Sabe quando você acha que tem o controle de tudo na sua vida mas algo acontece e você percebe que nada é como você imaginava? Nathália sempre teve uma vida diferente das meninas da sua idade, engravidou cedo e teve que amadurecer mais rápido do que...
Refiz todas as contas pela décima vez e anotei no caderno e conferi feliz por está tudo batendo. Anotei mais algumas coisas e saí da boca vendo o Cuíca e o Menor conversando.
- As conta bateu, chefe? - Cuíca perguntou me olhando
- Sim, tudo certinho - falei olhando pra ele - Esse Rael é bom nas contas e ainda fez uma planilha doida lá
- Ou, garota - Menor mexeu com uma menina moreninha que passou e a mesma parou
- Oi - falou acenando com a cabeça pra ele
- Parou de me responder no zap, sou tão chato assim? - perguntou e ela sorriu de lado me fazendo negar com a cabeça, já vi esse filme
- Não, é que eu - estava falando mas o Rael parou com a moto em frente a boca
- Tá fazendo o que ai, Juliana? - Rael perguntou sério
- Eu? Nada - negou olhando pra ele - Só estava passando
- Nada? - perguntou debochado - Sobe na moto que eu te levo
- Não precisa, Rael - tentou negar
- Sobe agora - falou sério e ela bufou aubindo, na hora ele arrancou com a moto
- Tá doido de dar mole pra mulher de bandido? - Cuíca perguntou olhando pro Menor - Sem cobiçar a mulher do próximo, irmão
- Até onde eu sei ela não é mulher dele e nem de ninguém - Menor se defendeu
- Você pegou essa garota? - perguntei coçando a nuca, o que eu menos precisava era treta entre o meu pessoal e principalmente por causa de mulher
- Não? Eu estava falando com ela mas parou de me responder do nada - falou me olhando
- Melhor se afastar então - falei pegando o maço de cigarro no bolso
- Eu vou perguntar pra ele se ele tem algo com ela - falou e eu neguei
- Tem buceta pra caralho nessa favela, irmão - falei sério - Essa você já viu que é confusão, deixa pra lá
- Ta bom - falou e eu acendi o meu cigarro
- Olha a viúva - Cuíca falou e quando eu olhei na direção que ele olhava a tal Nat descia o morro com o filho
- Ih, o cabelo do moleque - Menor falou rindo, ele estava com o cabelo verde e com alguma coiza em cima que eu não soube identificar pela distância
- Coisa de doido - neguei com a cabeça
- Cabelo do Kauã -
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- Nathália Narrando -
O Kauã tinha dormido na casa da minha sogra e eu aproveitei pra ir em um barzinho com a Gabi, foi muito bom conhecer novas pessoas, tinha tempo que eu não saía. No dia seguinte eu ainda fui na rua comprar algumas coisas com ela e na volta aproveitei pra ir pegar o Kauã.
- O André ficou bem interessado em você - Gabi falou se referindo ao colega de trabalho dela
- Ele é bonito - falei me lembrando dele
- Posso passar o seu número? - perguntou me olhando
- Eu já tô conversando com o tatuador, Gabi, vamos com calma - falei olhando pra ela
- Quem tem calma é pescador, Nathália - bufou - Vou passar
- Eu nem disse se quero - falei e ela revirou os olhos
- Tem que querer nada não - falou e encerramos o assunto quando nos aproximamos da casa da dona Fátima
- Oi, gente - cumprimentei as amigas da minha sogra que estava no portão e o Kauã se levantou na hora, ele estava jogando no tablet - Vamos, meu amor?
- Vamos - falou me abraçando e eu beijei a testa dele - Brincou muito? - perguntei e percebi a minha sogra entrando em casa
- Demais - falou sorrindo - Assisti vários filmes com a minha vó e ela me levou na quadra pra jogar
- Brincou muito então - falei sorrindo
- Apagou cedinho - minha sogra falou saindo e me entregou a mochila
- Ele deu trabalho, sogra? - perguntei e ela fez uma cara pensativa fazendo o Kauã olhar indignado
- Não, ele nunca dá - falou e eu ri
- Vamos? Tô cansado - Kauã chamou minha atenção
- Cansado? Você tá muito novo pra tá cansado - dona Gilda, uma amiga da minha sogra falou
- Ah, mas a senhora tá muito velha e tá viva, então eu posso ficar cansado - Kauã falou dando de ombros e eu arregalei os olhos
- Pelo amor de Deus, Kauã - falei baixo negando com a cabeça e a Gabi só sabia rir
- Bem feito - Gabi falou rindo e fez um toque com ele
- Gabriela - repreendi
- Briga com ele não - minha sogra falou rindo - Ninguém manda ela ser incherida e ele não falou na maldade
- Mesmo assim - falei e ela abanou com a mão como se tivesse tudo bem
- Bora, mãe - Kauã chamou e eu me despedi da minha sogra dando um beijo no rosto dela e acenei para os outros