmo caminho de sempre até chegarmos no de Ayla. Me abaixei e coloquei a mão lápide como se eu pudesse senti-la.

Meu pai colocou as flores que ele tinha pego no jardim encostado na lápide e tirou as antigas que já tinha secado. Ele me abraçou de lado, e ficamos lá por uns dez minutos.

- Vamos? - meu pai perguntou.

Fiz que sim com a cabeça e fomos em direção ao carro. Geralmente é assim essas visitas, ficamos olhando para a lápide e, as vezes, choramos e outras só ficamos parados. Tem vezes que eu sento na grama e bato um papo com a Ayla. Eu sei, estranho.

Meu pai pegou na minha mão e chegamos no carro. Ele destrancou a porta e já ligou o motor. Eu abri a porta e fiquei olhando para o lugar até meu pai pedir para eu fechar a porta.

Saímos de lá e fomos para a escola, onde ele me deixou e eu fiquei esperando a Josie e a Lizzie na porta.

Narrador on

O dia estava bonito com o sol batendo no cemitério e fazendo alguns lugares brilharem com coisas que seus relativos deixavam lá.

O lugar estava calmo, tirando a pequena movimentação vindo da terra em frente a uma lápide.

De repente, uma mão sai de dentro da terra, o guarda corre até a direção do lugar e tenta ajudar a moça a sair do buraco.

- Você está bem? - ele perguntou.

- Eu preciso falar com a Hope - ela respondeu com metade do corpo ainda debaixo da terra.

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E aí, galerinha? Vocês realmente acham que eu iria matar a criaturinha?

Mas enfim, surpresa.

Não sei quando a segunda parte vai sair, daqui alguns meses, talvez abril ou maio, mas vai ter uma continuação. Não sei se vcs vai gostar ou não, mas no meio tempo eu vou escrever uma história de minha autoria e gostaria que vcs participassem. Me mandem um personagem que vcs mesmo criaram, me falem tudo sobre ele, e se vcs forem escolhidos, vou mandar uma mensagem pedindo para detalhes mais específicos. Podem comentar tbm se vcs preferirem. Teremos mais detalhes no carnaval.

Enfim, espero que vcs tenham gostado do 1° livro,

Bjos bjos
Bia

A mikaelson perdidaOnde histórias criam vida. Descubra agora