Capítulo 6

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A noite de ontem foi completamente divertida. Depois de decidirmos começar a beber shots no pub, eu, o Tae e a Sarah ficámos alegres o suficiente para rir sem parar durante o resto da noite. O responsável Jun teve de tomar as rédeas da situação e conduzir o carro da Sarah, devido a não ter bebido além de uma cerveja. O Taehyung contou montes de histórias do exército, algumas bem embaraçosas. Contou-nos como sentia a falta da sua namorada e como lhe custava discutir com ela devido às saudades, ou como se emocionava a ver kdrama ou dorama. Depois de o Jun me ter deixado em casa segundo as orientações do GPS, devido a eu ainda não conhecer bem a zona, a minha cabeça viajou para a noite da festa em que o Dylan me beijou e como desde aí não trocámos mais nenhuma palavra.

Olho para o relógio e vejo três da tarde, sem dúvida que precisava de dormir. Corro a persiana como todos os dias faço e imediatamente os raios de sol batem na minha cara fazendo-me fechar os olhos. Abro as portas do meu roupeiro e decido usar um fato de treino branco confortável, tiro as peças da cruzeta e coloco-as direitas na cadeira da secretária. A minha boca ainda tem o saber a álcool então abro a janela de maneira a arejar o quarto e de maneira a que os meus pais não percebam. Faço a cama e dirijo-me à casa de banho para lavar os dentes e tomar um duche. Abro a porta e assusto-me com o rapaz em troco nu e com uma toalha enrolada à cintura que encontro na casa de banho a passar os dedos no seu cabelo em frente ao espelho.

"AHHHHHHHHHHHH!!!!!" o meu grito foi tão alto que poderia jurar que todo o quarteirão pode ouvir. O rapaz que também se assustou com a minha presença veio em direção a mim e tapou-me a boca com a sua mão.

"Shhhh porque é que estás a gritar?" ele franziu a cara antes de retirar a mão da minha boca.

"Porque é que estás a tomar banho na minha banheira? Como é que entraste aqui?" atrás de mim ouço os passos da minha mãe e do Sang que entraram disparados no meu quarto provavelmente pensando que tinha acontecido alguma coisa comigo. E aconteceu.

"O que é que se passa?" a voz da minha mãe soa aflita atrás de mim.

"O que é que o rapaz dos biscates está a fazer aqui?!" Berrei mesmo de costas para a minha mãe e o rapaz riu das minhas palavras.

"Sim, não sabia que as empregadas também tinham direito a uma cama e casa de banho privada aqui em casa" o sorriso malicioso na cara dele faz a minha irritação sobressair e eu juro que estou capaz de lhe aplicar um Dollyo Jirugui a qualquer momento.

"Tenham calma os dois. Areum eu tenho andado tão entusiasmado com a vinda do Jimin que só ontem à noite me lembrei que ainda não tinha falado contigo sobre ele vir cá para casa" o Sang diz-me e eu volto a olhar para o rapaz em troco nu parado à minha frente. Engulo em seco quando os meus olhos percorrem o seu corpo definido antes do rapaz mal-humorado me levantar uma sobrancelha como se me estivesse a perguntar para onde estava a olhar.

"Então esta rapariguinha não é a empregada?" ele diz fazendo troça de mim.

"Areum, é o Jimin, o filho do Sang. Jimin, é a Areum, a minha filha" a minha mãe diz-nos, colocando-se ao meu lado e passando-me a mão nas costas. Juro que se o olhar matasse este rapaz já estava enterrado devido à raiva que sinto neste momento.

"E não sei o que é que vocês os dois pensam, mas não vai haver empregada, nem nenhum rapaz dos biscates. Portanto, ajudem e facilitem as coisas. E deem-se bem por favor" o Sang diz virando as costas e saindo da divisão seguido pela minha mãe.

O rapaz continua à minha frente sem se mexer um centímetro e os seus músculos parecem cada vez mais salientes. Pára de olhar Areum! Penso para mim própria.

"Importas-te de sair? Gostava de tomar banho, fecho a porta que liga a casa de banho ao meu quarto e vou para apanhar a minha toalha do cabelo e do corpo que deixei penduradas na porta, quando o meu sangue começa a fervelhar. Giro o meu corpo com os calcanhares em relação ao Jimin e reparo na toalha azul clara que ele tem enrolada à cintura. "Essa toalha por acaso é tua?"

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