Capítulo 16

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- Dg Narrando -

Refiz todas as contas pela décima vez e anotei no caderno e conferi feliz por está tudo batendo. Anotei mais algumas coisas e saí da boca vendo o Cuíca e o Menor conversando.

- As conta bateu, chefe? - Cuíca perguntou me olhando

- Sim, tudo certinho - falei olhando pra ele - Esse Rael é bom nas contas e ainda fez uma planilha doida lá

- Ou, garota - Menor mexeu com uma menina moreninha que passou e a mesma parou

- Oi - falou acenando com a cabeça pra ele

- Parou de me responder no zap, sou tão chato assim? - perguntou e ela sorriu de lado me fazendo negar com a cabeça, já vi esse filme

- Não, é que eu - estava falando mas o Rael parou com a moto em frente a boca

- Tá fazendo o que ai, Juliana? - Rael perguntou sério

- Eu? Nada - negou olhando pra ele - Só estava passando

- Nada? - perguntou debochado - Sobe na moto que eu te levo

- Não precisa, Rael - tentou negar

- Sobe agora - falou sério e ela bufou aubindo, na hora ele arrancou com a moto

- Tá doido de dar mole pra mulher de bandido? - Cuíca perguntou olhando pro Menor - Sem cobiçar a mulher do próximo, irmão

- Até onde eu sei ela não é mulher dele e nem de ninguém - Menor se defendeu

- Você pegou essa garota? - perguntei coçando a nuca, o que eu menos precisava era treta entre o meu pessoal e principalmente por causa de mulher

- Não? Eu estava falando com ela mas parou de me responder do nada - falou me olhando

- Melhor se afastar então - falei pegando o maço de cigarro no bolso

- Eu vou perguntar pra ele se ele tem algo com ela - falou e eu neguei

- Tem buceta pra caralho nessa favela, irmão - falei sério - Essa você já viu que é confusão, deixa pra lá

- Ta bom - falou e eu acendi o meu cigarro

- Olha a viúva - Cuíca falou e quando eu olhei na direção que ele olhava a tal Nat descia o morro com o filho

- Ih, o cabelo do moleque - Menor falou rindo, ele estava com o cabelo verde e com alguma coiza em cima que eu não soube identificar pela distância

- Coisa de doido - neguei com a cabeça

- Cabelo do Kauã -

- Cabelo do Kauã -

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- Nathália Narrando -

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- Nathália Narrando -

O Kauã tinha dormido na casa da minha sogra e eu aproveitei pra ir em um barzinho com a Gabi, foi muito bom conhecer novas pessoas, tinha tempo que eu não saía. No dia seguinte eu ainda fui na rua comprar algumas coisas com ela e na volta aproveitei pra ir pegar o Kauã.

- O André ficou bem interessado em você - Gabi falou se referindo ao colega de trabalho dela

- Ele é bonito - falei me lembrando dele

- Posso passar o seu número? - perguntou me olhando

- Eu já tô conversando com o tatuador, Gabi, vamos com calma - falei olhando pra ela

- Quem tem calma é pescador, Nathália - bufou - Vou passar

- Eu nem disse se quero - falei e ela revirou os olhos

- Tem que querer nada não - falou e encerramos o assunto quando nos aproximamos da casa da dona Fátima

- Oi, gente - cumprimentei as amigas da minha sogra que estava no portão e o Kauã se levantou na hora, ele estava jogando no tablet - Vamos, meu amor?

- Vamos - falou me abraçando e eu beijei a testa dele - Brincou muito? - perguntei e percebi a minha sogra entrando em casa

- Demais - falou sorrindo - Assisti vários filmes com a minha vó e ela me levou na quadra pra jogar

- Brincou muito então - falei sorrindo

- Apagou cedinho - minha sogra falou saindo e me entregou a mochila

- Ele deu trabalho, sogra? - perguntei e ela fez uma cara pensativa fazendo o Kauã olhar indignado

- Não, ele nunca dá - falou e eu ri

- Vamos? Tô cansado - Kauã chamou minha atenção

- Cansado? Você tá muito novo pra tá cansado - dona Gilda, uma amiga da minha sogra falou

- Ah, mas a senhora tá muito velha e tá viva, então eu posso ficar cansado - Kauã falou dando de ombros e eu arregalei os olhos

- Pelo amor de Deus, Kauã - falei baixo negando com a cabeça e a Gabi só sabia rir

- Bem feito - Gabi falou rindo e fez um toque com ele

- Gabriela - repreendi

- Briga com ele não - minha sogra falou rindo - Ninguém manda ela ser incherida e ele não falou na maldade

- Mesmo assim - falei e ela abanou com a mão como se tivesse tudo bem

- Bora, mãe - Kauã chamou e eu me despedi da minha sogra dando um beijo no rosto dela e acenei para os outros

NatháliaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora