Capítulo 20

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Acabou que na parte da tarde o Michel foi pra rua e acabou levando o Kauã, como eu estava sozinha aproveitei pra dormir um pouco. Acordei no final da tarde, tomei um banho e quando estava terminando de me arrumar o Michel entrou no quarto.

- Termina de se ajeitar pra gente sair - falou me olhando

- Oi? Sair pra onde? Cadê o Kauã? - perguntei rápido

- Deixei ele na minha mãe e eu já tomei o meu banho lá - falou me olhando - E nós vamos dar uma volta

- Preciso me arrumar muito? - perguntei terminando de pentear o meu cabelo

- Tá ótima assim - falou e eu assenti, eu estava com esses "vestidos de grávida" justinho e que marcava bem o meu corpo

- Já fico pronta - falei e ele saiu do quarto. Passei uma maquiagem levinha e assim que fiquei pronta desci atrás do Michel que estava assistindo tv na sala

- Bora - falou se levantando - Tá gata pra caralho - me deu um selinho demorado

- Você também - falei sorrindo e saímos de casa - Vamos pra onde? - perguntei assim que entrei no carro e percebi que não tinha ninguém seguindo o carro

- Lá no asfalto - falou colocando a mão na minha perna

- Cadê o Gb ou o Neguinho? - perguntei pelos meninos que faziam a segurança dele e da nossa casa

- Neguinho tá de folga e Gb tá de segurança lá na minha mãe por causa do Kauã - falou explicando

- Você tá indo pro asfalto sem segurança? - perguntei olhando pra ele - Ficou louco?

- Eu não tenho ficha na polícia, relaxa - falou calmo

- Impossível - falei sincera

Durante o caminho ele foi me distraindo e eu consegui ficar um pouco mais calma. Quando chegamos eu percebi que era uma praia e pelo horário tinha poucas pessoas. Desci do carro e eu percebi o mesmo pegando algo no banco de trás, quando olhei era uma garrafa de vinho.

- Não querendo ser chata - falei tirando a minha rasteirinha e ele tirou o chinelo - Viemos fazer o que aqui? - perguntei e começamos a andar pela areia

- Tentar que você me desculpe - falou segurando na minha mão

- Ah, isso é um pedido de desculpas? - perguntei e nos sentamos na areia - Então uma praia e uma garrafa de vinho é a solução dos problemas?

- Não, eu sou a solução dos problemas - falou abrindo a garrafa e eu soltei uma risada - Isso é apenas um bônus - falou aprontando pra praia e pra garrafa

- Você é muito engraçadinho - falei e ele bebeu um pouco do vinho pelo gargalo mesmo

- Eu não quero você chateada comigo, Nat, machuca do mesmo jeito que o Kauã de cara virada pra mim - falou me entregando a garrafa

- Que romântico - ironizei e bebi um pouco - Eu fiquei puta com você pelo fato do Kauã ter ficado triste, se ele não tivesse ficado chateado eu não teria nem ligado

- Eu prometo que isso não vai se repetir - garantiu

- Você não pode prometer isso - falei rindo sem humor - Se te chamarem do nada pra uma reunião você tem que largar tudo e ir

- Confia em mim pô - falou pegando a garrafa e bebeu mais

- Sabe o seu defeito? - perguntei e ele negou

- Sou sem defeitos - brincou e eu bati no braço dele

- Você é um ótimo pai - falei simples - Se você fosse igual vários bandidos que nós conhecemos que nem liga pros filhos estaria tudo de boa

- Isso é - falou pensativo - Mas eu jamais conseguiria ser assim

- Eu sei - falei sincera

- Me perdoa? - perguntou e eu ri - Tá rindo porque agora?

- Sabe quando eu te perdoei? - perguntei e ele negou - Quando eu escutei a risada do Kauã e percebi que ele não estava mais chateado

- Eu deveria ter imaginado - falou rindo - Mas foi bom termos saído um pouco

- Foi sim - concordei bebendo um pouco

- Eu ia até cantar pra vê se você me perdoava logo - falou e eu olhei desconfiada pra ele

- Cantar o que? - perguntei desconfiada

- Amor, senta aqui no meu colo, desta vez eu imploro, eu imploro - começou a cantar e eu sorri - Amor, faz as pazes comigo, nosso amor é tão lindo, é tão lindo

- Golpe baixo - falei e ele soltou uma gargalhada, essa era a "nossa música" ele cantou na nossa primeira briga ainda na época de namoro, ele sabia que eu adorava as músicas do Belo e acabou fazendo parte do nosso relacionamento

- Eu sei - falou rindo e segurou o meu rosto - Te amo, garota - falou e nem deixou eu responder, me deu um selinho demorado que logo se tornou um beijo calmo e cheio de desejo que aos poucos foi ganhando velocidade

NatháliaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora