Capítulo 47

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Maratona com alguns capítulos com a meta de 90 comentários, e 150 votos em cada capítulo.( Para uma possível maratona domingo)

Depois que acabamos de comer eu levei as coisas pra lavar e deixei eles jogando soltei uma risada da cozinha quando escutei o grito de gol do Kauã. Aproveitei que eu estava na cozinha e fui terminar de ajeitar algumas coisas.

- Nat - Cuíca começou a falar entrando na cozinha e eu quase deixei o copo que eu estava colocando no armário cair

- Meu Deus - falei bufando - Sempre me assustando

- Desculpa por ser tão feio - falou rindo e terminei de guardar as coisas

- Não é feio - falei passando um pano na pia pra tirar a água

- Não? - perguntou e eu me dei conta do que tinha falado

- Não - falei simples - É sorrateiro - falei pra mudar de assunto

- E você assustada demais - retrucou

- Cadê o Kauã? - perguntei lavando as mãos e eu sequei a mesma

- Foi lá em cima, disse que ia tomar banho antes que você brigasse - contou

- Certo ele - falei rindo

- Posso te perguntar uma coisa? - perguntou e eu me encostei no armário

- Pode - confirmei com a cabeça e ele coçou a cabeça

- Você é solteira? - perguntou sem graça

- Livre, leve e solta - brinquei e ele sorriu de lado

- Entendi - falou me observando

- E você? Não arranjou ninguém pelo morro não? - perguntei olhando pra ele

- Sério não - falou me olhando

- Sexo sem compromisso? - perguntei e ele confirmou

- Ainda não tive essa vontade de um lance mais sério, então pra não sacanear a pessoa eu evito - falou e eu abri a geladeira

- O povo não tem responsabilidade afetiva - falei pegando a minha garrafinha e fechei a geladeira

- Como assim? - perguntou e eu bebi um pouco de água

- Se envolvem e fazem as coisas sem pensar se vai afetar o outro - falei tentando explicar

- As vezes a pessoa até fala que não quer nada sério - falou e eu assenti

- As pessoas se apegam - falei simples e fui até a pia pra deixar a garrafinha já que a mesma tinha esvaziado. Quando eu me virei tomei um susto, o Cuíca estava na minha frente, eu estava entre a pia e o corpo dele - Cuíca - falei me assustando

- Foi mal - falou rindo fraco - Você é linda, sabia?

- Sabia - falei e tenho certeza que eu fiquei avermelhada 

- Ainda bem que sabe - falou me olhando com atenção e alisou meu rosto, levou a mão por dentro do meu cabelo até a minha nuca

- Eu acho me - eu nem consegui terminar de falar já que ele me juntou os nossos lábios, não demorou e iniciou um beijo que começou lento mas logo ganhou uma intensidade e sincronia muito gostosa. Puta que pariu! Ele beijava bem pra caralho - Cuíca - sussurrei em meio ao beijo

- Que? - perguntou mas não tirou a mão da minha nuca e muito menos da minha cintura

- Não tá certo - falei baixo - Nós estamos ficando amigos

- Tá ruim? - perguntou e eu abri os olhos

- Não - falei baixo

- Então - sussurrou deixando um beijo no meu pescoço - Só mais um pouquinho

- É, mais um pouquinho não tem mal - mal terminei de falar e ele voltou a me beijar

Sabe aquele beijo que te deixa toda mole e já pensando no que vem depois? É o beijo do Cuíca, um beijo instigante e a famosa pegada que desgrama.

- Chega - afastei o mesmo e suspirei

- Foi ruim? - perguntou e eu revirei os olhos fazendo ele soltar uma risada maliciosa

- O Kauã daqui a pouco desce e eu não quero que ele me veja nessa situação, entende? - falei e ele assentiu

- Me desculpa, Nat - falou me olhando e eu ajeitei o meu cabelo - Se tu se sentiu desrespeitada não foi essa a intenção

- Relaxa - falei indo até a geladeira e peguei uma garrafa de água - Somos dois adultos solteiros que fizeram o que sentiram vontade, né?

- Exatamente - falou e eu peguei um copo no armário, enchi o mesmo e bebi respirando fundo em seguida - Tá tudo bem?

- Sim - falei e bebi mais um pouco, eu estava parando uma adolescente excitada após a primeira pegação

- Cuíca - escutei a voz alta do Kauã e não demorou pro mesmo aparecer na cozinha

- Oi, carinha - Cuíca falou se virando pra ele

- Vamos jogar mais? - perguntou olhando pra ele

- Vamos - Cuíca confirmou

- Vem então - arrastou o Cuíca pra sala e eu coloquei as coisas na pia

- Tá fudida, Nathália - falei baixo batendo a mão na testa e me lembrando do beijo

O Kauã tinha dormido na minha mãe e eu aproveitei pra arrumar a casa bem cedo, no meio da tarde eu saí de casa pra ir na padaria e depois na minha mãe ficar um pouco lá e pegar o Kauã.

- Anda, menino! Segura essas coisas - escutei a voz de uma mulher falando e quando eu olhei era o Cuíca com a dona Cida, tia dele, na entrada da padaria

- Calma, tia - falou pegando as bolsas e eu terminei de pegar as minhas coisas na prateleira - A senhora pode não falar comigo assim? Se nego ouve pega mal pra mim - eles entraram na padaria mas tinham me visto ainda

- E eu com isso? Sou sua tia e você me obedece, fim de papo - falou e eu segurei uma risada

- Você é fogo - negou com a cabeça e eu fui levar as coisas pra dona da padaria

- Oi, Nat - dona Cida falou assim que me viu e o Cuíca arregalou os olhos

- Oi, dona Cida - sorri olhando de lado pra mesma

- Cadê o pequeno? - perguntou sorrindo, todo mundo no morro gostava do Kauã, sem falar que ele era bem simpático e conversava com todo mundo

- Tá na minha mãe - falei olhando pra ela

- Aproveita enquanto tá pequeno, depois cresce e acha que não pode mais brigar - falou olhando pro sobrinho

- Tia - Cuíca repreendeu

- Briga mesmo, dona Cida - falei e peguei as coisas quando a dona da padaria me chamou, eu tinha pedido o pão assim que eu entrei

- Não dá força - Cuíca falou e a tia deu um cutucão nele

- Coloca na linha - falei brincando pra dona Cida

- Vou mesmo - falou rindo e eu estava segurando uma risada da cara envergonhada dele

- Tchau - acenei pra eles e saí rindo

NatháliaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora