DEGUSTAÇÃO
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Olhar para uma pessoa é fácil. Difícil é imaginar o que ela passou ou como ela se sente.
Mavericks Foster é a prova disso. A garota de vinte e um anos...
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A dor não vai embora, você só se acostuma com ela — The Walking Dead
Sessão 96 16:49 da tarde:
A mulher afro-americana me encarava com impaciência, enquanto eu tagarelava e andava de um lado para o outro. Sou uma pessoa extremamente difícil, confesso, agradeço a Doutora Hendrix por toda à paciência, nesses longos anos.
— Como se sente sabendo que ele voltará? —pergunta analisando todas as minhas reações e movimentos.
— Eu não sei — sopro insegura. Por fim, me sento de frente para a mulher negra que sorri amigavelmente.
— Você o superou, certo?
— Eu não sei. Faz anos desde a última vez que nos vimos. Com a distância era fácil afirmar, mas agora, será extremamente difícil.
— Você me confirmou que havia superado, não foi?
— Sim, eu disse. Talvez para tentar me convencer que sim — olho para a mulher que me encara fixamente, não esboçando reação alguma.
— E porquê? Ainda sente algo por ele?
— Não. — respondo de imediato e a mulher parece não ficar satisfeita com a resposta.
— Certo. — ela começa uma anotação em uma folha branca e volta a me olhar. — E os remédios, tem tomado?
Seria mentira se eu dissesse que sim. Há tempos eu durmo sem a ajuda de calmantes e anos desde meu último ataque de pânico. Ultimamente não tenho preocupação para tirar meu sono e não sinto perigo ou pressão para ter ataques de pânico. Descobri o ataque de pânico um ano depois que cheguei a cidade, no começo achei que você pressão baixa ou algo relacionado ao sistema cardíaco. Comecei a frequentar profissionais, e logo depois, vim parar no consultório da Doutora Karen Hendrix.
— Não — respondo sincera. — Há tempos não tomo. Não tenho preocupações ou pressão ultimamente, então consigo dormir sozinha.
A mulher escuta atentamente, anotando e avaliando meu comportamento. Tento me manter o mais neutra possível.
— E pensa em voltar a tomá-los?
— Não.
— Certo. — ela larga a caneta e o bloco de folhas em cima da mesa e me encara. — Dylan está voltando e isso é uma preocupação para você. E querendo ou não, isso irá afastar seu sucego. Sugiro que arrume amigos e faça uma tática para se socializar. Sair, dançar, beber, ir ao cinema, enfim, não importa. Apenas mantenha sua mente distante de Dylan Campbell. E no último caso, tome um comprimido pela última hora da noite.
Olho o relógio de pulso e constato que acabou meu horário. Eu poderia passar horas conversando com a Doutora Hendrix, que ainda assim, para mim seria segundos. É incrível como nos sentimos confortáveis com algumas pessoas, que perdemos a noção do tempo.